A Deusa

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A Deusa (1960)
Média do filme: 4.0 de 5 — baseado em 73 votos
MÉDIAFILMOW
4.0
73 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Satyajit Ray
Data de lançamento 19 Fev. 1960 Outras datas
País de origem Índia 🇮🇳
Duração 93 min (1h33)
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

19 Fev. 1960

Duração

93 minutos
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Sinopse

"Devi" trata de uma mulher jovem que é considerada uma deusa quando seu sogro, um rico proprietário feudal, vislumbra-la como a deusa Kali.

Gênero:
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Sacrifício | Trailer Legendado

Sacrifício

Comentários 4
amigos querem ver
jbsnmarinho5
Jobson
½
2 anos atrás

O debate sobre fé e ceticismo é levantado de forma delicada e como sempre sóbria pelo mestre Ray. Mais um belo trabalho do cineasta.

luizcarloswolf
Luiz Carlos
½
2 anos atrás

Satyajit Ray demonstra que toda a sua coragem ao criticar com frieza sombria as idolatrias e o fanatismo religioso.

A Índia talvez seja o país do mundo que mais crê em curandeiros, místicos e encarnações de deuses. Tudo isso em meio a um cruel sistema de castas. Logo, Satyajit Ray ter tocado o dedo nessa ferida que nunca cicatriza na cultura indiana foi incrível, tudo soa como um soco na boca do estômago.

SPOILER abaixo

Várias vezes me questionei se ela de fato era ou não a encarnação da Mãe (Deusa) , o desfecho, onde ela está catatônica e incrédula, considerando-se a grande responsável pela morte de seu sobrinho, quando o seu marido se aproxima dela no quarto, o sol que entra da janela a ilumina como uma divindade. Genial.

d_fool
Helder M
½
4 anos atrás

Mais um bom filme surgido do "Cinema Paralelo" indiano. Satyajit Ray preza pela economia de planos e falas, focando no essencial para o discurso. Já no início, por exemplo, nos é mostrado as duas forças que pautarão o conflito: o patriarca Kalikinkar Roy (Chhabi Biswas) em uma cerimônia religiosa ao som de música tradicional indiana, contraposto pelo filho Umaprasad (Soumitra Chatterjee) a assistir uma queima de fogos ao som de uma música ocidental ("Colonel Bogey March") - uma anacronia, já que a música em questão foi composta alguns anos após a época na qual se passa o filme (séc. XIX). A personagem principal, no entanto, é Doyamoyee (Sharmila Tagore), que pouco fala depois de sua "transformação" na reencarnação da deusa Kali. Sua interpretação nesta segunda metade, denotando tanto dúvida quanto medo, é magnificamente executada por micro expressões, como na cena de seu reencontro inesperado com o marido Umaprasad. A própria Sharmila Tagore considera este seu melhor trabalho com o diretor.

Inspirado em um conto de Prabhat Kumar Mukhopadhyay, o filme trata tanto do choque entre valores religiosos ortodoxos com o racionalismo científico, o tradicional frente ao moderno, ou o oriental frente ao ocidental, como também da figura feminina neste processo, quase sempre vista como símbolo ou objeto (paralelo aqui com a figura de argila da deusa que abre e fecha o filme) que como uma partícipe da construção de um diálogo. Isto é, da deusa Kali todos pedem e suplicam, mas ninguém, fora o marido e a cunhada - esta, no entanto, por interesses próprios - pedem a opinião da adolescente que supostamente incorpora a figura divina. Doya aparece na cena final com um olhar perturbado, o kohl a escorrer de seus olhos, manchando a face, e o desejo concreto de desaparecer do fanatismo dos velhos, mas também de não esperar pela boa vontade de figuras masculinas, supostamente iluminadas pelo conhecimento moderno ocidental. Satyajit parece dizer que a mulher deve construir seu próprio caminho, ainda que o destino final dessa jornada possa ser incerto. Diferente de outras obras do mesmo diretor relativas ao mesmo tema, Devi nos deixa com um gosto um tanto amargo ao final por essa incerteza.

Visto na versão restaurada em alta definição.

editado
pseudokane3
Wesley PC>
10 anos atrás

Satyajit Ray no suprassumo de sua genialidade, num filme de estrutura narrativa absolutamente simples, mas de efeitos emocionais arrebatadoramente complexos. O uso litúrgico da trilha sonora é ótimo, formando um inteligente díptico com o extraordinário A SALA DE MÚSICA. Impressionante, do início ao fim! (WPC>)

gustavocampello9
Gustavo Campello
½
12 anos atrás

O filme não me agradou, o ritmo, o desenrolar e os personagens. Achei a discussão religiosa proposta muito rasa. Por mais que essas pessoas tenham outra cultura, outra crença e religião, fica difícil acreditar que um senhor sonha que a nora é uma deusa e todo mundo resolve que ele tem razão. Forçado. O personagem mais interessante é o marido de Dyamoyee, que é um homem da ciência e antagonista de seu pai, que é um homem da fé. O antagonismo entre os personagens (pai e filho), era para ser o ponto alto, mas acaba não sendo muito bem aproveitado.

http://oraculoalcoolico.blogspot.com.br/

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Listas com o filme

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Elenco de A Deusa

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Anil Chatterjee 0 0

Anil Chatterjee

(Bhudeb)
Arpan Chowdhury 0 0

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(Khoka, child)
Chhabi Biswas 1 2

Chhabi Biswas

(Kalikinkar Roy)
Kali Sarkar 0 0

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(Professor Sarkar)
Karuna Bannerjee 1 4

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(Harasundari)
Purnendu Mukherjee 0 0

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(Taraprasad)

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