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Personagens bem humanos e imperfeitos. Oscar mistura uma vida decadente paralisada pelo ego e o orgulho de algo que ele deixou de ser há tempo.
Parece preferir continuar na fantasia do poeta triste e incompreendido do que realmente transformar a própria vida. Essa atitude, entretanto, não prejudica somente a ele, mas também a pessoas da família e as que cruzam seu caminho.
Não tem mudança na inércia do Oscar, a vida apenas segue.
Apesar da aparente boa intenção, o filme me causou um grande incômodo ao transformar a menina em uma espécie de atriz involuntária. A repetição insistente de sua voz, em pedidos de socorro, não ecoa de forma respeitosa, e, apesar de impactante, soa como um loop mecânico, lembrando episódios de Black Mirror, em que alguém fica condenado a reviver para sempre o pior momento da própria vida.
Não há humanização, não há construção de história, tudo apenas se repete. A atuação da equipe é desconfortável e o foco narrativo se desloca para a burocracia.
O resultado é mais perturbador do que comovente, mas por motivos que parecem éticamente questionáveis.
Poderia ter sido um documentário.
Delicado e comovente, consegue contar a história de uma vida em poucos minutos, tracejos e cmposições fascinantes.