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Data de lançamento
9 Fev. 2015Duração
Década de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds).
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Mais um filme que cheguei no cinema e só tinha esse disponível no horário, grata surpresa, que história!!! ❤️❤️❤️
Espetacular e dilacerante!
WOMAN IN GOLD
Direção: Simon Curtis
Ano: 2015
Assistido em: 23/02/2025
Tudo relacionado à Segunda Guerra Mundial ganha a minha atenção com extrema facilidade. Esse é, sem sombra de dúvidas, o período que mais mudou a história da espécie humana, e até hoje existem inúmeras passagens desse tempo que permanecem na escuridão. Uma das coisas que sempre é citada sobre os nazistas é o roubo de propriedades materiais daqueles que foram subjugados pelo regime. Este filme, em específico, trata de uma obra de arte, mas também houve o saque de joias, veículos, propriedades inteiras — tudo o que puderam carregar, eles levaram. Essa fortuna incalculável jamais foi devolvida a seus legítimos donos. Inspirado em uma história real, ele traz à tona a batalha de uma mulher em busca de recuperar o que lhe pertence.
Maria Altmann, uma judia austríaca que, décadas após a Segunda Guerra Mundial, luta para recuperar uma pintura famosa de Gustav Klimt: o retrato de sua tia, Adele Bloch-Bauer, conhecido como "Woman in Gold". A obra havia sido roubada pelos nazistas durante a ocupação da Áustria. Com a ajuda do jovem advogado Randy Schoenberg, Maria enfrenta uma batalha judicial contra o governo austríaco.
O que temos aqui é um filme "dois em um": de um lado, o cenário do presente, onde ocorre a disputa judicial pelo quadro; de outro, as cenas do passado, que mostram a juventude de Maria e sua família, revelando como tudo se desenrolou durante a tomada da Áustria pela Alemanha nazista. Aliás, "tomada" não é o termo correto — foi realmente uma anexação. O grande problema é que uma parte acaba sendo muito mais interessante do que a outra. Eu gostei muito mais das sequências dos anos 1930, que trazem todo o contexto histórico da perseguição aos judeus, a perda das posses da família da protagonista e a tentativa desesperada de fugir do país, percebendo que a situação estava chegando a um ponto sem retorno. Já o embate jurídico no presente, embora conte com Maria mostrando muita determinação, não é tão envolvente.
O que aconteceu com a família de Maria é apenas a ponta do iceberg. Quem estuda história sabe que não foram apenas os judeus, mas todos aqueles que não se adequavam ao padrão imposto pelo regime nazista, que foram roubados e perseguidos. Existem muitas histórias como essa que não tiveram um final feliz. Sei que não foi fácil, e o longa deixa bem claro que essa foi uma longa batalha, sem facilitadores, mas é inegável que, no final, um pouco de justiça foi feita — ainda que seja impossível reparar tudo o que aquelas pessoas passaram naquela época. Existe uma passagem muito interessante em que Maria diz que o governo austríaco da época foi conivente com o nazismo, e, de fato, foi. A Áustria, após o fim da guerra, tentou se colocar como vítima, mas aceitou a anexação com muito bom grado — isso é inegável, por isso é revoltante ver que eles ainda colocaram inúmeros empecilhos para impedir que alguma justiça fosse feita.
Como filme, Woman in Gold tem um problema de ritmo. A alternância entre as duas linhas temporais acaba quebrando a fluidez de ambas. Como eu disse, senti-me muito mais imerso nas cenas do passado, que mostram o sofrimento da família de Maria, do que na batalha legal no presente — e olha que eu gosto bastante de dramas jurídicos. É inegável o talento de Helen Mirren, que se entrega uma personagem forte e determinada, e Ryan Reynolds não compromete o desenrolar da história com sua atuação limitada. Além disso, o filme apresenta um bom valor de produção: os cenários são muito bonitos, e os figurinos são bem trabalhados. No entanto, senti que faltou um pouco de energia — o filme carece de dinamismo, e olha que ele nem é tão longo assim. Talvez tenha sido uma questão de edição. Se tivesse sido contado de forma linear, sem intercalar as sequências temporais, talvez despertasse maior interesse na parte do presente. No geral, Woman in Gold é um filme interessante — poderia ser melhor, sim —, mas ainda assim vale a pena assistir.
Excelente produção. Um filme tocante com dramaticidade na medida certa e atuação memoráveis. Há tanto, ainda, para ser abordado no período das Grandes Guerras, tanto que ensina e nos envolve, e a insanidade humana não para. Nada se aprendeu com a História.
A atuação da Helen é o que me ganhou. Extremamente carismática.