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Hill 24 Doesn't Answer - Estados Unidos da América
Sinopse
Conta a história de uma pequena unidade israelense defendendo uma posição estratégica em uma colina próxima de Jerusalém contra um ataque árabe durante a guerra de 1948.
O filme tem o seu valor histórico por tratar do conflito que levou à criação do Estado de Israel. Ele traz uma reunião de histórias relacionada ao conflito. A primeira é de longe a melhor sendo as demais pouco interessantes na maior parte do tempo, o que faz o ritmo cair.
Israel é um Estado artificial que nem deveria existir, uma teocracia plantada no Oriente Médio em prejuízo de árabes que são perseguidos e massacrados até hoje. Ironicamente, nos mesmos moldes que o nazismo fazia em seus muitos holocaustos (o dos judeus é só um deles).
A patriotada audiovisual - ainda por cima de nação artificial, criada em cima da Palestina por capricho da ONU - é a marca registrada deste COLINA 24 NÃO RESPONDE. Dizer que é maniqueísta seria até eufemismo: os árabes sequer aparecem direito, são apenas sombras entre os escombros da guerra. No fim não resistem a se escorar de novo num espantalho de vilão nazista, só pra fingir que os inimigos agora ainda são eles e não os islâmicos.
E ainda acham tempo pra puxar saco dos ocidentais (principalmente os ingleses, como o diretor do filme), como se o grosso da libertação deles não fosse por empenho do Exército Vermelho da União Soviética. Ô, povinho ingrato!
Só quem tem background humano são os jovens que logo de cara sabemos que vão morrer como "mártires da causa", entre eles uma moça com uma monocelha esquisita. Mas mesmo com esse benefício concedido por um roteiro preguiçoso, que mal sabe apresentar os personagens, padecem de um elenco canastrão e esquecível.
Mesmo sendo um longa politicamente asqueroso, seria sim possível que COLINA 24 ao menos funcionasse enquanto narrativa de imagem e som. Salvo raríssimas exceções (como o momento de suspense da granada), entretanto, isso passa longe de acontecer.
Pra fazer paralelo com um filme mais recente, MUNIQUE do Spielberg também acaba sendo um elogio implícito da "eficiência implacável" do Mossad (CIA de Israel), mas ao menos não é tão maniqueísta, narrativamente é brilhante e acaba sendo uma das melhores produções do Stevão da massa neste século.
Pena que COLINA 24 fique tão imensamente aquém de MUNIQUE e soe apenas como um chorume pseudo-vitimista da aurora de um "país" racista, teocrático e obcecado pelo massacre dos palestinos que não rezam pela cartilha do Torá.
Alguns problemas de realização são evidentes e o filme não envelheceu muito bem (principalmente, no plano ideológico), mas as estórias se mesclam muito bem e o letreiro final é extraordinário em seu clamor alegadamente pacifista (ainda que contradito pela seqüência possessiva anterior). Em verdade, achei o ritmo um tanto enfadonho, mas talvez tenha sido culpa da cópia ruim a que tive acesso, em que as legendas hebraicas se sobrepunham às francesas. Prometo rever algum dia. Apreciei deveras o episódio no leito de hospital. (WPC>)
O filme tem o seu valor histórico por tratar do conflito que levou à criação do Estado de Israel. Ele traz uma reunião de histórias relacionada ao conflito. A primeira é de longe a melhor sendo as demais pouco interessantes na maior parte do tempo, o que faz o ritmo cair.
Gostei do estilo do filme contando a vida de cada personagem...
CHORUME SIONISTA
Israel é um Estado artificial que nem deveria existir, uma teocracia plantada no Oriente Médio em prejuízo de árabes que são perseguidos e massacrados até hoje. Ironicamente, nos mesmos moldes que o nazismo fazia em seus muitos holocaustos (o dos judeus é só um deles).
A patriotada audiovisual - ainda por cima de nação artificial, criada em cima da Palestina por capricho da ONU - é a marca registrada deste COLINA 24 NÃO RESPONDE. Dizer que é maniqueísta seria até eufemismo: os árabes sequer aparecem direito, são apenas sombras entre os escombros da guerra. No fim não resistem a se escorar de novo num espantalho de vilão nazista, só pra fingir que os inimigos agora ainda são eles e não os islâmicos.
E ainda acham tempo pra puxar saco dos ocidentais (principalmente os ingleses, como o diretor do filme), como se o grosso da libertação deles não fosse por empenho do Exército Vermelho da União Soviética. Ô, povinho ingrato!
Só quem tem background humano são os jovens que logo de cara sabemos que vão morrer como "mártires da causa", entre eles uma moça com uma monocelha esquisita. Mas mesmo com esse benefício concedido por um roteiro preguiçoso, que mal sabe apresentar os personagens, padecem de um elenco canastrão e esquecível.
Mesmo sendo um longa politicamente asqueroso, seria sim possível que COLINA 24 ao menos funcionasse enquanto narrativa de imagem e som. Salvo raríssimas exceções (como o momento de suspense da granada), entretanto, isso passa longe de acontecer.
Pra fazer paralelo com um filme mais recente, MUNIQUE do Spielberg também acaba sendo um elogio implícito da "eficiência implacável" do Mossad (CIA de Israel), mas ao menos não é tão maniqueísta, narrativamente é brilhante e acaba sendo uma das melhores produções do Stevão da massa neste século.
Pena que COLINA 24 fique tão imensamente aquém de MUNIQUE e soe apenas como um chorume pseudo-vitimista da aurora de um "país" racista, teocrático e obcecado pelo massacre dos palestinos que não rezam pela cartilha do Torá.
Um conflito tão importante e tão persistente merecia um filme de melhor fluência e sem dúvidas menos maniqueísta.
Alguns problemas de realização são evidentes e o filme não envelheceu muito bem (principalmente, no plano ideológico), mas as estórias se mesclam muito bem e o letreiro final é extraordinário em seu clamor alegadamente pacifista (ainda que contradito pela seqüência possessiva anterior). Em verdade, achei o ritmo um tanto enfadonho, mas talvez tenha sido culpa da cópia ruim a que tive acesso, em que as legendas hebraicas se sobrepunham às francesas. Prometo rever algum dia. Apreciei deveras o episódio no leito de hospital. (WPC>)