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"o mundo nunca será um lugar melhor se ninguém for corajoso o suficiente para fazer a coisa certa."
replicar um sucesso (ou dar continuidade a ele) não é fácil. no primeiro não tínhamos uma expectativa sobre o filme e, após ser Oscarizado (!), no segundo o buraco já foi bem mais embaixo.
o ponto alto do filme (assim como o 1) continua sendo a coexistência de diferentes tipos de pessoas (ou bichos, nesse caso) e a construção de amizades verdadeiras.
por um lado, algo novo (e positivo) que esse trouxe foi mostrar como a narrativa tem o poder de incluir ou excluir pessoas, e como a classe dominante a constroi e perpetua através de exploração, apagamento e deturpação da história dos desfavorecidos, enquanto muitas vezes sequer percebemos isso.
por outro lado: conflitos familiares, a necessidade de pertencimento, o bem contra o mal, o plot twist de nem todo "vilão" ser de fato ruim assim como nem todo "mocinho" ser realmente bom, não podermos confiar 100% em qualquer um só por projetarmos no outro a bondade que existr em nós mesmos. são todos temas muito bons trazidos pela sequência mas, infelizmente, pouco aproveitados como poderiam.
tive a mesma sensação de quando vi Moana 2 (que por acaso também vi com a mesma prima fã de animações) que por acaso eu sou apaixonada pelo filme 1: faltava algo. uma magia, algo novo, não só uma sequência mediana para dizer que a história continua mas sem a mesma qualidade do anterior.
mas também como foi com Moana 2, sinto que se não gostei tanto do filme é por não ser o público-alvo dele. e tudo bem, tem vários outros filmes (inclusive de animação) para gostar também. valeu pelo momento compartilhado em família.
off: a cena referenciando o labirinto de O Iluminado no mesmo final de semana em que o filme estava em cartaz devido aos 25 anos de sua estreia (e que vi também na telona no dia anterior) simplesmente absolute CINEMA.
visto em 14/12/2025
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"durante todos esses anos, eu persisti, sobrevivi, lutei. mas, no fim, só existe uma saída para garotas como eu: se render e torcer pelo melhor."
esse começou tendo tudo o que eu não gostaria em um filme: a Sidney Sweeney (motivos óbvios), um esposa retratada como louca sem motivo algum e um marido como um querido bonzinho à prova de quaisquer acontecimentos, o conto de fadas moderno e perfeito. ledo engano.
as coisas se desenrolam tão lentamente mas de um suspense que escala tão bem que me surpreendeu e me fez abrir a mente para a possibilidade do filme ser mesmo interesante.
quem diria que a esposa "louca" também fora vítima, que o marido é um "filhinho da mamãe" narcisista (Freud explica) e que a própria esposa é sagaz e inteligente o suficiente para arquitetar um plano arriscado para libertar a si e sua filha.
me encantou como mostram que em relações abusivas os sinais estão sempre por ali, mas de formas tão sutis que as vítimas já tão emocionalmente envolvidas só enxergam quando extrapolam todos os limites. e como o abusador sempre sabe exatamente o que está fazendo, até em seus atos mais despretensiosos.
como o ciclo do abuso e a percepção social de que um homem é um santo não só desencorajam as denunciar como as proíbem e até cancelam. a narrativa é sempre favorável ao abusador, e ela costuma guiar a todos. menos a quem sabe exatamente o que passou e ainda pode passar.
não vou mentir: mesmo com receio da esposa não ajudar a empregada no final, ela não estaria errada se não o fizesse – mas ainda bem que o fez. o amadurecimento da empregada ao longo do filme, reconhecendo quem é o verdadeiro inimigo, honra isso.
não foi um pacto de amizade, tampouco um passar de pano para as atitudes uma da outra. foi uma sororidade meio torta entre esposa, empregada e até policial pois todas sabem que merecem uma segunda chance e um recomeço sem um homem merda como aquele. de um jeito trágico sim, mas trágico para quem?
visto em 11/01/2026