A aristocracia austríaca, para que seu suprimento de drogas flua livremente, associa-se com jovens anarquistas para planejar uma revolução contra o governo socialista.
Descobri este filme esquisitíssimo graças a um cineclube onde costumo descobrir maravilhas. Não foi o caso aqui, infelizmente: desde a sua abertura, o filme soa como um pasticho fassbinderiano sem vigor, oscilando entre as boas esquetes punks e as piadas maconheiras à la Cheech & Chong em alemão (sem o mesmo nível humorístico, claro). Há uma menção inteligente ao lema controverso de Auschwitz e possui inspirados momentos musicais (homenageando Nina Hagen e afins), mas foi difícil manter a atenção fixa e suportar o filme até o final: as situações envolvendo os aristocratas cocainômanos são péssimas e o filme numa assume uma sensualidade veemente - é tudo pelas beiradas, como se autocensurasse, sob a desculpa da patacoada proto-anarquista. Talvez tente, mas falha consideravelmente (o que pode ser um ganho involuntário para a proposta do filme). Politicamente, é indiscernível (no pior sentido do adjetivo). Ritmicamente muito chato, insosso. Mesmo quando agrada um tanto (vide a seção com a agente de condicional que é recrutada pelo grupo para cozinhar bolinhos de maconha), o enredo torna-se refém de uma mesma piada, repetida à exaustão. Urgh! (WPC>)
Descobri este filme esquisitíssimo graças a um cineclube onde costumo descobrir maravilhas. Não foi o caso aqui, infelizmente: desde a sua abertura, o filme soa como um pasticho fassbinderiano sem vigor, oscilando entre as boas esquetes punks e as piadas maconheiras à la Cheech & Chong em alemão (sem o mesmo nível humorístico, claro). Há uma menção inteligente ao lema controverso de Auschwitz e possui inspirados momentos musicais (homenageando Nina Hagen e afins), mas foi difícil manter a atenção fixa e suportar o filme até o final: as situações envolvendo os aristocratas cocainômanos são péssimas e o filme numa assume uma sensualidade veemente - é tudo pelas beiradas, como se autocensurasse, sob a desculpa da patacoada proto-anarquista. Talvez tente, mas falha consideravelmente (o que pode ser um ganho involuntário para a proposta do filme). Politicamente, é indiscernível (no pior sentido do adjetivo). Ritmicamente muito chato, insosso. Mesmo quando agrada um tanto (vide a seção com a agente de condicional que é recrutada pelo grupo para cozinhar bolinhos de maconha), o enredo torna-se refém de uma mesma piada, repetida à exaustão. Urgh! (WPC>)