Últimas opiniões enviadas
Acabei de assistir Diário de um Banana e eu tô indignado. Eu sei que é uma adaptação, eu sei que o Greg Heffley é para ser desse jeito, mas sinceramente: ele é o pior protagonista que eu já vi. É um péssimo amigo, nunca fica feliz pelas conquistas do melhor amigo, é invejoso, mentiroso, arrogante e completamente tomado pela síndrome de protagonista. Ele é um mala, um insuportável mimado que só pensa em si mesmo.
O melhor amigo dele simplesmente carrega o filme nas costas. Já o Greg faz questão de irritar em absolutamente todas as cenas. A mãe dele parece incapaz de educar qualquer um dos três filhos, o pai vive completamente alheio a tudo, e eu fiquei várias vezes desconfortável assistindo.
No fim, o único personagem que realmente me fez continuar foi o melhor amigo do Greg. Porque o resto, principalmente o próprio Greg, foi só frustração atrás de frustração.
Imagina ter uma amiga pick me girl de 40 anos que te culpa porque o namorado, que te namora há 10 anos, não consegue entrar no altar com você. E para piorar, ela faz todo o drama perfeito para agir exatamente como uma pick me girl. Carrie é o pior tipo de amiga, aquela que prefere perdoar o macho a perdoar a melhor amiga, que só falou uma frase da boca pra fora. Depois ainda culpa a amiga por não perdoar o marido que transou com outra mulher, e pior, sem nem saber se ele faria de novo.
Steve é o “marido perfeito” para as amigas, mas para a Miranda ele não é, e isso é o que importa porque só ela pode decidir. Esse filme me irritou tanto que só confirmou o quão patéticas são todas elas por serem amigas dessa pick me girl de 40 anos. No final, o Big é o cara mais errado do mundo, mas todos decidem que ele é o coitado da história. No fim, a única vítima dessa bagunça toda é a Miranda com um marido infiel, amigas que a julgam e outra amiga que faz tudo ser sobre ela.
No fim todas elas se merecem e esse filme só serve para mostrar o quão patética pode ser a vida adulta.
Últimos recados
Valeu por me aceitarr
KKKKKKKKKKK eu levo o lanchinho no meu pote da Barbie.
O mal da Maria Betânia foi ficar floodando e se metendo em todo comentário.
Na moral, o seu comentário chamando o menino de Maria Betânia na página do the last of us 2 me quebrou legal, obrigada por isso, eu chorei de tanto rir
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Queria falar o quanto considero essa diretora pretensiosa ao extremo. Dá a sensação de que ela pensa o tempo todo “isso vai virar cult”. No fim, porém, o resultado acaba beirando uma galhofa involuntária. Eu entendi a mensagem, entendi muita coisa, mas há decisões que ficam abertas demais para interpretação, não de forma provocativa, e sim confusa.
A partir daqui há spoilers, então continue por sua conta e risco.
É perceptível que Die, My Love fala sobre depressão, frustração, luto, perda, tédio e, talvez o mais importante, a perda de identidade. A protagonista se vê presa e sufocada em situações que não escolheu, desde o cachorro que não para de latir até a casa enorme que parece vazia e opressora ao mesmo tempo. Tudo isso constrói a ideia de que ela começa em um pico de alegria e, gradualmente, afunda em uma depressão extrema.
Há cenas muito simbólicas. Uma delas é quando o companheiro enterra o cachorro e ela se sente menos importante, quase invisível. Ignorada, ela tenta de tudo para chamar a atenção dele. Outra cena, mais sutil e fácil de passar despercebida, acontece quando ela abre o compartimento do carro, pega um chiclete e encontra uma caixa de camisinha aberta, e ainda por cima cara. Antes disso, ela já havia feito observações que indicavam algo errado. A diretora escolhe mostrar, sem verbalizar, sem diálogo explícito, que ele ainda a trai. Ela sabe disso e já não se vê capaz de sustentar aquela relação, nem mesmo com a presença do bebê.
No geral, é um filme arrastado demais, que aposta excessivamente em múltiplas interpretações. Existem livros que simplesmente não funcionam bem como adaptação cinematográfica, e este é um grande exemplo. As metáforas não funcionam como deveriam.
O que salva o filme de ser uma completa perda de tempo é Jennifer Lawrence. Sua atuação é magnética e consegue sustentar tudo aquilo que a personagem representa. Sem ela, o filme simplesmente não se sustenta.
Sinceramente, esse filme deveria ter no máximo uma hora e meia. Eu removeria totalmente o arco do motociclista, que soa avulso e dispensável, mesmo que sirva para justificar alguns surtos da protagonista. Ele não acrescenta o suficiente para justificar sua existência.
O ato final é pretensioso e disruptivo, mas não de forma positiva, ele destoa do restante do filme. Achei tudo extremamente enfadonho. Eu esperava mais substância.
Depois que vi quem era a diretora, tudo fez sentido. Ela é claramente focada em produzir um cinema que se esforça para ser pretensioso, na tentativa de se tornar um “cult contemporâneo”. Lamento informar: não é cult, não é contemporâneo, é esquecível.