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Se comparado ao 5 e ao 6, tem cenas de morte muito criativas e perseguições mais elaboradas, voltando às raízes dos primeiros filmes. Porém, o final deixou a desejar e a motivação foi manca. Ainda assim, é muito bom ver a Sidney Prescott novamente e, agora, nesta "skin" de "mãe leoa", além de, antes de as coisas começarem a acontecer, poder vê-la sendo uma mulher comum que comanda seu próprio negócio.
Muitos esperavam que a Tatum fosse uma garota como a Sidney do 1° filme — que metesse chutes, jogasse vasos e confrontasse o Ghostface —, mas é importante ressaltar que, antes dos acontecimentos do primeiro filme, Sidney já era uma garota calejada e precisou aprender a se virar sozinha. Tatum, por outro lado, tem uma superproteção dos pais que a Sidney nunca teve em sua adolescência (porque a mãe foi morta e o pai era praticamente ausente) e, em consequência disso, é uma garota comum, sem instinto de sobrevivência e com preocupações típicas de uma menina da sua idade.
Este fato é o que muitos acharam o cúmulo; porém, eu achei coerente e positivo, sem contar que, no decorrer da trama, ela acaba se obrigando a ser mais reativa. Os atores adolescentes nitidamente tinham um grande potencial para tornar seus personagens carismáticos, mas infelizmente o roteiro pecou em não conseguir desenvolvê-los — algo que Wes Craven e Kevin Williamson conseguiam fazer com maestria nos primeiros filmes, mesmo que o personagem tivesse pouco tempo de tela. Pânico 3 mostrou que Wes sem Kevin não deu bom, e Pânico 7 mostrou que Kevin sem Wes resultou em algo que também não foi o mais positivo. Ainda assim, é melhor do que muitos slashers que surgiram atualmente e acho injusto esse massacre todo em cima do filme.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Gostei desse final, se fossem os filmes adolescentes da minha época (anos 2000) provavelmente Celeste iria para a terapia e faria as pazes com o pai, e Devon seria absolvida tornando-se uma mulher que venceu a timidez, palestrante e super bem relacionada. Os filmes da minha adolescência tinham finais irritantemente positivos e fora da realidade. Aqui nós temos um filme e um fim bem congruente com a realidade. Tem uma moça brasileira chamada Gisele, que sigo no TikTok e mora nos EUA há mais de 20 anos, e ela comentou um fato muito interessante presente neste filme. Enquanto nós brasileiros sentimos uma necessidade absurda de ostentar desenfreadamente bens materiais, nos EUA eles até ostentam, mas de forma indireta e discreta, sempre dando a entender que aqueles bens não são tudo (diferente de nós). Porém o que eles sentem prazer em ostentar descaradamente e que de fato gera inveja alheia (e isso é mostrado não só no filme, mas essa moça que sigo no TikTok também fala) é o convívio familiar saudável, é ter uma rede de apoio familiar com real conexão emocional, isso pra eles é puro luxo. Isso torna o motivo da inveja da Celeste sobre a protagonista muito mais coerente.