Últimas opiniões enviadas
Tento entender como esse filme foi feito e pra mim ele é de grande genialidade, e me proporcionou uma experiência muito diferente das que já tive com o cinema. Senti que ao acompanhar os dias de férias dos dois, os silêncios compartilhados na beira da piscina, as descobertas da menina, os flashs das lembranças dela já adulta, os momentos de introspecção do pai, os passeios juntos e os momentos de distanciamentos dos dois, aquelas cenas confusas com jogo de luzes,..., como se os sentimentos e as emoções de pai e filha fossem sendo compartilhados vagarosamente comigo, espectadora. De um jeito imperceptível porque tudo no filme é muito sutil, pouco escancarado, e que me fez entender aos poucos o que estava acontecendo com o pouquíssimo que era dito. Um entender que não foi promovido por explicações literais e cenas em sequência, mas que passou pelo sentido, pela percepção dos muitos detalhes e foi se entranhando. Uma construção muito primorosa da diretora, do elenco e de toda a equipe. Vi depois que a produção é do Barry Jenkins, me fazendo lembrar que Moonlight também fez algo similar, de provocar sensações que não são fáceis de explicar.
Foi o primeiro filme do Wes Anderson que assisti e gostei muito, e é notório que o estilo dele é bem diferente da maioria dos filmes que já vi. Apesar de ser diferente, não me causou nenhum estranhamento, mas eu ri dos absurdos cômicos. O estilo dele fica muito evidente, e não digo só dos enquadramentos perfeitos, da preocupação com as cores e com a estética toda calculada, mas de como ele conta a história. É como se fosse uma história desprovida de sentimentalismos. Os personagens não se demoram nos sentimentos, não se angustiam em demasia com as coisas que acontecem; eles só agem e seguem com a vida do jeito que é e como podem. Nesse sentido, eu não consigo achar que é superficial, mas que é simples, o que é diferente de não ser profundo. Só não tem muitas delongas e, justamente por isso, ele parece bem distante da "vida real".
Últimos recados
😅🤣🤣🤣🤣🤣🤣🤣
Acabei de ver kkkk...
Acho que nesse dia, Deus resolveu usar o molde meu em outro rsrsrs...
Tipo, apertou a tecla "Repet". Kkk...
Eu fico muito honrado que você tenha gostado do meu comentário!
Aquele filme é incrível!
Amizade aceita Stephany! Seja bem vinda! 😁
Oi Stephany, tudo bem contigo? Tem interesse em trocar ideias, brincadeiras e experiências sobre cinema de forma descontraída, como em uma roda de amigos?
O LEGIONÁRIOS é um grupo totalmente aberto, basta respeitar os colegas e o ambiente seguro de ofensas que buscamos proporcionar. Entre pelo link abaixo e diga "Ei, meu nome é fulano! Vim por convite do Gabriel Dario no Filmow".
Gostei bastante e me pegou por ser uma pessoa que pondera bastante sobre os "e se" da vida.
E o filme fecha muito bem com toda aquela cena, dos 2 minutos até o Hae Sung pegar o táxi e a Nora voltando pra casa. Fiquei pensando em como a Nora desaba ao volta e encontrar seu marido, depois de suportar ter que dizer um "não sei" sobre a previsão de uma vida futura com seu melhor amigo de infância, que parecia querer alimentar esperanças. O Hae Sung lembra Nora da infância, da origem coreana e de uma ligação familiar, mas ela prefere continuar com a vida que escolheu até ali - de imigrante, escritora, casada com outro escritor. Bem duro abandonar o romantismo assim, mas foi o que ela preferiu no fim das contas e é isso que vale.