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Duração
Vinte anos da vida de Colombo, desde quando se convenceu de que o mundo era redondo, passando pelo empenho em conseguir apoio financeiro da Coroa Espanhola para sua expedição, o descobrimento em si da América, o desastroso comportamento que os europeus tiveram com os habitantes do Novo Mundo e a luta de Colombo para colonizar um continente que ele descobriu por acaso, além de sua decadência na velhice.
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Confesso que teve um momento do filme que comecei a ficar empolgado, que é logo na primeira viagem de Colombo, quando eles invadem a primeira terra, mas assim que os Indígenas aparecem, já perdi todo o tesão. Filme raso, não aprofunda em questões necessárias, fora que é bem arrastado e chato. No filme observa-se uma narrativa muito próxima da visão tradicional da história, reforçando a aventura do descobridor.
Colombo aparece como um homem visionário que desafia a Igreja e a Coroa para alcançar seus objetivos, havendo uma forte valorização da coragem do navegador. A chegada às terras americanas é apresentada como um grande feito da humanidade, ou seja, a América aparece como um território encontrado e os povos indígenas como habitantes de um “Novo Mundo” que aguarda o contato europeu, inclusive, achei tudo muito pacifico, seja por parte dos indígenas ou seja por parte dos europeus que chegaram naquelas terras. Me incomodou muito como os indígenas foram retratados aqui, eles aparecem principalmente em função da trajetória do navegador, o que mantem essa perspectiva eurocêntrica, principalmente aqueles que continuavam acompanhando os europeus em outras viagens, como conseguiu convencer eles? Tudo muito pacifico e natural, mas sabemos que não foi bem assim. Não tem nenhum desenvolvimento em volta dos indígenas. Enfim, 2 horas e 35 minutos que no final foi mais do mesmo. Atuações bem medianas tambem.
Bem aquele tipo de filme que os professores mais polidos mostram pra turma do ensino médio. Me incomodou muitíssimo esse Colombo santificado e puritano facilitando aquela narrativa do bem contra o mal, ambos sendo o homem europeu, o nativo americano não tendo espaço para ser coisa alguma além de um selvagem, ou um belo selvagem. No mais, a fotografia é bem cuidada, linda mesmo e a trilha sonora do Vangelis é inquestionável.
Eu tinha visto esse filme na escola, a cena da mão ficou cravada na minha mente, fiquei sentindo a minha mão por vários dias, e nem sabia o nome do filme. Mas agora revendo, dá até uma certa pena do Colombo.
Apesar de aparentemente algumas omissões como Colombo ter uma amante e ser a favor de escravidão índigena, até que essa adaptação da verdadeira história é uma...boa descoberta.
Trama e personagens unidimensionais - cristãos supersticiosos, nobreza gananciosa, Colombo idealista. Ridley Scott ignora totalmente a ambiguidade da história e a complexidade das relações entre os atores envolvidos na empreitada que deu início à era dos descobrimentos. Uma pena pois, apesar dos lindos cenários e de uma trilha sensacional, em particular o clássico tema central, a história de “1492: Conquest of Paradise” é simplória, idealizada e didática (no sentido ruim da palavra).
Uma belíssima oportunidade desperdiçada.