"Nós somos um." — O axioma da mente de colmeia, ilustrando a erradicação do indivíduo, o terror máximo para a cultura ocidental americana
Os sintetizadores macabros e os coros góticos criam uma atmosfera constante de fatalismo inevitável
Carpenter utiliza o formato panavision brilhantemente para enquadrar as crianças sempre em grupo, movendo-se como um organismo único, o que visualmente reforça o tema da perda de individualidade
A ideia de usar uma imagem mental projetada (o muro de tijolos) para esconder uma bomba é uma resolução narrativa de brilhante tensão psicológica
A Tirania da Conformidade. Maternidade Violada. A Morte do Racionalismo.
A escalação de Kirstie Alley é incongruente; sua persona cômica distrai em um papel que exigiria uma frieza burocrática à la Cronenberg
Enquanto o filme de 1960 prosperava na sugestão, Carpenter às vezes cede a mortes no estilo slasher ou body horror leve que não se alinham bem com a premissa fundamentalmente psicológica da obra
O menino David, cujo luto o leva a desenvolver compaixão, provando que a inclinação natural ao bem pode romper até a mais rígida programação alienígena.
Me lembrei desse filme do nada, pois era um dos meus preferidos da minha mãe nos anos 90 e vi ele completo pela primeira vez hoje e eu AMEI achei que funcionou bem demais; fui ver sem pretensão nenhuma e achei fantástico.
Sou aquela pessoa "maluca das lore" e queria de fato um aprofundamento maior na história das crianças capetas, mas pesquisei e vi que na verdade o filme é baseado num livro e lá sim é bem mais explicado. Carpenter preferiu mostrar mais as ações dos capetinhas, mas mesmo assim gostei de tudo o que vi.
Elogios à Kirstie Alley, uma das atrizes mais lindas de todos os tempos e em um papel muito bom como a Dra. Susan.
O filme é um remake do original lançado em 1960, baseados no romance "The Midwich Cuckoos" de John Wyndham.
Como era de se esperar de um filme do John Carpenter o maior destaque fica por conta dos bons efeitos visuais práticos que deixaram as cenas bem mais perturbadoras e impactantes do que no primeiro filme. O visual das crianças, com os cabelos platinados e os olhos que brilhando se tornaram icônicos e até hoje são vistas em memes.
Por outro lado o roteiro é problemático, com algumas passagens de tempo apressadas e situações mal explicadas.
Por exemplo: durante o filme é mostrado que um dos alienígenas nasceu morto e foi embalsamado pela cientista. Mas não existe qualquer preocupação da direção em explicar o motivo de apenas aquele feto gigante ter nascido morto e sem camuflagem humana, além do fato de que ele seria justamente o "par" do David, que também foi outra criança que nasceu "anormal". Não deu pra entender essa preguiça do Carpenter em esclarecer um ponto tão relevante para a trama.
Outro ponto que divide opiniões foi a mudança do final, no original todas as crianças morrem com a explosão dando um encerramento definitivo para a ameaça. Já no remake o desfecho é mais otimista com um alienígena bonzinho sendo salvo, sugerindo que as duas raças poderiam coexistir posteriormente. Este final ambíguo é mais interessante pois deixa a dúvida sobre o destino imprevisível da humanidade com um extraterrestre solto pelo mundo.
Considerando os erros e acertos, pode-se dizer que foi mais um trabalho mediano do Carpenter. Não é grande coisa mas também não merecia ter sido o fracasso de bilheteria e tantas críticas negativas recebidas na época.
Curiosidades: Este foi o último filme concluído por Christopher Reeve e lançado nos cinemas antes de ele ficar paralítico em um acidente a cavalo em maio de 1995.
Ao contrário da crença popular, as crianças não usavam perucas. Todos eles tiveram seus cabelos tingidos ou descoloridos.
BEWARE THE CHILDREN'S, ou " cuidado crianças", que sim será um aviso claro embora nao propiamente pedagogico, tão pouco no sentido de adultos disporem uma maior atenção familiar adulta junto a seus respectivos " catarrentos infantis ou infanto juvenis " tanto faz, ? ate certo ponto diria que sim, que contudo todavia entretanto bem ? pena que para mais uma vez nós " grandinhos adultos supracitados " diga se passagem, + precisamente aos que teriam muito maior trabalho do que gostariam para com seus herdeiros por intermedio deste RAZOAVEL longa metragem ha exatos 30 anos, Kirtie allen, christopher reeve, mark hamill e michael paré salientando cada um sua respectiva maneira, de que na verdade a " prevenção " teria de ser bastante ao contrario, pois se na franquia CHILDRENS OF THE CORN, tradução " as crianças do milharal " nos anos 80, crianças enterrariam seus adultos invertendo a logica da vida, aqui a MESMA COISA, pois quer quaisquer um quisessem quer nao, muito ja o tinham " crescido " não no tamanho, e sim na Periculosidade, o qual somente Interrompendo seu processo de " adultização " como Assassinos Insubordinados " futuros, se e´que porventura o nao me entendem, a humanidade se beneficiaria de " bocas a menos " respirando a contento, tai um dos poucos se não talvez o unico aproveitavel da Leva cinefila de Jonh Carpenter nos anos 90 a quem interessar ou nao possa, bem como DANEM SE opinioes divergentes, tal " importancia", contudo ainda bem que a proposito de " maldiçoes", este não o foi " Amaldiçoado " pela Irrelevancia Distrativa audio visual plena, e fim de papo. " Amaldiçoadisticamente " NOTA 8.0
"Nós somos um." — O axioma da mente de colmeia, ilustrando a erradicação do indivíduo, o terror máximo para a cultura ocidental americana
Os sintetizadores macabros e os coros góticos criam uma atmosfera constante de fatalismo inevitável
Carpenter utiliza o formato panavision brilhantemente para enquadrar as crianças sempre em grupo, movendo-se como um organismo único, o que visualmente reforça o tema da perda de individualidade
A ideia de usar uma imagem mental projetada (o muro de tijolos) para esconder uma bomba é uma resolução narrativa de brilhante tensão psicológica
A Tirania da Conformidade. Maternidade Violada. A Morte do Racionalismo.
