Últimas opiniões enviadas
Sou muito fã dos trabalhos do Almodóvar, mas nossa, muito fraquinho esse curta. A história não prendeu, algumas cenas e diálogos são dispensáveis. Faltou desenvolver a história deles na juventude, pois da forma que foi feita não contribuiu em nada para a trama e ainda ficou superficial.
Não tive paciência para assistir a entrevista no final.
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Últimos recados
Oi Natalia, como vai? Então, eu e um pessoal aqui do Filmow + Letterboxd temos um grupo do WhatsApp onde conversamos sobre filmes, séries e assuntos relacionados. Gostaria de te convidar a participar, já que é sempre bom conhecer novos fãs de cinema.
A participação é livre, seja você do tipo que curte filme pipoca, filme de oscar, filme antigo, o que for. O pessoal é bem tranquilo e o ambiente no geral é muito respeitoso. Enfim, se quiser entrar o link está logo abaixo. Caso precise de um novo, só avisar! =)
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Impressionada com o choro do gado e o profundo desconhecimento de Brasil.
A tal “história da perna”, por exemplo, não é algo jogado ali à toa nem só uma piada. É uma lenda urbana bem conhecida em Pernambuco, que surgiu justamente durante a ditadura militar. No filme, ela aparece atacando pessoas marginalizadas (homossexuais, prostitutas), o que conversa diretamente com a forma como a violência era tratada e normalizada naquele período.
Esse tom que mistura absurdo, ironia e até um certo deboche não enfraquece a crítica. Pelo contrário: reflete muito bem como muita gente lidava com o medo, o silêncio e a censura da época. A lenda tomou conta da cidade exatamente porque ajudava as pessoas a fugir um pouco da realidade pesada que estavam vivendo.
Outros símbolos também não estão ali por acaso, como a gata de duas cabeças. Ela se conecta com os personagens que precisam assumir outros nomes pra sobreviver e que são acolhidos pela Dona Sebastiana. Não é coincidência que, quando o Marcelo finalmente assume quem ele é, essa seja a última cena da gata — e o enquadramento sugere que ela passa a ter “um rosto só”.
Sobre o protagonista parecer ingênuo ou pouco estratégico, dá pra ler isso menos como erro de roteiro e mais como escolha mesmo. Ele não é um herói tradicional, mas alguém cansado, deslocado e vivendo sob tensão o tempo todo. Isso ajuda a entender a passividade dele, as contradições e até as decisões ruins que toma.