Dirigido por
Data de lançamento
11 Nov. 2021Duração
Durante os anos 90, um aspirante a compositor (Andrew Garfield) trabalha como garçom enquanto escreve o que espera ser o maior musical americano que lhe revelará. Se aproximando de seu aniversário de 30 anos, ele começa a se questionar se perseguir o sonho impossível vale a pena ou não.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Confesso que demorei bastante para assistir esse filme. Na época de seu lançamento dei uma desanimada de assistir depois que eu descobri que era um musical, que naquela época eu tinha um certo preconceito. Mas enfim, 2026, um amigo me recomendou o filme e me deixou curioso, já que eu não sabia do que o longa se tratava até essa conversa.
Assisti, estou choroso e ao mesmo tempo reflexivo. Continuo não gostando tanto assim de musicais, mas confesso que eu adorei todas as musicas aqui. Toda essa reflexão sobre amizade, namoro, a vida corrida no sistema capitalista, me fez pensar sobre a minha própria vida. Eu, Carlos Daniel, que estou me formando em História. As vezes me pego pensando, será que fiz a decisão certa? Dedicar 5 anos e meio da minha vida para ser professor de História? Principalmente em um país que desvaloriza tanto essa profissão.
Mas enfim, agora vem uma história triste... Esse anos, em 2026, vai fazer 6 anos que eu perdi uma grande amiga pro câncer. Ela tinha 2o poucos anos. Nova, cheia de sonhos, namorava, tinha amigos, estava terminando seu ensino médio para seguir seus sonhos, sonhos esse que foi interrompido antes da hora. Acredito que ela foi a primeira pessoa que eu realmente me assumi GAY confortavelmente. Saudades de você. Esse filme me fez lembrar você.
Agora sobre o filme em si... Jonathan (Andrew Garfield) é um péssimo amigo, péssimo namorado, péssimo em tudo, acredito que por isso gostei do filme, em alguns momentos ele me irritava, em outros ele me fazia refletir sobre minha vida, principalmente por me sentir naquela vida em certos momentos. Gostaria de ter visto um desenvolvimento melhor nos amigos dele, senti falta disso, mas também entendi que o filme é sobre ele. Os dramas funcionam, mas infelizmente tenho que confessar que em certo momento os musicais começaram a me irritar, porque quando o drama dos personagens me prendia na TV, começava uma cantoria para "narrar" a briga ou o acontecimento e depois havia um corte para outra cena. Os amigos aparecem pro Jonathan por pura conveniência dele, né? Isso ficou claro com o amigo dele - Michael (Robin) - porque ele nem ligava muito pro amigo, mas depois que descobriu que ele tem HIV, começou a lembrar e dar moral.
Para finalizar, esse filme é uma grande critica ao sistema que estamos inserido atualmente. Ao sistema capitalista, a esse patriarcado. Onde você vive para os outros na intenção de ganhar uma miséria no final do mês. Poderiam converter esse filme facilmente para a vida de um professor de escola publica aqui no Brasil, vendendo a sua alma atrás de um doutorado em busca de uma vida melhor.
Não sou muito fã de musicais, mas esse se torna interessante pela história inspiradora de Jonathan Larsson, e pela atuação efusiva do Andrew Garfield.
Gente assim, o filme é bom, mas enfim só assisti porque minha professora passou. Ele era um péssimo amigo, namorado e enfim uma pessoa né kkk pessoas brilhantes são bastante egocêntricas.
”tick, tick...BOOM!” não é só um filme, é uma bomba-relógio emocional prestes a explodir em qualquer alma sonhadora.
A trajetória de Jonathan Larson é a luta desesperada de um artista contra o tempo, contra o fracasso, contra o medo de nunca ser ouvido.
Andrew Garfield se entrega de corpo e alma, em uma performance impecável, intensa, quase dolorosa de tão verdadeira.
A trilha sonora? Um espetáculo à parte. Cada música carrega peso, história e emoção.
Mas “Come to Your Senses”, no final do workshop… aquilo não é só uma apresentação.
É um colapso emocional disfarçado de melodia.
Uma explosão silenciosa de tudo que Jonathan sente — amor, arrependimento, perda.
E “Why”, naquela cena no anfiteatro, é pura vulnerabilidade.
Enquanto ele canta, questiona suas escolhas, seu futuro, e se realmente vale a pena continuar perseguindo seus sonhos diante das incertezas da vida.
Chorei. Me identifiquei. Me perdi.
E no fim… fiquei com aquela sensação de que estamos todos correndo contra uma bomba-relógio invisível.
tick… tick…”
começou chatinho no inicio, más depois foi melhorando, não sei porque foi indicado ao Oscar naquele ano, um filme comum e nada mais,uma nota 6.