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Data de lançamento
18 Dez. 1998Duração
Proprietária de uma pequena livraria, Kathleen (Meg Ryan) praticamente mora com seu noivo (Greg Kinnear), mas o "trai" através da internet com um desconhecido, pois todo dia ela manda pelo menos um e-mail para ele. Seu misterioso amigo (Tom Hanks) também faz o mesmo e passa pela mesma situação: "infiel" com sua noiva (Parker Posey). De repente, a vida dela abalada com a chegada de uma enorme livraria, que pode acabar com um negócio que da sua família há 42 anos, e ela passa a não suportar um executivo que comanda esta mega-livraria, sem imaginar que o mesmo homem com quem ela conversa pela internet. Após algum tempo, ele toma consciência da situação, mas teme se revelar e muito menos dizer que se sente atraído por ela.
Remake de "A Loja da Esquina" (1940), filme de Ernst Lubitsch.
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O charme único das comédias românticas dos anos 90 é algo tão apaixonante e encantador.
Nesse filme em particular ainda temos toda uma nostalgia causada pela tecnologia da época, com um toque de saudosismo pelas livrarias aconchegantes, pelos livros físicos e pela completa falta do imediatismo frio que domina o mundo atualmente.
Na trama os personagens dos (sempre) ótimos Meg Ryan e Tom Hanks se conectam de uma forma peculiar para a época, através de uma troca de mensagens online e nasce um sentimento intrigante para ambos, que eles mesmos buscam entender.
Eles conversam com certa leveza, se aconselham, se consolam, se frustram também (nem tudo são flores), mas sempre se entendem e sempre dão risadas um com o outro.
Como é possível criar uma conexão tão profunda com alguém de forma 100% online?
Uma conexão mais profunda do que a conexão com as pessoas à sua volta, até mesmo com quem se divide a vida ou um relacionamento, e aos poucos eles vão se dando conta disso, de que ali existe um sentimento maior.
Em um momento ela diz a ele:
“Eu não ouço nada, nenhum som nas ruas, só as batidas do meu próprio coração”.
E tal frase é dita para descrever a emoção de receber uma mensagem dele, algo forte.
Eles são diferentes em muitos aspectos, mas aos poucos um vai trazendo clareza para o outro, compartilhando e mudando suas visões de mundo e eles vão evoluindo, crescendo juntos e é algo muito legal de se ver.
Essa é a parte do filme mais envolvente e é muito gracioso como tudo se desenvolve.
A dinâmica entre os protagonistas é divertida e se torna tão fácil torcer por um final feliz entre eles.
No fim, é muito claro que apesar de todos os demais fatores da vida, eles estavam destinados um ao outro.
Afinal, encontrar alguém on-line, entre milhões de pessoas que utilizam a internet todos os dias, é realmente coisa totalmente do destino.
“O estranho nessa forma de comunicação é que é mais fácil falar sobre nada do que sobre alguma coisa.
Eu só queria dizer que todo esse nada tem significado mais pra mim do que muitas algumas coisas.”
Assistido novamente em 12 de setembro de 2026.
Nota: 7/10
Que achado maravilhosoooooo,eu amei
Não se fazem mais comédias românticas assim. Infelizmente o gênero perdeu o brilho
Estava na minha lista há mais de 10 anos e finalmente eu assisti! Delícia de filme mesmo, mas problemático de várias maneiras ( o que eu vou passar pano rs).
Quase toda comédia romântica produzida na década de 90, arrisco dizer, era ambientada em Nova Iorque. Isso não pode passar despercebido, afinal, a cidade parece suprir tudo o que o enredo precisa para entregar uma comédia romântica de sucesso. Parece que a cidade ganha um status de personagem. Aposto que há algum termo cinematográfico para essa percepção da personalização de um espaço. Sendo assim, dito isso, rs, gosto demais desse filme, só não mais do que gosto de "Harry e Sally: feitos um para o outro".