Rômulo Gomes (Escapismo)
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Nosferatu (Nosferatu) 938

Nosferatu

  • Altamente sensorial, Nosferatu de Robert Eggers é singular ao seu modo.

    Nosferatu (2024) trata-se mais do que uma mera releitura do clássico de 1922, mas sim de uma obra que carrega sua singularidade, embalando uma narrativa gótica em que não se abre margem pra dúvidas: a estética se impõe como ponto alto da obra.

    Não é exagero afirmar que a versão de Nosferatu dirigida por Robert Eggers se sustenta mais pela ambientação do que pela progressão narrativa em si. No entanto, não estamos falando de um enredo abstrato e sem corpo. Ele mantém fidelidade clássica ao enredo: tudo está no seu lugarzinho certo, desde o professor von Franz ao arrepiante navio que carrega o conde até sua indefesa – mas sexualmente latente – Ellen Hutter.

    Esse universo ganha vida como se fosse a narrativa, o que já é traço recorrente na obra do diretor, frequentemente fruto de alguma controvérsia por esse motivo – já que seus filmes, se vistos da superfície, não aparentam debater grandes questões por seu foco mais estético. Mas, como já dito: essa estética fala por si só.

    Assim, diante de uma história mais que centenária, amplamente conhecida e já contada em diversas versões, a escolha por investir na construção sensorial gótica-realista é a assinatura de Eggers que dá tom autoral único ao filme

    Essa ambientação encanta desde a intensa exploração do jogo de luzes e sombras, que conferem uma atmosfera sombria inigualável, elevando-a tal ponto que a própria narrativa se torna secundária diante do encantamento sensorial.

    Entre esses aspectos sensoriais que mais se destacam, além do conde quase sempre mostrado sorrateiramente, como se fosse uma entidade que não pertencesse aquele mundo, estão seus trejeitos cadavéricos e até seu marcante sotaque – aspectos que ganham força pela tímida trilha sonora, que se torna coadjuvante e amplifica os ruídos naturais daquele gélido mundo. Tudo remete a um tom quase onírico e sublime, em homenagem direta ao expressionismo alemão.

    O design de arte, em geral, segue a linha gótica-vitoriana. Nessa linha, o castelo do conde Orlok é um espetáculo à parte. O retrato soturno é tão intensificado que ele jamais se mostra vívido, parecendo um grande monumento sobrenatural que, paradoxalmente, coexiste na realidade fática.

    Quanto à trama em si, nota-se considerável fidedignidade ao clássico, embora o romantismo típico da tradição vampírica ganha um viés sexual latente e muitas vezes quase explícito na relação.

    Essa relação funciona como metáfora para um mal inevitável, instaurado a partir do pacto sexual silencioso entre uma jovem moça e o vampiro – metáfora essa que reforça a dicotomia entre a virilidade sedutora do conde versus à bondade protetora de Thomas Hutter, o inseguro marido de Ellen que se aventurou pela amada.

    No geral, Eggers não buscou reinventar roda, mas utilizando sua mão autoral conseguiu dar frescor a uma obra clássica, ainda que não tivesse, nada novo a contar. aparentemente. O bem sucedido sonho de Eggers em reproduzir esse clássico se realizou ao contar nosferatu de uma perspectiva gótica-realista, que carrega sua singularidade pelo traço autoral altamente atmosférico que ele consegue imprimir às suas obras.

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  • A Mulher no Jardim (The Woman in the Yard) 178

    A Mulher no Jardim

  • O que sobra quando a Escuridão Colapsa por Dentro e por Fora

    O que parecia ser uma premissa fortemente estética e chamativa, o que já seria um bom chamariz para amantes de terror sobrenatural, se desenvolve numa narrativa assentada em conflitos resultantes de uma dissolução familiar pós-tragédia chegando a um melindroso enredo sobre temas sensíveis psicologicamente – mas, ainda assim, abarcando uma mensagem acalentadora sobre redenção na escuridão.

    A inesperada chegada de uma misteriosa mulher de preto à fazenda do pequeno núcleo familiar debilitado, contando apenas com uma mãe recém-acidentada e seus filhos, sem o chefe de família recém falecido, dá o tom do senso de aprisionamento e insegurança, reforçando a vulnerabilidade frente à opressão que a figura misteriosa representa. O longa não se incomoda em incomodar e expõe, de forma potencialmente impactante a pessoas sensíveis, temas autodestrutivos.

    Embora carente de maiores acontecimentos naquela vida bucólica, a montagem é suficientemente dinâmica, trabalhando o desenvolvimento das relações e tensões entre mãe e filhos, fazendo com que o ritmo não se torne maçante. No entanto, é inevitável considerar que o filme pode soar pretensioso ou elevado por beber do fenômeno denominado (controversialmente!) de pós-terror, que se agarra ao crescimento lento da atmosfera densa, assustadora e claustrofóbica — no filme, brilhantemente reforçado pela restrição dos cenários, basicamente, à isolada fazenda em que a família reside.

    Se o visual totêmico da mulher de preto já impressiona per si, a estética da imersão dela à casa, trabalhando com um eficiente e assustador jogo de sombras, deixa o clima de terror latente, não apenas em seus bons e cabíveis jump scares, mas no senso geral de tomada de escuridão — que, metaforicamente, se entrelaça ao colapso mental que a protagonista, envolta em seus dilemas existenciais, enfrenta — sobretudo ao se ver impregnada a viver o sonho bucolicamente projetado pelo seu falecido marido.

    No geral, embora curto em duração, não explorando o mundo ao redor — o que facilita a coesão do enredo —, é um competente thriller que discute uma perspectiva colapsante de temas como frustração conjugal e desafios da maternidade, abordando as inevitáveis consequências para os filhos. Tudo isso totemizado em uma assombração que materializa a pulsão de morte e os nada sutis acenos à depressão e ao suicídio. Ainda assim, apesar de centrado na chegada opressiva da escuridão tanto interna quanto externa, há também uma mensagem de esperança: a possibilidade de reconstrução a partir dos escombros, desde que haja alguma luz.

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    editado
  • Cabo do Medo (Cape Fear) 944

    Cabo do Medo

  • O Ghost me trouxe aqui.

  • Amanda 3 anos atrás

    Oi Rômulo! =) Indica algum filmão...