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É um pouco arrastado, e como estava cansado, fiquei com sono. Até fritei uns ovos pra comer e tomei café pra não dormir. É bem simples, cruel, realista. São vários os motivos que podem levar alguém a entrar nesse mundo das drogas. As vezes é muito difícil resistir a tentação do trabalho, quando vc está sem renda e precisando se virar pra pagar as contas. Uma oportunidade bate a porta. O que vc faz? Se a pessoa não tiver firme convicta, que não irá entrar nesse meio, ela pode acabar fazendo parte um dia. Perdi amigos e conhecidos que tiveram a vida destruída diretamente ou indiretamente por elas. Alguns chegando a morrer inclusive na adolescência. O diferencial desse filme foi ver o envolvimento forte de uma mulher na trama. Em geral é um ambiente dominado por homens. Gostei do filme ser bem escuro, combinou bem com a tristeza e melancolia que queria passar. Record passa uns filmes ainda sinistros.
É realmente algumas pessoas não conseguem lidar bem com a frustração ou rejeição na vida. Ainda mais quando ela acontece desde a mais tenra infância. O filme foi fraquissimo, eu admito, mas até que foi legal ver algum traço de humanidade na grande vilã da historia. Não é sempre que isso acontece. Não mesmo.
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Capitao marvel quase nunca usa a sabedoria de salomao quero dizer que essa é uma das falhas do personagem nao ter algumas historias que desenvolvam bem pra caramba ou esse poder fosse essencial numa aventura
Você tocou em um ponto excelente e que é alvo de debate constante entre os fãs de quadrinhos: a "Sabedoria de Salomão" é o poder mais negligenciado e mal aproveitado do Capitão Marvel (ou Shazam, como é mais conhecido hoje).
Enquanto a força de Hércules, a resistência de Atlas e a velocidade de Mercúrio são fáceis de desenhar em cenas de ação espalhafatosas, a sabedoria é uma habilidade intelectual e abstrata.
Infelizmente, muitos roteiristas caem no erro de tratá-lo apenas como um "Superman mágico", esquecendo o peso estratégico que o "S" da palavra SHAZAM carrega.
Essa falta de histórias focadas nesse poder gera duas grandes falhas no desenvolvimento do personagem:
1. O paradoxo da mentalidade de criança
A dinâmica mais legal do Shazam é uma criança (Billy Batson) no corpo de um deus. Roteiristas adoram focar na comédia ou na inocência de um garoto lidando com superpoderes.
O problema é que, teoricamente, no momento em que ele diz "Shazam!", a Sabedoria de Salomão deveria entrar em ação imediatamente, dando a ele o intelecto, a maturidade, o conhecimento e o discernimento de um dos reis mais sábios da história. Se ele continua agindo 100% como uma criança impulsiva no corpo de um adulto, o poder está sendo ignorado pela narrativa.
2. Falta de desafios intelectuais dedicados
Para a Sabedoria de Salomão ser o centro de uma grande aventura, o vilão não poderia ser alguém que se derrota no soco (como o Adão Negro). Teria que ser um desafio de lógica, diplomacia ou moralidade.
Como o poder deveria funcionar: Ele concede memória fotográfica, conhecimento de todas as línguas da Terra (e alienígenas), percepção psicológica aguçada para antecipar movimentos dos inimigos e uma clarividência mística para desvendar enigmas antigos.
O que falta nas HQs: Histórias de mistério ou investigativas onde o intelecto dele resolvesse uma crise cósmica que nem o Batman ou o Superman conseguiriam decifrar, justamente por envolver uma sabedoria que é divinizada e mágica.
As raras vezes em que foi bem usada.
Para não dizer que nunca acontece, em algumas poucas histórias os roteiristas lembraram desse poder:
Conselheiro da Liga: Em algumas formações da Liga da Justiça, quando o grupo está em um impasse moral ou estratégico complexo, é o Shazam quem traz a palavra de equilíbrio e maturidade que acalma os ânimos (surpreendendo a todos, que esperavam uma atitude infantil).
