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Este brutal drama de drogas (na verdade, são dois filmes editados juntos) apresenta Yoko Ono, como a noiva de um impulsor de drogas que quer ir direto ao fundo das coisas. Seu fornecedor seqüestra Ono, para mantê-la como vendedora de droga, enquanto em uma história não relacionada, três viciados em roupas negras aterrorizam as mulheres.
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O nome de Yoko Ono acaba dando algum status a esse subversivo filme underground.
Satan's Bed não tinha como dar certo, já que foi criado a partir de Judas City. Judas City poderia ser remendado mas Satan's Bed não, e é aí o problema.
Judas City parece interessante, ou pelo menos no papel. O filme que conta com Yoko Ono e Val Avery tem a premissa sobre um traficante de heroína que tenta abandonar sua vida a partir do momento que sua esposa japonesa se muda para os Estados Unidos. Contudo, o filme nunca foi acabado, e é aí que surge Michael Findlay com o papel de finalizar o filme. Porém, Findlay tinha um pequeno material em mãos, extremamente confuso devido às diferentes cenas já gravadas e com o detalhe de que ele não gravaria Judas City. Findlay teve que trabalhar em cima de um filme que ele não teve participação, não chegou a dirigir com Yoko ou com Avery. Também ressalto que o problema de Judas City não é só ser um grande quebra-cabeças desconexo, o roteiro não ajuda em nada, os diálogos são ruins e os personagens mal trabalhados (inclusive o de Yoko Ono).
Entretanto, ninguém estava disposto a desperdiçar Judas City. Com um curto material e nada interligado, Findlay tenta preencher as inúmeras lacunas de Judas City, ao incluir uma sub-trama de um trio de sádicos perversos (destaque para a personagem de óculos escuros, que não encontrei nenhuma informação sobre; segundo o Chat GPT a personagem se chama Vera e é interpretada por Judith Malisch, que não consta em nenhum crédito e quando questionei a IA não soube me trazer nada assertivo).
Entretanto, é perceptível a junção de dois diferentes filmes no mesmo longa. Findlay tenta consertar Judas City, os diálogos do trio criminoso são expositivos, mas não funciona devido a total desconexão (que já era latente no filme inicial).
Acredito que o melhor caminho mesmo era começar um novo filme, com a trama do trio sádico (que tirando os diálogos para escalar Judas City) funciona bem, as melhores cenas são deles e uma das poucas coisas salváveis de Satan's Bed além da trilha sonora, são os os últimos 15 minutos finais, quando o trio ataca a mulher da piscina. Uma trama de perversidade como de O Bandido da Luz Vermelha cairia bem (não só focada em abusos sexuais), mas essa sub-trama foi pensada para Judas City.
PS: se alguém souber o nome da atriz que faz parte do trio, comenta aqui fazendo favor.