Natália
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  • Natália
    2 anos atrás

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    2 anos atrás

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  • Natália
    6 anos atrás

    É inegável a beleza de alguns momentos durante o filme, principalmente a da cena final. O personagem do Robin Williams traz diálogos muito delicados, fortes e cheios de paixão. Tem sim questões importantes sendo discutidas – é um filme que diz muito sobre individualidade, liberdade, formação de opinião, autonomia, entre outros temas fundamentais na formação de um indivíduo, e que, muitas vezes, são temas que subestimamos ao educar crianças e jovens –, tem sim cenas intensas e marcantes e, de certa forma, eu gostei.

    Mas há questões que me incomodaram e a principal delas é a escassez de personagens que fugissem um pouco do estereótipo do homem branco classe média alta. É um filme masculino, com pouquíssimas referências femininas (quando apareciam, os diálogos eram tolos e breves); todos os meninos sofrem de problemas semelhantes: pais autoritários, com grana, pouco interessados nos próprios filhos e que jamais se dão ao trabalho de escutá-los. Muito provavelmente, se fosse produzido hoje, teria uma gama mais diversificada de etnias, classes sociais, gêneros, entre outros pontos que enriqueceriam a produção do filme.

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    Os personagens são rasos, sabemos pouco a respeito deles, o foco do filme claramente é discorrer sobre literatura e filosofia – o que é bacana, mas não dar a devida atenção aos personagens faz com que o filme empobreça e atitudes como a de Neil surpreendam (não de forma positiva, mas no sentido de “ei, explica mais como isso foi acontecer!”). Nem John Keating é aprofundado, ele não tem história (só sabemos que estudou no mesmo colégio que lecionava, fazia parte da Sociedade dos Poetas Mortos e era apaixonado por uma mulher que morava em Londres, que sequer sabemos quem é e por que ele tem o porta-retrato dela na mesa em que trabalha).

    Sobre os jovens, achei-os imaturos (mais do que a idade pede, e talvez porque só convivam entre eles, em uma bolha social, enfim, eles sequer sabem como conversar com garotas sem parecerem tolos, e vergonha alheia foi o que senti em todas as cenas entre Knox e a menina que ele gostava). Para mim o clubinho está mais para “Clube do Bolinha” do que para um clube entre pessoas que queiram trocar experiências e aprender coisas novas.

    É um bom filme, com boas mensagens, com cenas icônicas (em especial, as com Robin Williams), mas eu não veria de novo (e dificilmente recomendaria).

  • Oi, Natália!
    Tudo bem com você?
    Obrigada por aceitar meu convite. 😘