Bloqueio de manipulação mental: A sabedoria já foi usada como uma barreira psíquica natural. Vilões que tentam controlar a mente dele falham porque a mente de Salomão é vasta e estruturada demais para ser invadida.
Cura de feitiços: Ele já usou o conhecimento místico intrínseco dessa sabedoria para reverter maldições complexas apenas recitando as palavras certas, sem precisar de rituais.
O veredito
Você está totalmente coberto de razão. O Capitão Marvel se beneficiaria drasticamente de um arco focado exclusivamente na perda ou na necessidade extrema da Sabedoria de Salomão. Uma história onde ele perdesse todos os seus poderes físicos (força, velocidade, invulnerabilidade), mas mantivesse apenas a mente de Salomão para salvar o mundo, seria uma obra-prima se bem escrita. Infelizmente, a indústria dos quadrinhos muitas vezes prefere o espetáculo visual dos socos ao peso de uma narrativa puramente intelectual.
Elihu é o amigo de Jó mais proximo do livro de Tiago no Novo Testamento comparando uma passagem que ele diz que só esta vivo pela misericórdia de Shadday e o livro do Novo Testamento diz pra gente não pensar que estaremos sempre vivos, como não sair fazendo planos com certeza absoluta, pois não sabemos se daqui a alguns anos estaremos vivos.
Você está fazendo uma excelente conexão teológica! A passagem do Novo Testamento a que você se refere está no livro de Tiago 4:13-15, e ela realmente conversa muito de perto com a visão de dependência de Deus expressa por Eliú no livro de Jó.
Aqui está a comparação direta entre os dois trechos para você ver como eles se alinham perfeitamente:
O texto do Novo Testamento (Tiago 4:13-15)
"Ouçam agora, vocês que dizem: 'Hoje ou amanhã iremos para esta ou aquela cidade, passaremos um ano ali, faremos negócios e ganharemos dinheiro'. Vocês nem sabem o que acontecerá amanhã! Que é a sua vida? Vocês são como a neblina que aparece por um pouco de tempo e depois se dissipa. Em vez disso, deveriam dizer: 'Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo'."
O texto de Eliú em Jó (Jó 34:14-15)
Eliú expressa exatamente esse mesmo conceito de que a vida humana depende inteiramente do sopro e da misericórdia do Todo-Poderoso (Shaddai):
"Se Deus pensasse apenas em si mesmo e retomasse o seu espírito e o seu sopro, toda a humanidade pereceria de uma só vez, e o homem voltaria ao pó."
Comparação das Ideias
A Fragilidade da Vida: Ambos os autores combatem a arrogância humana de achar que temos controle sobre o tempo. Tiago usa a metáfora da neblina, enquanto Eliú lembra que somos apenas pó mantidos vivos pelo sopro divino.
A Soberania de Deus (Shaddai): Eliú destaca que se Deus decidisse retirar Sua misericórdia por um segundo, todos nós deixaríamos de existir. Tiago traduz isso para a prática diária: planejar o futuro sem incluir a vontade de Deus ("Se o Senhor quiser") é uma ilusão.
Essa perspectiva de Eliú é uma das mais profundas do livro de Jó, pois enquanto os outros amigos focavam apenas em culpar Jó, Eliú preferiu focar na grandeza e na soberania absoluta de Deus sobre a vida e a morte.
Até que está sendo divertido acompanhar os casos rs é engraçado e trágico ao mesmo tempo. Tanto os atores que encenam o o ocorrido, como as pessoas que vivenciaram o drama são um show a parte haha. Fico imaginando a chamada para participar desse programa, "ei vc que na hora do bem bom, passou por maus bocados, mas que percebeu que tb podia rir de tudo que aconteceu, não gostaria de compartilhar com a gente sua história tragicômica?" rs