Respeita a Geografia - Éder
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O nascimento de um menino é sempre o nascimento do menino Jesus que vem nos salvar de nós mesmos.

Quando nascem os meninos, a força de S. José nos faz pai para protegê-los e cuidá-los. Sejam frades ou nós pobres pecadores.

Que belíssimo filme, meus amigos.

Quem procura água, procura vida...

O protagonista evidencia o amor paterno em busca por seus filhos no ambiente mais hostil possível, o cenário da guerra e suas tristes valas comuns. Tragédia sem tamanho. Mas a busca pela dignidade é o que norteia e move o pai à procura dos filhos, vivos ou mortos... Crowe quis nos trazer fé e esperança até porque alguém só morre quando é esquecido.

Ao mesmo tempo, toda crítica feita à prática de busca pela água e associações com ocultismo, pode ser compreendida como simbólica. No universo da cristandade, é condenável adivinhação e coisas tais quais, mas o mote é sobre procura. Quem já perdeu alguém amado na vida sabe o vazio que existe e dar um sepultamento digno aos que partiram é deixar acesa a chama da memória de quem amamos.

Tentaram humanizar Miranda…

Não, não é um remake como alguns sugerem. É a resposta ao tempo e um retrato do politicamente correto em boa medida. Em especial, na presença da assistente que permite ou não o que Miranda pode dizer.

A assistente que sugere para Miranda falar ou não, usar essa expressão em vez de outra é um fiscal do famoso livro 1984. Está ali para moldar as palavras através da censura mais abjeta, ainda que na prática seja só fingimento porque Miranda nunca deixou de acreditar no dizia.

Além disso, de maneira caricata, o filme constrói a política de inclusão nos mínimos detalhes. Ou seja, o filme quis se redimir à parte da militância mais histriônica. É verdade que pessoas politicamente engajadas pouco se identificam com esse tipo de filme e geralmente não se importam com moda. Mas o filme tentou agradar esse público.

Se no primeiro filme fica evidente o mau caratismo e a futilidade do mundo da moda, e que expressa parte do mundo corporativo em termos de puxa-saquismo e puxões de tapete, o segundo tentou pedir desculpas. Não conseguiu. Soou falso, muito falso.

Tentaram humanizar Miranda, a empáfia genuína virou falsidade. Perderam a mão.

As demais personagens permaneceram semelhantes. Já a jornalista continuou adolescente em relação ao jornalismo fantasioso, mas com sua pitada de hipocrisia. Ah… não se importa com moda, mas vamos ganhar nosso salário escrevendo sobre moda e iludindo a todos que acham que etiqueta e marcas garantem um lugar ao sol…

Ao final, as aparências do mundo corporativo foi suavizada e transformadas em mero teatrinho social.

É. A história se repete como farsa…

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