A escalação de Kirstie Alley é incongruente; sua persona cômica distrai em um papel que exigiria uma frieza burocrática à la Cronenberg
Enquanto o filme de 1960 prosperava na sugestão, Carpenter às vezes cede a mortes no estilo slasher ou body horror leve que não se alinham bem com a premissa fundamentalmente psicológica da obra
Perda da Paranoia Original
A destruição da individualidade da alma, contrariando a criação única de cada ser por Deus.
O mal retratado não como raiva, mas como a ausência arrepiante de consciência, empatia e Caridade.
O menino David, cujo luto o leva a desenvolver compaixão, provando que a inclinação natural ao bem pode romper até a mais rígida programação alienígena.
Me lembrei desse filme do nada, pois era um dos meus preferidos da minha mãe nos anos 90 e vi ele completo pela primeira vez hoje e eu AMEI
achei que funcionou bem demais; fui ver sem pretensão nenhuma e achei fantástico.
Sou aquela pessoa "maluca das lore" e queria de fato um aprofundamento maior na história das crianças capetas, mas pesquisei e vi que na verdade o filme é baseado num livro e lá sim é bem mais explicado. Carpenter preferiu mostrar mais as ações dos capetinhas, mas mesmo assim gostei de tudo o que vi.
Elogios à Kirstie Alley, uma das atrizes mais lindas de todos os tempos e em um papel muito bom como a Dra. Susan.
O filme é um remake do original lançado em 1960, baseados no romance "The Midwich Cuckoos" de John Wyndham.
Como era de se esperar de um filme do John Carpenter o maior destaque fica por conta dos bons efeitos visuais práticos que deixaram as cenas bem mais perturbadoras e impactantes do que no primeiro filme. O visual das crianças, com os cabelos platinados e os olhos que brilhando se tornaram icônicos e até hoje são vistas em memes.
Por outro lado o roteiro é problemático, com algumas passagens de tempo apressadas e situações mal explicadas.
Por exemplo: durante o filme é mostrado que um dos alienígenas nasceu morto e foi embalsamado pela cientista. Mas não existe qualquer preocupação da direção em explicar o motivo de apenas aquele feto gigante ter nascido morto e sem camuflagem humana, além do fato de que ele seria justamente o "par" do David, que também foi outra criança que nasceu "anormal". Não deu pra entender essa preguiça do Carpenter em esclarecer um ponto tão relevante para a trama.
Outro ponto que divide opiniões foi a mudança do final, no original todas as crianças morrem com a explosão dando um encerramento definitivo para a ameaça. Já no remake o desfecho é mais otimista com um alienígena bonzinho sendo salvo, sugerindo que as duas raças poderiam coexistir posteriormente. Este final ambíguo é mais interessante pois deixa a dúvida sobre o destino imprevisível da humanidade com um extraterrestre solto pelo mundo.
Considerando os erros e acertos, pode-se dizer que foi mais um trabalho mediano do Carpenter. Não é grande coisa mas também não merecia ter sido o fracasso de bilheteria e tantas críticas negativas recebidas na época.
Curiosidades: Este foi o último filme concluído por Christopher Reeve e lançado nos cinemas antes de ele ficar paralítico em um acidente a cavalo em maio de 1995.
Ao contrário da crença popular, as crianças não usavam perucas. Todos eles tiveram seus cabelos tingidos ou descoloridos.
Excelente.
BEWARE THE CHILDREN'S, ou " cuidado crianças", que sim será um aviso claro embora nao propiamente pedagogico, tão pouco no sentido de adultos disporem uma maior atenção familiar adulta junto a seus respectivos " catarrentos infantis ou infanto juvenis " tanto faz, ? ate certo ponto diria que sim, que contudo todavia entretanto bem ? pena que para mais uma vez nós " grandinhos adultos supracitados " diga se passagem, + precisamente aos que teriam muito maior trabalho do que gostariam para com seus herdeiros por intermedio deste RAZOAVEL longa metragem ha exatos 30 anos, Kirtie allen, christopher reeve, mark hamill e michael paré salientando cada um sua respectiva maneira, de que na verdade a " prevenção " teria de ser bastante ao contrario, pois se na franquia CHILDRENS OF THE CORN, tradução " as crianças do milharal " nos anos 80, crianças enterrariam seus adultos invertendo a logica da vida, aqui a MESMA COISA, pois quer quaisquer um quisessem quer nao, muito ja o tinham " crescido " não no tamanho, e sim na Periculosidade, o qual somente Interrompendo seu processo de " adultização " como Assassinos Insubordinados " futuros, se e´que porventura o nao me entendem, a humanidade se beneficiaria de " bocas a menos " respirando a contento, tai um dos poucos se não talvez o unico aproveitavel da Leva cinefila de Jonh Carpenter nos anos 90 a quem interessar ou nao possa, bem como DANEM SE opinioes divergentes, tal " importancia", contudo ainda bem que a proposito de " maldiçoes", este não o foi " Amaldiçoado " pela Irrelevancia Distrativa audio visual plena, e fim de papo. " Amaldiçoadisticamente " NOTA 8.0