Um tímido, problemático e solitário rapaz passa seu tempo treinando ratos. Ele ensinou os roedores a atacar seus inimigos. Um dos ratos, chamado Ben, torna-se o líder do movimento assassino.
Willard 1971, no Brasil Calafrio, é um filme que parte de uma ideia diferente e até ousada para a época, mas que acaba entregando um resultado bem mediano dependendo do ponto de vista. A premissa de acompanhar Willard (Bruce Davison), um sujeito reprimido, explorado no trabalho e pressionado pela própria família, funciona no início justamente por causar irritação e despertar no espectador uma certa torcida para que ele dê a volta por cima de alguma forma, especialmente quando começa a treinar os ratos e surge a expectativa de uma vingança mais satisfatória. O desenvolvimento até entrega momentos
próximos disso, incluindo a morte do seu patrão Martin (Ernest Borgnine),
mas o filme não consegue transformar esses acontecimentos em uma evolução real do personagem ou em uma sensação de recompensa narrativa, deixando a impressão de que muita coisa poderia ter sido melhor explorada ao longo da execução.
O relacionamento com Joan (Sondra Locke), por exemplo, parece promissor
quando ajuda Willard a perder parte da timidez, mas não evolui para algo mais significativo e acaba sendo interrompido de maneira abrupta, culminando em um final anticlimático onde ele é atacado pelos próprios ratos, sofrendo as consequências das criaturas que criou. Esse desfecho passa a sensação de oportunidade perdida, já que depois de tanto sofrimento seria mais interessante ver algum tipo de conquista, seja emocional, financeira ou até moral sobre o patrão que tanto o humilhava.
Ainda assim, vale destacar o elenco com Ernest Borgnine e Elsa Lanchester, atores experientes e competentes que já participaram de produções superiores, enquanto Sondra Locke ainda estava em uma fase mais inicial da carreira, mas todos ajudam a sustentar o filme dentro do possível. No fim, Calafrio acaba sendo lembrado mais pela ideia inovadora e pela proposta curiosa do que pela execução, que deixa a desejar principalmente na construção do desfecho.
O teor psicológico é o ponto chave desse curioso e intrigante thriller setentista. Não é bem um filme de terror e nem chega a ser tão assustador como pensamos, mas a atuação do protagonista Willard (Bruce Davison) é impressionante. Com aquele ar misterioso de um jovem problemático e de comportamento suspeito, Willard demonstra o quão perturbador é, revelando um lado sombrio de sua doentia personalidade.
No elenco de apoio, temos Sondra Locke e o veterano Ernest Borgnine em ótimas atuações.
"Calafrio", é um drama instigante, mórbido, frio e calculista, um thriller de suspense que te prende desde o início. Esse filme teve uma sequência mais conhecida, o memorável cult "Ben, O Rato Assassino", de 1972.
Muito bom, detestei o final
Willard 1971, no Brasil Calafrio, é um filme que parte de uma ideia diferente e até ousada para a época, mas que acaba entregando um resultado bem mediano dependendo do ponto de vista. A premissa de acompanhar Willard (Bruce Davison), um sujeito reprimido, explorado no trabalho e pressionado pela própria família, funciona no início justamente por causar irritação e despertar no espectador uma certa torcida para que ele dê a volta por cima de alguma forma, especialmente quando começa a treinar os ratos e surge a expectativa de uma vingança mais satisfatória. O desenvolvimento até entrega momentos
próximos disso, incluindo a morte do seu patrão Martin (Ernest Borgnine),
O relacionamento com Joan (Sondra Locke), por exemplo, parece promissor
quando ajuda Willard a perder parte da timidez, mas não evolui para algo mais significativo e acaba sendo interrompido de maneira abrupta, culminando em um final anticlimático onde ele é atacado pelos próprios ratos, sofrendo as consequências das criaturas que criou. Esse desfecho passa a sensação de oportunidade perdida, já que depois de tanto sofrimento seria mais interessante ver algum tipo de conquista, seja emocional, financeira ou até moral sobre o patrão que tanto o humilhava.
Ainda assim, vale destacar o elenco com Ernest Borgnine e Elsa Lanchester, atores experientes e competentes que já participaram de produções superiores, enquanto Sondra Locke ainda estava em uma fase mais inicial da carreira, mas todos ajudam a sustentar o filme dentro do possível. No fim, Calafrio acaba sendo lembrado mais pela ideia inovadora e pela proposta curiosa do que pela execução, que deixa a desejar principalmente na construção do desfecho.
Assistido em 08/02/2026
Fraco
Ter Gente como Ernest Borgnine e Sondra Locke No Elenco ,Me Atraiu mas que Tudo,Nesse Filme
Disponível no Youtube com áudio e som originais.
O teor psicológico é o ponto chave desse curioso e intrigante thriller setentista. Não é bem um filme de terror e nem chega a ser tão assustador como pensamos, mas a atuação do protagonista Willard (Bruce Davison) é impressionante. Com aquele ar misterioso de um jovem problemático e de comportamento suspeito, Willard demonstra o quão perturbador é, revelando um lado sombrio de sua doentia personalidade.
No elenco de apoio, temos Sondra Locke e o veterano Ernest Borgnine em ótimas atuações.
"Calafrio", é um drama instigante, mórbido, frio e calculista, um thriller de suspense que te prende desde o início. Esse filme teve uma sequência mais conhecida, o memorável cult "Ben, O Rato Assassino", de 1972.