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Data de lançamento
15 Dez. 1974Duração
Chamado ao castelo de seu finado avô na Transilvânia, o jovem Dr. Frankestein (Gene Wilder) logo descobre um manual descrevendo passo a passo como trazer um cadáver de volta à vida. Auxiliado pelo corcunda Igor (Marty Feldman) e pela curvilínea Inga (Teri Garr), ele cria um monstro (Peter Boyle) que só deseja ser amado.
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Muito divertido, característico dos filmes de Mel Brooks.
04.10.1984
O filme traz aquele humor pastelão típico das comédias do Mel Brooks, nem sempre é um humor dos mais inteligentes mas tiram algumas risadas. É curioso que mesmo tendo direção do Mel Brooks, toda a ideia para a trama foi do Gene Wilder, que idealizou a história de um descendente do Dr. Frankenstein que tivesse vergonha do seu passado e não quisesse ligação com a família.
Um dos pontos que chama a atenção no filme é a qualidade de fotografia e dos cenários com a recriação perfeita do estilo dos filmes dos anos 30. É interessante a opção da filmagem em preto e branco, créditos de abertura e encerramento além da transição entre as cenas feitos no estilo dos filmes originais da Universal.
O enredo faz referências aos cinco primeiros filmes do Frankenstein da Universal. Em uma destas homenagens Gene Hackman faz uma pequena participação e está quase irreconhecível no papel do cego que recebe a visita do monstro em sua cabana. Hackman pediu pessoalmente para Gene Wilder um papel porque queria experimentar fazer uma comédia e fez o trabalho de graça. O ator foi o último a morrer do elenco principal.
Marty Feldman com sua aparência naturalmente horripilante faz um Igor marcante que se tornou icônico e até hoje pode ser visto nos memes. Peter Boyle também se sai bem na pele do Monstro com cérebro anormal.
Mesmo tendo alguns momentos mais inspirados o filme sofre com muitas piadas e diálogos bobos demais, que são mais constrangedores do que engraçados. Várias partes da trama também parecem desconexas, como se tivessem sido encaixadas às pressas sem muito cuidado com a coesão da história ou fruto de edição mal feita. Como por exemplo a questão do testamento no início e a transferência de cérebro no final que não fazem tanto sentido.
Apesar do roteiro duvidoso ainda é uma comédia interessante, que ao mesmo tempo que faz paródia ainda homenageia e traz uma nostalgia com relação aos primeiros clássicos de terror dos anos 30.
Uma boa sátira. Bons alívios cômicos
Filme divertido.