101 Dálmatas: A Guerra dos Dálmatas

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101 Dálmatas: A Guerra dos Dálmatas (1961)
One Hundred and One Dalmatians Outros títulos
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 19369 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
19369 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 25 Jan. 1961 Outras datas
Duração 79 min (1h19)
Classificação indicativa de 101 Dálmatas: A Guerra dos Dálmatas: L - Livre para todos os públicos

Data de lançamento

25 Jan. 1961

Duração

79 minutos Classificação indicativa de 101 Dálmatas: A Guerra dos Dálmatas: L - Livre para todos os públicos
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Sinopse

A diversão começa quando os dálmatas, Pongo e Prenda, tem 15 maravilhosos filhotes na casa de seus donos. Juntos eles formam uma grande e linda família até que a malvada Cruela Cruel, rapta todos os filhotes de dálmatas da cidade, incluindo os de Pongo e Prenda. Agora, os corajosos pais tem a responsabilidade de reunir toda a população canina, em uma missão cheia de suspense para salvar os inocentes filhotinhos da horrível vilã.

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Minha Vida com Shurastey | Teaser Oficial

Minha Vida Com Shurastey

Comentários 0
amigos querem ver
welll_azevedo
Well Azevedo
½
2 semanas atrás

Traço lindo, animação clássica. Os cães chamando seus humanos de "pets", me pegou demais. A rede social dos animais também é um conceito bem legal. Cruella é uma personagem super expressiva e, francamente, assustadora. Charmoso do início ao fim.
.
#Stremio

vini_monteiro
Vinicius Monteiro
4 meses atrás

Você já reparou como alguns filmes antigos parecem ter uma energia vibrante, como se os desenhos estivessem prestes a pular da tela, enquanto outros parecem pinturas estáticas? Ao revisitar 101 Dálmatas, encontrei uma obra que divide opiniões, mas que inegavelmente salvou um império. Se você procura apenas nostalgia, vai se divertir, mas se olhar com atenção, verá o momento exato em que a Disney trocou a magia dos contos de fadas pela crueza da vida moderna. Convido você a ignorar a "sujeira" do traço e mergulhar nesta análise sobre como um filme sobre cachorros mudou a história da animação.

Ao analisar 101 Dálmatas sob a ótica da crítica visual, é impossível ignorar a ruptura técnica. O filme é frequentemente rotulado como "irregular" se comparado à polidez de Pinóquio, mas defendo que essa imperfeição é sua maior virtude. A utilização da xerografia, necessária para reduzir custos exorbitantes, deixou na tela os traços de lápis originais dos animadores. Embora os puristas possam torcer o nariz para essa estética "suja", ela confere uma vibração e uma energia cinética que a "tinta e pintura" tradicional muitas vezes sufocava. É verdade que, por vezes, os fundos parecem estáticos e unidimensionais em contraste com os personagens, mas essa dicotomia visual cria uma identidade gráfica única, quase como um livro de esboços ganhando vida.

Um ponto que me conquista profundamente é a mise-en-scène atmosférica. O filme captura uma Londres enevoada, fria e distintamente "jazzy", que soa contemporânea e atemporal. O roteiro de Bill Peet é um dos mais inteligentes da filmografia da Disney, equilibrando a ternura inerente aos filhotes com um humor seco e cínico raramente visto em produções anteriores. A dinâmica conjugal entre Pongo e Perdita, e a forma como os animais operam em um submundo organizado e competente (o "Latido da Noite"), demonstram uma sofisticação narrativa que mantém o espectador engajado. A cidade não é apenas um cenário; é um personagem que respira ao ritmo do blues e do suspense.

Se há uma razão pela qual este filme permanece no topo, para mim, é Cruella De Vil. A performance que o animador Marc Davis conseguiu extrair dela é nada menos que genial. Vejo nela uma mistura perfeita de ameaça genuína e comédia física exagerada; ela não é uma bruxa mágica distante, mas uma figura grotescamente rica e imprudente que parece habitar o mundo real com uma fisicalidade assustadora. A dublagem atinge efeitos quase operísticos, com suas entradas e saídas súbitas acompanhadas por nuvens de fumaça amarela. É, na minha opinião, um dos maiores feitos de atuação já realizados em animação, jogando na mesma liga das grandes vilãs clássicas. É Cruella quem eleva o nível da produção; sem sua presença magnética, o restante do filme seria apenas comum.

Apesar das limitações orçamentárias evidentes, há lampejos de brilhantismo técnico e metalinguístico. Destaco a sequência em que os filhotes se alinham para assistir TV. A interação diegética entre os personagens e o programa fictício de televisão não só serve como alívio cômico, mas funciona como uma "atração dentro da atração". Vejo isso como um marco de modernidade: foi um dos primeiros momentos em que a Disney utilizou a mídia dentro da própria mídia para comentar sobre o consumo de entretenimento, criando uma camada de realidade que aproxima o público dos personagens.

Embora falte aquela "magia suprema" e etérea das obras-primas intocáveis dos anos 40, 101 Dálmatas compensa com personalidade. O filme possui um ritmo ágil e uma tensão emocional genuína — o suspense da fuga na neve é palpável. Para mim, ele representa o momento em que a Disney provou que podia ser moderna, relevante e, acima de tudo, sobrevivente. É uma obra essencial, imperfeita em sua limpeza, mas perfeita em sua execução artística e narrativa. A "sujeira" do traço não é um erro; é a assinatura de uma época que ousou se reinventar.

Em suma, 101 Dálmatas é mais do que um filme sobre cachorros fofos; é um estudo de caso sobre inovação em tempos de crise. Se você não assiste a esta obra há muito tempo, recomendo fortemente uma nova visita, não com os olhos da nostalgia, mas com a atenção voltada para o estilo visual arrojado e o roteiro afiado. Dê uma chance para os dálmatas e permita-se ser envolvido por essa Londres rabiscada e cheia de vida — você pode descobrir que a perfeição técnica nem sempre é necessária para se contar uma história inesquecível.

lucasthurow
Lucas Thurow
11 meses atrás

Pra quem não me conhece, eu sou o Lucky.

andrezanarella
André Zanarella
1 ano atrás

21.12.2000

marcspaulo
Marcos
1 ano atrás

Revi o filme e confesso que o jeito antigo de se fazer desenhos animados me chamou a atenção: os traços perfeitos dos artistas e o belíssimo trabalho na animação ficam evidentes ao longo da trama.

editado
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