Últimas opiniões enviadas
Em contraste com as outras avaliações, eu gostei do filme. Me prendeu desde o começo. A Maika Monroe é maravilhosa, em alguns momentos atuando apenas com o olhar. Ameaçadora desde o começo.
Achei que a dinâmica feminina quebrou o padrão. A diretora (óbvio que a diretora é mulher) soube aproveitar de temas bem atuais como tensões de classe e feminismo/maternidade para mover esse thriler. A sensação de impotência que sentimos quando a personagem de Mary Elizabeth é desacreditada pelo marido sonso. Odiei a atuação do Raul, que sempre é sonso até quando fez Looking mas talvez esse seja o ponto mesmo. A identificação com a pobreza, desamparo e sofrimento que a babá passou. A relação difícil entre mãe e filha mas que no final ambas continuam se apoiando. Essa menina que observou violência entre duas mulheres que eram modelos dela mas ainda nutre carinho pelas duas. O maior defeito é que muitas coisa não são mostradas, por que ela não voltou a trabalhar? quem é esse amigo que sabe de tudo? como a Rebecca acha ela no começo da história?
Subúrbio assombrado pela guerra entre gerações? uma referência ao pânico satânico dos anos 90 ou a onda de conservadorismo atual? De qualquer forma, muito divertido e um bom uso do body horror. Julie Garner é uma atriz fenomenal.
A perseguição aos professores como suposto doutrinadores/ameaças embora apenas pessoas normais com problemas pessoais além do profissional. A professora foi escolhida como bode expiatório sendo ela a pessoa mais próxima de observar as mudanças na criança que estava sofrendo abuso. O ator do Alex também traz uma ótima atuação e o abraço final nos pais me fez chorar.