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Tanta coisa para dizer...
A Kano realizou seu sonho de cantar covertendo a cidade em um aquário, ainda sobretudo na presença da mãe. A sua evolução ao longo dos 12 episódios foi gigante. Antes ela era uma pessoa totalmente dependende da Yukino e dps da Mahiru. Agora o propósito dela cantar é genuíno, vem dela mesmo em prol de todos, seus fãs, as pessoas que estavam perdidas como ela já esteve, e até as pessoas que ainda a odeiam.
A Mero, desde o episódio 10 ou 11 dava sinais de que estava arrependida das suas ações, primeiro ela destruiu aquela banda rival inteira e depois separou mãe e filha (Yukino e Kano). Além do peso, com certeza ter interagido com a Mei e a Mahiru contribuiu, pq ela viu o quanto a Kano sofreu e mesmo assim encontrou amigas incríveis, então seu individualismo estava apenas lhe afastando das pessoas. Foi bacana sua redenção incentivando a Kano a cantar. Além disso, o evento em si do Sunflower Dolls com JELEE acabou de vez com o "climão" e perseguição à Kano desde seu soco na Mero. E as duas, Kano e Mero, ainda se tornaram boas amigas!
Gostei de ver a Yukino sob o olhar da Mahiru, sem apenas a visão da Kano. Realmente a Yukino não é uma má pessoa, mas também não é a melhor das mães, é uma pessoa cujo foco é o lado profissional. Ela reconheceu a Kano como artista e não mais como seu produto moldado por ela (Nonoka). Sem falar que a Yukino conseguiu bater sua meta/sonho de ter 50 mil espectadores num show ao vivo com uma parcela de ajuda da filha que trouxe os fãs do Jelee. E agora que a mãe respeita e admira a filha, foi bacana a Yukino ter prestigiado a Kano na sua graduação do Ensino Médio.
A Kiui, depois de ter tido a coragem de dizer ao mundo quem ela é, independente de ela ser diferente das maioria das pessoas, além de confrontar aqueles trouxas ex-colegas de classe do Ensino Fundamentel, felizmente está até perdendo o medo de sair de casa. Prevejo um romance com a Koharu (a menina da moto na auto-escola).
Menções honrosas para a Baba que tem um público nichado para quem ela realmente é. A sua filha e a Mei no show foi muito fofo. Bem legal esse finalzinho sendo filmado como uma live do Instagram e depois todos os personagens dando tchauzinho. E aquele homem com guarda-chuva azul olhando o mural de JELEE? Ele aparece na opening né? Talvez seja o pai da Kano, um personagem que o roteiro tinha intenção de utilziar, mas não usou, ou por ter mudado de ideia, ou apenas para nos trollar kkk
Jellyfish diz muito sobre enfrentar os próprios medos e ter coragem para dizer quem vc é, não pelos outros, mas por quem vc quer ser. É um anime que valoriza as amizades, mas também valoriza a individualidade de cada um, sem dependências emocionais. Mesmo que muitas vezes a gente apenas siga o fluxo, como uma água-viva, um pouco de coragem já nos faz brilhar.
Fraco: feminismo por feminismo que não mostra todo o valor da mulher, que ao mesmo tempo que deprecia os homens, coloca a felicidade da mulher em função do mesmo homem.
Em dois momentos a protagonista Bea é dita como inteligente, mas o que convence o espectador disso? Não digo que a personagem não deveria ter abandonado a faculdade ou que deveria ter se formado para um diploma justificar sua inteligência, mas em nenhum momento é mostrado que ela é sábia, empática, resolve seus problemas de frente, tem autocontrole, habilidade social para negociar com os pais, ou seja, características que me convenceriam de sua inteligência.
O diálogo expositivo do padrasto da Claudia/Pete dizendo que sua geração é a culpada por todos os males atuais tem verdades e mentiras. A geração dele, X, possui erros e acertos. A geração Y basicamente conta apenas com o Ben (e um parêntese, qual o problema em falar sua idade?!) e talvez o casal Claudia/Halle. A protagonista B, membro da geração Z, traz todos os problemas de sua geração como dificuldades em lidar com a frustração, ansiedade, depressão... mas nada disso é explorado profundamente, ao contrário, a lição no ato final do filme nos diz que a salvação da personagem é se apaixonar pelo Ben e depender de um homem para ter as rédeas de sua felicidade.
Outro ponto: por que Ben é forçado a admitir que foi machista e supostamente teve o "ego machista" ferido quando falou mal da Bea para o Pete no início do filme? Se ele houvesse falado que a Bea era fútil, maluca, "apenas um contatinho" diretamente para ela independente de saber o motivo pelo qual ela fugiu, aí sim ele seria um brutamontes. O que ele deveria ter falado: "nossa, ela é incrível, mas fugiu, não sei o porquê, que pena, mas ela está certa e não posso ficar magoado se não estarei ferindo a bandeira do feminismo". A Bea estava passando por um momento complicado, mas ninguém é obrigado a adivinhar se ela não contar, o Ben nem teve a oportunidade de tentar ser empático.
Enfim, dou nota 6/10 pelas boas atuações, carisma dos personagens e algumas boas piadas. "Todos Menos Você" tenta acertar em "10 Coisas que Eu Odeio em Você", mas acerta em cheio em "Debi & Loide" com situações fantasiosas na tentativa de criar humor. O roteiro de Llana Wolpert traz os delírios de uma adulta com adolescência frustrada que ainda escuta Unwritten, canção de Natasha Bedingfield, de 2004.
Tem filmes de 2h que se perdem nos 30 minutos finais, mas A substância se perde nos 90 min finais, após 30 min de boa introdução.
Sim, eu entendi que era um filme de horror e com crítica social. Filmes recentes do mesmo gênero foram brilhantes como Pobres Criaturas, mas A substância passa dos limites entre crível e incrível, pois as premissas de mundo se contradizem dentro do seu próprio enredo.
O que salva realmente são a maquiagem e as atuações de Demi Moore, Margaret Qualley e Dennis Quaid. A cena dela velhinha resmungando enquanto cozinhava e, principalmente, a cena em que ela retoca a maquiagem várias e várias vezes, para mim, foram o ápice de sua atuação no filme, porém, não foram marcantes o suficiente para garantir o Oscar de melhor atriz.