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A Gaiola das Malucas - Portugal
Sinopse
Casal de gays mora junto e dirige clube de dança. O filho de um deles decide levar a noiva, filha de uma família tradicional da região, para conhecer seu pai e mãe, que não podem revelar sua condição de homossexuais. Baseado na peça de Jean Poiret.
O grande trunfo do filme está em Albin, interpretado de forma brilhante por Michel Serrault, que entrega uma atuação tão exagerada quanto irresistível. Ele domina cada cena com o tipo de drama de alta voltagem que faria qualquer diva pop em dia de turnê parecer contida. Enquanto isso, o roteiro se diverte desmontando a pose dos conservadores, mostrando com uma ironia fina que a verdadeira caricatura nunca foi o casal gay e seu cabaré, mas sim a obsessão hipócrita de quem tenta controlar a vida dos outros sob o manto da moralidade.
Claro que algumas piadas e dinâmicas carregam o peso visual e cultural dos anos 1970, mas o longa envelheceu muito melhor do que muita comédia pretensiosa lançada ontem. O ritmo do vaudeville clássico funciona como um relógio, transformando o desespero de Renato em um espetáculo à parte, enquanto tenta equilibrar pratos, segredos e os chiliques monumentais do seu parceiro.
No fundo, por trás de toda a farsa, o que temos é uma história universal sobre amor, aceitação e a arte de sobreviver a visitas insuportáveis. Entre plumas, gritos, portas batendo e identidades inventadas de última hora, A Gaiola das Loucas continua sendo uma sátira afiada, acolhedora e surpreendentemente moderna sobre o que realmente significa ser uma família.
01/08/2026
passou o tempo legal
O grande trunfo do filme está em Albin, interpretado de forma brilhante por Michel Serrault, que entrega uma atuação tão exagerada quanto irresistível. Ele domina cada cena com o tipo de drama de alta voltagem que faria qualquer diva pop em dia de turnê parecer contida. Enquanto isso, o roteiro se diverte desmontando a pose dos conservadores, mostrando com uma ironia fina que a verdadeira caricatura nunca foi o casal gay e seu cabaré, mas sim a obsessão hipócrita de quem tenta controlar a vida dos outros sob o manto da moralidade.
Claro que algumas piadas e dinâmicas carregam o peso visual e cultural dos anos 1970, mas o longa envelheceu muito melhor do que muita comédia pretensiosa lançada ontem. O ritmo do vaudeville clássico funciona como um relógio, transformando o desespero de Renato em um espetáculo à parte, enquanto tenta equilibrar pratos, segredos e os chiliques monumentais do seu parceiro.
No fundo, por trás de toda a farsa, o que temos é uma história universal sobre amor, aceitação e a arte de sobreviver a visitas insuportáveis. Entre plumas, gritos, portas batendo e identidades inventadas de última hora, A Gaiola das Loucas continua sendo uma sátira afiada, acolhedora e surpreendentemente moderna sobre o que realmente significa ser uma família.
Revendo depois de Muitos anos, não lembrava que o filme fosse tão bacana. O remake dos anos 90 também é legal, mas esse original é um pouco superior.
04.04.2005
27.09.1993