A cena da dança na sala é a minha predileta, pois ela é política, poética e mescla a nostálgica juventude e a solitude da velhice num vai e vem do que eles foram durante o regime do Pahlavi e do Irã na versão Aiatolá Khomeini. O bolo deve ter gosto de liberdade. Lindo! Lindo!
Critica-se o exagero num filme realista fantástico. Estranha-se como a lente fisheye ilustra a semiótica do distorção da realidade. Deturpa-se como o filme mostra o patriarcado naturalizando a posse da menina, e não suporta a fragilidade masculina e histérica. Pobres criaturas!
São 45 minutos de uma tristeza silenciosa. O [insistente] azul da fotografia do filme extrapola o tom desolador!