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Data de lançamento
23 Ago. 1997Duração
O filme conta a história de uma garotinha que, esquecida pela mãe na escola, tenta encontrar o caminho de sua casa. O filme discute o real e a ficção, mostrando ambas e, em determinado momento, começa a confundir o público, que fica sem saber onde acaba o roteiro e onde começa a realidade.
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A visão de Panahi é muito crua aqui. Apesar de toda a simplicidade filmada,o drama particular da pequena Mina é sufocante e totalmente desesperador. E a cada nova pessoa que tenta ajudar parece que o sufoco aumenta ainda mais,essa ideia que o diretor tenta passar pro espectador é muito funcional,imaginamos mil coisas de quem vem para ajudar,principalmente os homens. Os homens aqui são maioria e é outra ideia muito interessante do diretor,propositalmente ele fala sobre o espaço que a figura feminina ocupa pela sociedade no Irã,muita das vezes sem voz,sem espaço. Em todo o filme isso é mostrado,não há mulheres empregadas,muito menos,mulheres passeando ou conversando na rua como os homens.
A cada passo que Mina dá é incerto e tudo fica pior quando podemos ver que ela está sem rumo nenhum. O trabalho em cima de sua personagem é gigantesco,aguenta toda uma atmosfera problemática e tudo no centro urbano que piora ainda mais a situação. Toda vez que ela atravessa uma rua eu vi sendo atropelada. É tudo muito real.
Aqui temos dois filmes em um e isso engradece demais o filme. A pequena já não aguenta mais toda uma barra que tem que segurar que não é dela. Isso serve como a nossa vida real. Quantas e quantas vezes não passamos por situações tristes,sem esperança que queremos largar tudo ou até pensamos no pior. Aqui,isso é visto como um novo rumo na vida,visto como uma cura e esperança de encontrar novas pessoas e lugares.
Um dos grandes trabalhos de Panahi e irá funcionar por um tempo ainda.
>Assistido em 05 de Agosto de 2026
Um filme que possui um valor sociológico incrível. A menina não apenas procura sua casa, ela registra a sociedade de sua época como aspectos econômicos, regras sociais, controle moral sobre as mulheres, autoridades e situações cotidianas. Traz uma sensação de se estar dentro do filme, naquela cidade caótica, companhando tudo.
Apesar de um pouco cansativo, achei genial e inesperado.
A gente nunca sabe o que está sendo atuado, improvisado, pensado nos filmes do Panahi. Sempre genial.
A primeira metade do filme me prendeu muito e realmente o caos da cidade e angústia da menina perdida me fez muito incomodado.
Depois de um certo momento, que não sei precisar exatamente qual, o filme deixou de segurar minha mão e foi tomando seu caminho, ele mesmo se perdeu de fato (teria sido esse o efeito proposital? Vai saber!).