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É quase cômico o quanto a série deixa claro que a Bethesda detesta Fallout New Vegas.
Faz questão de destruir, pedaço por pedaço, uma lore que é incrivelmente rica e bem amarrada.
Novac? Abandonada e dominada por Khans que logo viram picadinho.
Os Kings? Agora todos ghouls porque, né, por que não ferrar mais um pouquinho?
A Strip? Deserta, infestada de deathclaws e com vibe de "aqui já foi legal, mas a gente acabou com isso".
E o Mr. House? De gênio calculista e moralmente cinzento virou um vilão caricatural que parece ter saído de um episódio ruim de James Bond pós-guerra. Ah, e ainda insinuam que ele teve dedinho na Grande Guerra? Porque nada grita "respeito pela lore" como transformar o cara mais interessante do jogo em um meme maligno.
É tipo assistir alguém que odeia o seu jogo favorito cozinhar ele no micro-ondas ligado no máximo, servir com um sorriso e perguntar: "E aí, gostou da nova 'visão' canônica?"
Valeu mesmo, Bethesda. Precisávamos mesmo ver o legado de New Vegas ser reduzido a "tudo morreu, Enclave wins, na próxima temporada teremos mais referências para distrair"
O cinema nacional segue firme na fórmula infalível: favela, nordestino passando fome ou 'lembra daquela ditadura terrível?'. Clássico que nunca sai de moda.
Você termina o filme pensando: 'Hmm… certeza que já vi esse roteiro umas 12 vezes'. Aí abre o Twitter e é todo mundo tratando como uma obra-prima absoluta.
Felizmente o filme ganhou nas categorias em que foi indicado, né? Porque senão o brasileirinho raiz já ia entrar no modo 'o mundo não entende nossa arte' e fazer aquele showzinho de sempre. Pelo menos dessa vez deu pra pular a crise existencial coletiva.
E o melhor: no ano que vem a gente repete tudo de novo, com outro diretor 'visionário' descobrindo que miséria dá ibope internacional, e o ciclo da eterna vitimização premiada continua girando. Porque, né, inovar é arriscado demais pro nosso cinema de conforto emocional.
A segunda temporada de Andor não é apenas uma continuação, é a elevação definitiva do que Star Wars pode ser quando se leva a sério. Tony Gilroy entrega aqui uma obra-prima que transforma o que já era excelente na primeira temporada em algo histórico e possivelmente a melhor narrativa já produzida no universo Star Wars.
A estrutura em arcos de três episódios (cada um representando um salto temporal de um ano) funciona brilhantemente, criando uma sensação de urgência crescente e de inevitabilidade que culmina no que todos sabemos que virá em Rogue One.
Se você acha que a franquia perdeu a alma, Andor prova que ela ainda pode ser profunda, corajosa e inesquecível.