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Tantas coisas para dizer sobre este filme.
Um longa verdade, com visual realista, cru, sem firulas na fotografia, com uma direção de arte sutil que monta cenários autênticos e críveis.
O roteiro é também é construído de forma interessante, criando uma história que é ao mesmo tempo cômica e suspense. Afinal de constas, são pessoas comuns, vítimas movidas por raiva, por ódio, pelo sentimento de vingança contra aquele que os torturou, mas ao mesmo tempo incapazes de fazer igual. O longa pode ser um pouco maniqueísta, sim, mas é um maniqueísmo real.
Sonhos de Trem e Hamnet têm a mesma premissa. Pais que vivem ausentes para ganhar a vida, perdendo o crescimento dos filhos e, por fim, vivendo o luto e a culpa. Ainda que Hamnet seja melhor, Sonhos de Trem tem algo de atual.
Enquanto em Hamnet, Shakespeare vive longe para viver seu sonho e sua real natureza, em Sonhos de Trem, Robert Grainier se ausenta contra sua vontade, contra se natureza, por necessidades financeiras. Ele perde tudo enquanto buscava sustento para tudo, criando um paradoxo de culpa e luto.
Ainda que eu também considere a fotografia de Hamnet melhor que a de Valor Sentimental, o trabalho de Adolpho Veloso é impecável. As tomadas escolhidas, a iluminação, os movimentos sutis, fazem parte da melancolia do filme, ajudam a compor seu propósito de uma forma imersiva.
Enfim, um filme triste, atual e realista. Um dos melhores da temporada do Oscar desse ano.
Um spin off que nada fica devendo à sua série original: engraçada (do tipo que arranca risos a cada 15 segundos) emocionante, cativante, com personagens ricos e heterogênios.
A série traz um tom nostálgico, tanto por se passar nos anos 80/90 (o que, pra mim, é nostálgico demais) quanto por se tratar de reviver a história de personagem querido que faz parte da minha vida há mais de 15 anos.
Enfim, uma série que vai entrar pra história... pelo menos a minha história.