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Confesso que demorei bastante para assistir esse filme. Na época de seu lançamento dei uma desanimada de assistir depois que eu descobri que era um musical, que naquela época eu tinha um certo preconceito. Mas enfim, 2026, um amigo me recomendou o filme e me deixou curioso, já que eu não sabia do que o longa se tratava até essa conversa.
Assisti, estou choroso e ao mesmo tempo reflexivo. Continuo não gostando tanto assim de musicais, mas confesso que eu adorei todas as musicas aqui. Toda essa reflexão sobre amizade, namoro, a vida corrida no sistema capitalista, me fez pensar sobre a minha própria vida. Eu, Carlos Daniel, que estou me formando em História. As vezes me pego pensando, será que fiz a decisão certa? Dedicar 5 anos e meio da minha vida para ser professor de História? Principalmente em um país que desvaloriza tanto essa profissão.
Mas enfim, agora vem uma história triste... Esse anos, em 2026, vai fazer 6 anos que eu perdi uma grande amiga pro câncer. Ela tinha 2o poucos anos. Nova, cheia de sonhos, namorava, tinha amigos, estava terminando seu ensino médio para seguir seus sonhos, sonhos esse que foi interrompido antes da hora. Acredito que ela foi a primeira pessoa que eu realmente me assumi GAY confortavelmente. Saudades de você. Esse filme me fez lembrar você.
Agora sobre o filme em si... Jonathan (Andrew Garfield) é um péssimo amigo, péssimo namorado, péssimo em tudo, acredito que por isso gostei do filme, em alguns momentos ele me irritava, em outros ele me fazia refletir sobre minha vida, principalmente por me sentir naquela vida em certos momentos. Gostaria de ter visto um desenvolvimento melhor nos amigos dele, senti falta disso, mas também entendi que o filme é sobre ele. Os dramas funcionam, mas infelizmente tenho que confessar que em certo momento os musicais começaram a me irritar, porque quando o drama dos personagens me prendia na TV, começava uma cantoria para "narrar" a briga ou o acontecimento e depois havia um corte para outra cena. Os amigos aparecem pro Jonathan por pura conveniência dele, né? Isso ficou claro com o amigo dele - Michael (Robin) - porque ele nem ligava muito pro amigo, mas depois que descobriu que ele tem HIV, começou a lembrar e dar moral.
Para finalizar, esse filme é uma grande critica ao sistema que estamos inserido atualmente. Ao sistema capitalista, a esse patriarcado. Onde você vive para os outros na intenção de ganhar uma miséria no final do mês. Poderiam converter esse filme facilmente para a vida de um professor de escola publica aqui no Brasil, vendendo a sua alma atrás de um doutorado em busca de uma vida melhor.
Estava na duvida se daria 2 ou 3 estrelas, mas escolhi dar 3 por conta de 3 motivos: Escutar as canções do Michael Jackson no cinema foi uma experiencia incrível, e olha que estava sozinho na sala. Segundo que as coreografias estão maravilhosas, Jaafar Jackson arrasou muito, a gente consegue ver o seu esforço. E para finalizar, o terceiro motivo foi por conta das atuações, que no geral, foram boas. De resto... que tristeza, viu?
Porque não fizeram uma trilogia? História do Michael é bem rica, interessante e em alguns momentos bem reflexiva, além de ser um dos maiores (se não o maior), artistas da musica até hoje. Em um primeiro filme poderiam abordar a história de Michael e sua família. O nascimento dos irmãos e do próprio cantor, sua relação com a família e amigos até a sua fase adolescente. Em um segundo filme poderiam focar na fase adolescente do artista até o inicio da fase adulta e no terceiro filme mostrar sua história no auge, sobre sexualidade, relação com fãs, família, trabalho... até seu falecimento.
O filme é muito raso. Conseguiu ser mais raso que o Bohemian Rhapsody, pois lá ainda vimos a figura controvérsia de Freddie Mercury, mostrando um pouco dos seus erros e acertos, suas discussões com o grupo em geral e um pedaço de sua relação amorosa. Aqui o filme tem apenas uma história contada de uma forma superficial demais: a rivalidade entre Joe Jackson (pai do Michael, interpretado por Colman Domingo) e o próprio Michael. Colocam o pai como uma figura tenebrosa e o filho como o anjinho que sempre acerta. A parte infantil do Michael foi contada de uma forma tão rasa e repetitiva que já não estava aguentando mais. Michael cantava com os irmãos, o pai pedia pra ele cantar olhando pra ele, ele desobedecia e logo depois apanhava. Repetiu essa cena mais de uma vez. Enquanto isso eu me perguntava... só o Michael que apanhava? Os irmãos sempre obedeciam o pai? A mãe sempre via aquilo e ficava quieta (ou chorando)? O filme nem se importa em se aprofundar nisso e depois pulam pro Michael maior.
Na verdade, eles gostam demais de pular o tempo, isso deixa o filme muito superficial. Tem um momento do filme que os irmãos de Michael some, assim como o pai dele, e o Michael só subindo na fama. Como foi isso com os irmãos? Quando ele saiu do grupo eles aceitaram de boa? O filme não responde nada. Pra piorar, o filme faz um pulo temporal e acaba DO NADA.
Faltou história, faltou explicações, faltou desenvolvimento dos personagens... faltou MUITA COISA. O pai só era mal mesmo? E porque só com o Michael? Qual a história de Joe Jackson? Os irmãos e a própria mãe do protagonistas não mudam NADA na história, apenas figurantes. Que pena. Não me deixou intrigado para assistir um próximo, mas enfim... Vamos ver o que vem ai.
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Inacreditável essa edição. Na verdade, estava esperando um filme totalmente diferente. Que pena, mas é bom saber que até o Sam Raimi erra.