A busca do rei Louis XIV para a imortalidade leva-o a capturar e roubar a força de vida de uma sereia, um movimento que se torna ainda mais complicado pela descoberta de sua filha ilegítima da criatura.
Esse filme só seria bom se fosse da Barbie. Eles tinham a narração da Julie Andrews, o cenário de Versalhes e um bom elenco, mas afundaram tudo com esse roteiro brega e o figurino todo errado.
Baseia-se no romance de 1997, A Lua e o Sol, de Vonda N. McIntyre, sobre o real Luis XIV e sua fictícia Sereia (ou não) o rei mais tempo no trono, cruel e, ao mesmo tempo, carismático de Pierce Brosnan dá um ar humano e impiedoso, um drama simples e delicioso para retratar um período histórico de forma magica e adorável, com princesas lindas, sofridas e determinadas (tempos sombrios para se nascer mulher), uma produção caprichosa, mas estilo novelesco, um desfecho a la Disneyland, fofinho...
THE KING’S DAUGHTER Direção: Sean McNamara Ano: 2022 Assistido em: 03/04/2025
O que um dia chuvoso durante umas férias nos obriga a assistir! Preso dentro de casa, sou forçado a ver o que está passando na televisão e me deparo com essa “fantasia” que eu já conhecia pela má fama, já que ela disputou o não muito querido Framboesa de Ouro de Pior Filme de 2022. Mas como eu não tenho preconceito nenhum com cinema, lá fui eu assistir esperando uma galhofa. Mas sabe quando algo consegue ser pior do que você imagina? Pois é...
No século XVII, o rei Luís XIV da França busca a imortalidade através da captura de uma sereia. Ele sequestra a criatura mágica em busca de sua essência, enquanto sua filha, Marie-Josèphe, descobre o plano e deve lutar para proteger a sereia e seu próprio futuro.
Temos aqui uma dita, entre muitas aspas, "fantasia" que utiliza alguns personagens reais. Vemos Luís XIV, o Rei Sol, sequestrar uma sereia para poder viver para sempre — como se este infeliz não tivesse durado uma eternidade para uma pessoa que viveu naquela época. Mas enfim, vamos seguindo. Se você pensa que o roteiro vai transformar o rei num vilãozão, esquece: ele é mais um déspota imbecil que não percebe que está sendo manipulado, nem o que de fato está acontecendo debaixo do seu próprio nariz.
A personagem da Kaya Scodelario me lembrou (juro, sem mentira nenhuma) aquelas versões da Barbie dos filmes que a Mattel fazia no princípio dos anos 2000, em que a boneca sempre era uma princesa que queria salvar um reino, salvar a humanidade, ou um bicho qualquer — enfim, salvar alguma coisa. Uma personagem rasa como um pires de tão sem profundidade, envolta em uma bobajada das bravas.
Pensei em elogiar as caracterizações, mas aí me aparecem com Benjamin Walker usando uma peruca daquelas que simplesmente é inaceitável. E por falar no Walker, ele não é o único ator desperdiçado nessa joça. Temos Pierce Brosnan, Pablo Schreiber e o falecido William Hurt, em um de seus últimos trabalhos. Um elenco muito grande que, com um roteiro mais apurado e decente, poderia render algo melhor. Mas infelizmente não foi o caso, e o filme merece sim as críticas negativas que recebeu. Ele é bem esquecível — tanto que eu estou fazendo esse breve comentário um dia depois de assistir e, honestamente, tem pontos da trama que eu nem lembro mais direito, de tão sem brios que essa história conseguiu ser.
Sem palavras pro quão ruim foi isso aqui... parece que a Kaya quase não acerta nunca!
Esse filme só seria bom se fosse da Barbie. Eles tinham a narração da Julie Andrews, o cenário de Versalhes e um bom elenco, mas afundaram tudo com esse roteiro brega e o figurino todo errado.
Achei a trama fantasiosa, mas interessante.
Baseia-se no romance de 1997, A Lua e o Sol, de Vonda N. McIntyre, sobre o real Luis XIV e sua fictícia Sereia (ou não) o rei mais tempo no trono, cruel e, ao mesmo tempo, carismático de Pierce Brosnan dá um ar humano e impiedoso, um drama simples e delicioso para retratar um período histórico de forma magica e adorável, com princesas lindas, sofridas e determinadas (tempos sombrios para se nascer mulher), uma produção caprichosa, mas estilo novelesco, um desfecho a la Disneyland, fofinho...
THE KING’S DAUGHTER
Direção: Sean McNamara
Ano: 2022
Assistido em: 03/04/2025
O que um dia chuvoso durante umas férias nos obriga a assistir! Preso dentro de casa, sou forçado a ver o que está passando na televisão e me deparo com essa “fantasia” que eu já conhecia pela má fama, já que ela disputou o não muito querido Framboesa de Ouro de Pior Filme de 2022. Mas como eu não tenho preconceito nenhum com cinema, lá fui eu assistir esperando uma galhofa. Mas sabe quando algo consegue ser pior do que você imagina? Pois é...
No século XVII, o rei Luís XIV da França busca a imortalidade através da captura de uma sereia. Ele sequestra a criatura mágica em busca de sua essência, enquanto sua filha, Marie-Josèphe, descobre o plano e deve lutar para proteger a sereia e seu próprio futuro.
Temos aqui uma dita, entre muitas aspas, "fantasia" que utiliza alguns personagens reais. Vemos Luís XIV, o Rei Sol, sequestrar uma sereia para poder viver para sempre — como se este infeliz não tivesse durado uma eternidade para uma pessoa que viveu naquela época. Mas enfim, vamos seguindo. Se você pensa que o roteiro vai transformar o rei num vilãozão, esquece: ele é mais um déspota imbecil que não percebe que está sendo manipulado, nem o que de fato está acontecendo debaixo do seu próprio nariz.
A personagem da Kaya Scodelario me lembrou (juro, sem mentira nenhuma) aquelas versões da Barbie dos filmes que a Mattel fazia no princípio dos anos 2000, em que a boneca sempre era uma princesa que queria salvar um reino, salvar a humanidade, ou um bicho qualquer — enfim, salvar alguma coisa. Uma personagem rasa como um pires de tão sem profundidade, envolta em uma bobajada das bravas.
Pensei em elogiar as caracterizações, mas aí me aparecem com Benjamin Walker usando uma peruca daquelas que simplesmente é inaceitável. E por falar no Walker, ele não é o único ator desperdiçado nessa joça. Temos Pierce Brosnan, Pablo Schreiber e o falecido William Hurt, em um de seus últimos trabalhos. Um elenco muito grande que, com um roteiro mais apurado e decente, poderia render algo melhor. Mas infelizmente não foi o caso, e o filme merece sim as críticas negativas que recebeu. Ele é bem esquecível — tanto que eu estou fazendo esse breve comentário um dia depois de assistir e, honestamente, tem pontos da trama que eu nem lembro mais direito, de tão sem brios que essa história conseguiu ser.