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Esse dorama me encontrou num momento oportuno. Tenho certeza de que gostamos — ou deixamos de gostar — de alguma coisa dependendo muito do nosso humor, do momento da vida em que estamos, do quanto estamos abertas para sentir.
A construção do relacionamento é linda, delicada, feita com cuidado. Protagonistas maduros, que conversam, se escutam e resolvem as coisas.
A última vez que vi um relacionamento tão bem construído foi no c-drama Prisioneiros da Beleza.
No episódio 5, eles já estavam claramente caidinhos um pelo outro, e nada pareceu forçado. Tudo aconteceu no tempo certo.
E aí vem o ponto que mais me frustrou: em vez de prolongar o conflito com a família, eu teria amado vê-los casar. Eu sei que isso é quase uma regra nos doramas coreanos — o casal só casa no último episódio, quando casa — mas é uma pena. A relação deles merecia mais tempo nessa nova fase.
O dorama inteiro foi sobre esse avanço:
“Gostamos um do outro?”
“Vamos ser mais que amigos?”
“E agora, vamos namorar?”
O casamento teria sido um passo natural. Um fechamento bonito para uma história que, no essencial, foi sobre cuidado, escolha e maturidade.
No fim, acho que tudo faz ainda mais sentido quando a gente olha de onde cada um vem.
Jin Hyeok vem de um tipo de família e de um amor consistente. Ele aprendeu que vínculo não se abandona no primeiro conflito, que amar também é ficar.
Soo Hyun, por outro lado, aprendeu a se colocar de lado. A reprimir o que queria, a não ocupar espaço demais, a pensar primeiro nos outros.
"O amor é quando duas pessoas diferentes ficam parecidas"
Ótima temporada. Amo observar como a mente deles funciona e como isso muda completamente o jogo.
A equipe da Austrália é o melhor exemplo:
eles estavam tão confiantes, quase arrogantes, que nem consideraram a possibilidade de serem eliminados. Quando caiu a ficha, ficaram genuinamente chocados.
E o ponto mais impressionante: pensaram tão pouco no desdobramento da competição que acharam que poderiam simplesmente repetir os mesmos três participantes da primeira prova na segunda. Uma falta total de estratégia.
"A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito, a queda" (Provérbios 16:18)
Enquanto isso, as outras equipes estavam analisando riscos, prevendo cenários e se preparando para todos os desdobramentos.
O Japão, por exemplo, decidiu arriscar tudo para vencer — mas fez isso com consciência, já visualizando exatamente o que significaria enfrentar uma revanche.
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Equipe Filmow
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respondi lá 😊😊😊
Vi muita gente dizendo que ele era um coitado, que gostava mais dela do que ela dele. Sinceramente, não entendi. Assisti já com isso em mente, prestando mttt atenção, e não foi o que eu vi.
Pra mim, eram dois jovens e depois dois jovens adultos — que se gostavam e estavam tentando ficar juntos. Só que existiam limites para ambos, sobre o que queriam e onde queriam estar. Ele tinha um compromisso com a família, que não permitia se afastar ou mudar de cidade (ficar longe). Ela, por outro lado, não queria estar naquela cidade, não se via voltando. Ainda assim, em um momento, ela chega a considerar isso por eles.
O que eu vi foram desencontros. Não falta de sentimento, nem alguém amando mais que o outro. Mas, no fim, as pessoas sempre parecem precisar encontrar um culpado.
Cada um com seus sonhos e responsabilidades. Pra ele, a família. Pra ela, a pousada — um trabalho que ela amava e que, inclusive, ajudou ela a atravessar o luto pelo pai. Só porque ela quis encerrar esse ciclo, ela vira egoísta?