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É um emaranhado de boas ideias com uma execução ruim. Os jovens até tem uma química interessante entre si e as referências ao filme original trazem uma boa sensação. Todavia, o longa peca pelas piadas e um certo humor que ocorrem após os momentos das mortes, coisa que nos filmes originais isso não teve. Os personagens praticamente se entregam de bandeja para o assassino, e as cenas de perseguição e mortes são mal executadas. Percebe-se que o filme foi feito às pressas.
Ray como assassino ficou terrivelmente sexy, mas não combina em nada com o personagem, foi uma certa decepção transformarem ele no vilão, além do motivo péssimo. Triste a Julie não ter tido um confronto com o assassino, e percebermos que ela continua "songa-monga" quando fica parada esperando o Ray golpeá-la com o gancho, até a outra garota impedir e acertar ele com o arpão. Cenas de perseguição curtas, sem emoção e mal executadas.
Se comparado ao 5 e ao 6, tem cenas de morte muito criativas e perseguições mais elaboradas, voltando às raízes dos primeiros filmes. Porém, o final deixou a desejar e a motivação foi manca. Ainda assim, é muito bom ver a Sidney Prescott novamente e, agora, nesta "skin" de "mãe leoa", além de, antes de as coisas começarem a acontecer, poder vê-la sendo uma mulher comum que comanda seu próprio negócio.
Muitos esperavam que a Tatum fosse uma garota como a Sidney do 1° filme — que metesse chutes, jogasse vasos e confrontasse o Ghostface —, mas é importante ressaltar que, antes dos acontecimentos do primeiro filme, Sidney já era uma garota calejada e precisou aprender a se virar sozinha. Tatum, por outro lado, tem uma superproteção dos pais que a Sidney nunca teve em sua adolescência (porque a mãe foi morta e o pai era praticamente ausente) e, em consequência disso, é uma garota comum, sem instinto de sobrevivência e com preocupações típicas de uma menina da sua idade.
Este fato é o que muitos acharam o cúmulo; porém, eu achei coerente e positivo, sem contar que, no decorrer da trama, ela acaba se obrigando a ser mais reativa. Os atores adolescentes nitidamente tinham um grande potencial para tornar seus personagens carismáticos, mas infelizmente o roteiro pecou em não conseguir desenvolvê-los — algo que Wes Craven e Kevin Williamson conseguiam fazer com maestria nos primeiros filmes, mesmo que o personagem tivesse pouco tempo de tela. Pânico 3 mostrou que Wes sem Kevin não deu bom, e Pânico 7 mostrou que Kevin sem Wes resultou em algo que também não foi o mais positivo. Ainda assim, é melhor do que muitos slashers que surgiram atualmente e acho injusto esse massacre todo em cima do filme.