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Duras horas e cinquenta e dois minutos assistindo a boca entreaberta de Adèle.
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Com manteiga ou sem manteiga?
Assista, é uma experiência diferente. É exatamente como descreveu: confusa e rápida. Vale a pena dentro de suas propostas.
Comecei a lê-lo. Estou lá pelas 70 e tantas páginas (entre várias pausas para ler outras coisas, tipo, ontem, muito aleatoriamente, peguei o quadrinho de Azul é a Cor Mais Quente e li até o final). Estou realmente gostando dos relatos do Tarkovsky, mas me incomodou em certos pontos a forma até 'religiosa' com que ele pensa o cinema. Não sei se me entende. O que mais tem me agradado é a forma sincera de relatar as angústias e os planos dele enquanto cineasta, e também o papel que o cineasta deve exercer em sociedade, da qual eu concordo plenamente.
Digamos que Triste Trópico é um antidocumentário, bem ousado por criticar o realismo documental. Um filme bem prolixo, arrisca a experimentação nas colagens, na voz narrativa cínica (o próprio narrador às vezes ''conversa'' com o diretor do filme), no vai e vem do tempo, enfim, um trabalho puramente experimental, que se propõe à desconstruir a linguagem do documentário. Além da história relatada ser no mínimo macabra. Se você gosta de trabalhos do tipo, é uma boa pedida.
E você leu Esculpir o Tempo? Quais seriam suas considerações sobre o livro?
UMA OBRA DE ARTE! Pra quem está acostumado com produções, vamos dizer assim, de ritmo mais "veloz" vai achar tedioso, especialmente no inicio, enfim uma questão de hábito e novos comportamentos geracionais. Como eu sou daquelas cinéfilas que assistiam os filmes LENTÉRRIMOS e em preto e branco do Bela Tarr, não senti dificuldade alguma com essa maravilha!
É completamente envolvente e as dinâmicas nos mostram muitas facetas e nuances étnicos do povo Yorubá, comportamentais ou sutilezas mesmo, que diferem das nossas. É incrível! E o melhor ainda é estar mais próximo de cosmologias/universos fora do padrão universalista branco.