Últimas opiniões enviadas
"A história dos uruguaios que caíram na cordilheira dos Andes e tiverem que cometer canibalismo pra sobreviver". Foi assim que eu sempre me referi ao acidente do Voo 571, porque foi assim que essa história sempre chegou até mim. Em todas as produções que vi sobre o acidente, o foco da história sempre recaiu sobre o dilema ético envolvendo o canibalismo. Em A Sociedade da Neve, fica claro que se alimentar de carne humana para sobrevivência foi apenas um dos pontos funestos da tragédia que aconteceu com os uruguaios. Talvez o menor deles.
Imagine ter 72 piores dias da sua vida e ainda assim não desistir. Você não pode se machucar, pois não tem suprimentos para uma assistência médica adequada. Você não pode se hidratar, pois não há água suficiente. Você não pode olhar diretamente para a neve, pois ela reflete a luz solar. Você não pode enterrar seus mortos, pois eles precisarão servir de alimento.
Gostei do fato de o filme partilhar o protagonismo entre os personagens e, especialmente da narração de Numa, última pessoa a morrer ali. Soa como uma homenagem aos que não voltaram. Eles foram gigantes. Tiveram forças para dividir tarefas, se organizar socialmente, fazer registros fotógraficos (!!!) e, sim, buscar resgate, quando ninguém mais acreditava ser possível.
Cara, que filme pesado. Fui assistir achando que era um filme "família" e quebrei a cara. É uma história tão punk que em determinado momento eu fiquei exausta de assistir. Exausta, assim como o protagonista, de tentar. A montagem e a edição dele são bem fraquinhas, a fotografia não tem nada de especial, mas o filme todo vale pela atuação de Amy Adams, que transmite perfeitamente o desespero da personagem e todas as suas nuances.
Últimos recados
"Eu sou indiscutivelmente a pior pessoa do mundo pra se manter uma conversa na internet." Só se as coisas realmente tiverem mudado MUITO nos últimos anos... Mas enfim, claro que rola da gente se ver! Até o momento eu não fiz nenhum plano pro carnaval, mas a minha expectativa é mesmo de passar uns dois dias em BH. Não sei se os seus amigos querem bater algum tipo de recorde passando cada dia por uma cidade, mas eu recomendaria dar mais atenção pra BH, que é onde vai ter a programação mais variada e extensa, hein! (Recomendação neutra, totalmente não enviesada por mim, ok?)
Pode ser que enquanto a gente pensa em como colocar a vida nos trilhos, não sobra muito tempo pra ouvir música... E por aqui eu ainda tive problemas recentes com o meu vizinho, por causa do barulho que o ar condicionado dele fazia durante a noite, aí eu passei a supervalorizar o silêncio hahaha! Mas pelo menos quanto aos filmes, agora que tô de "férias" tenho conseguido assistir a pelo menos uns dois por semana. Viajar é o que eu queria, justamente porque também costuma me ajudar, mas por enquanto ainda não dá. E eu acho que o carnaval de Minas realmente merece mais uma chance de te receber!
Também fiquei triste, e também fazia tempos que eu não ouvia Rush (ultimamente eu não tô muito "musical"). Mas eu achava que ainda veria ele em atividade, até porque ele era um músico muito ativo, com alguns projetos paralelos ao Rush. Lembrando que o documentário sobre a história da banda é excelente! E com vc, tudo bem por aí?
Achei que desde o início o documentário entrega quem é a stalker, principalmente pela narração de Dave. Inclusive há um trecho em que ele fala "até então eu achava que Liz era a vítima", evidenciando que há um engano aí. Apesar disso, confesso que tive meus momentos de dúvidas, principalmente quando a casa de Liz pegou fogo. Cheguei a suspeitar de que talvez não fosse ela, porque quem iria tão longe assim? Pensei que talvez houvesse algum terceiro por trás de tudo (um ex namorado ciumento ou alguém forçando ela a agir desse modo), mas não.
Em geral nessas histórias não considero que o ponto mais intrigante é saber quem é o criminoso, mas as suas motivações. E, nesse sentido, "Lover, stalker, killer" falha bastante. Não me entendam mal, gostei do documentário, mas eu gostaria que tivesse explorado mais as motivações da(o) stalker. Queria conhecer seu passado, suas relações pregressas, etc, e sem cair no reducionismo de um transtorno de personalidade. Afinal, é a pessoa mais fascinante do documentário, e acabamos sabendo pouco sobre ela.
Como muitos já citaram, acredito que Liz persistiu com as ameaças mesmo após reatar com Dave porque isso os aproximava, fazia com que tivessem um ponto em comum, além de mantê-lo fragilizado. Porém o que não entendo é o sumiço dela após atear fogo na própria casa. Faria mais sentido se eles fossem morar juntos, mas o documentário dá a entender que ela foi embora por escolha.
O que aconteceu nesse período? Será que ela teve medo de ser descoberta e tentou pôr fim à perseguição? Será que houve algum arrependimento momentâneo? Para onde foram os filhos, enquanto ela ficava com o "namorado intermitente"? Ela continuou na casa do namorado após ele descobrir o que estava acontecendo, ou ele conseguiu afasta-la? Como ela lidou com esse afastamento? Será que desconfiou de alguma ação da polícia e por isso atirou em si mesma?
E mais: o que motivou ela a perseguir Amy? A estratégia de aproximação de Liz com Dave era principalmente o fato de ambos serem as "vítimas" de Cari. Quando ela insere Amy nisso, ela perde esse posto.
A ausência dessas informações não torna o documentário ruim, mas eu teria gostado de conhecê-las.
Também achei muito mal explicada a história do tablet. Como assim o cartão de memória do celular dela aparece em um tablet que está na casa dele? Outro furo é o momento em que ela consegue furtar a arma da casa dele. Como ela conseguiu entrar, se ele tinha se mudado?
Sei que se trata de um caso real, não estou desconfiando das informações trazidas, só gostaria de mais detalhes, coisas que poderiam ser esclarecidas em uma frase.
De resto, gosto do fato de o documentário introduzir novos personagens para contar a história, a partir da metade. Os investigadores trazem um novo fôlego para o filme apresentando sua linha de raciocínio, sem manter uma narrativa heróica ou fantasiosa demais.