Franz Woyzeck (Kinski) é um infeliz, inútil soldado, sozinho e sem o reconhecimento da sociedade, atacado de todos os lados por forças que ele não consegue controlar.
Quem bate o olho nas primeiras cenas do filme e vê Woyzeck sambar miudinho sob as pressões de um general, um médico, um militar de banda e uma esposa, percebe logo que já viu esses tipos em outro lugar. O primeiro, cinicamente, exige dele calma e paciência; o segundo o transforma em experimento psicológico comportamental; o terceiro o faz encarar a falta de beleza, força física e status; e a quarta quer dele dinheiro e que não a importune com carinhos.
Escrito originalmente para teatro em 1836 por Georg Büchner (precocemente falecido aos 23 anos), e inspiração direta para Kafka, que posteriormente levaria esse personagem até às últimas instâncias na própria obra, Woyzeck também foi publicado como livro e adaptado para o cinema. Herzog apresenta aqui um soldado massacrado pelas instâncias de controle social, que aparece o tempo inteiro em estado de alerta paranoide por estar sob o poder coercitivo da ciência, igreja, família e exército. Os diálogos adaptados diretamente do texto original são dramáticos, existenciais, experimentais, trágicos e incríveis.
"Um homem pobre, não tem por que ter moral nessa vida. O nosso tipo de sofrimento é nesse mundo e no próximo. E se chegássemos ao céu, teríamos que fazer os trovões"
Não sei se achei tudo muito vago ou eu é que não tive a capacidade em concatenar os elementos que o filme apresentou. Disciplina rígida, pressão sobre o indivíduo , um paralelo entre os experimentos científicos e o exercito, o olhar condenatório da sociedade, a loucura. Enfim, não consegui chegar à conclusão alguma de qual seria o verdadeiro intuito do filme . DE certo, o problema não está no filme e sim em mim.
Boa adaptação do peça clássica do Buchner. É uma adaptação bem fiel, quase quadro a quadro da dramaturgia, obviamente que adaptada para o cinema. O desempenho como o paranoico e desiludido Woyzeck, do Klaus Kinkski é maravilhoso.
Quem bate o olho nas primeiras cenas do filme e vê Woyzeck sambar miudinho sob as pressões de um general, um médico, um militar de banda e uma esposa, percebe logo que já viu esses tipos em outro lugar. O primeiro, cinicamente, exige dele calma e paciência; o segundo o transforma em experimento psicológico comportamental; o terceiro o faz encarar a falta de beleza, força física e status; e a quarta quer dele dinheiro e que não a importune com carinhos.
Escrito originalmente para teatro em 1836 por Georg Büchner (precocemente falecido aos 23 anos), e inspiração direta para Kafka, que posteriormente levaria esse personagem até às últimas instâncias na própria obra, Woyzeck também foi publicado como livro e adaptado para o cinema. Herzog apresenta aqui um soldado massacrado pelas instâncias de controle social, que aparece o tempo inteiro em estado de alerta paranoide por estar sob o poder coercitivo da ciência, igreja, família e exército. Os diálogos adaptados diretamente do texto original são dramáticos, existenciais, experimentais, trágicos e incríveis.
"Um homem pobre, não tem por que ter moral nessa vida. O nosso tipo de sofrimento é nesse mundo e no próximo. E se chegássemos ao céu, teríamos que fazer os trovões"
Franz Woyzeck
Não sei se achei tudo muito vago ou eu é que não tive a capacidade em concatenar os elementos que o filme apresentou. Disciplina rígida, pressão sobre o indivíduo , um paralelo entre os experimentos científicos e o exercito, o olhar condenatório da sociedade, a loucura. Enfim, não consegui chegar à conclusão alguma de qual seria o verdadeiro intuito do filme . DE certo, o problema não está no filme e sim em mim.
Boa adaptação do peça clássica do Buchner. É uma adaptação bem fiel, quase quadro a quadro da dramaturgia, obviamente que adaptada para o cinema. O desempenho como o paranoico e desiludido Woyzeck, do Klaus Kinkski é maravilhoso.
AQUELA cena é definitivamente o cinema no seu estado mais puro, literalmente o assassinato mais belo da sétima arte