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Paula McFadden (Marsha Mason) é uma ex-dançarina, que vive com sua filha Lucy (Quinn Cummings). Um dia, ao chegar em casa, ela descobre que seu namorado Tony DeForrest, que é ator e com quem também vive, a deixou para rodar um filme de Bernardo Bertolucci na Europa. Para piorar a situação, Tony sublocou o apartamento em que Paula e Lucy vivem para outro ator, Elliot Garfield (Richard Dreyfuss), que foi contratado para estrelar uma adaptação de "Ricardo III" em um teatro off--Broadway. Quando Elliot chega Paula não permite que ele entre no apartamento, mas logo eles entram em acordo e passam a dividir o local. Porém as excentricidades de Elliot e o mau humor constante de Paula são uma ameaça à boa convivência entre eles.
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22.01.1985
É o tipo de filme que não desagrada, por ser certinho, bonitinho e com uma sequência legal dos fatos. Nota 7,5
Uma dramédia romântica charmosa e longa cansando após os seus 90 minutos. Inclusive, penso ser uma versão mais “leve” e não menos espirituosa e pesada que “Alice Não Mora Mais Aqui” do Scorsese. Quanto as performances, Marsha Manson é a alma do filme, ela te induz a torcer por essa persona nada perfeita. É a luz do filme, enche a tela com seu carisma e angustia nas mesmas proporções, coisas que só uma grande atriz pode proporcionar. Uma pena ter perdido o Oscar e caído no ano de Diane Keaton, imbatível e incontestável em “Annie Hall” (ou “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”), naquele distante ano de 1978. O mesmo não posso falar do seu parceiro de tela, Richard Dreyfuss, vencedor da estatueta dourada de melhor ator. Caricato, chato e uns dez tons acima o, então jovem ator, abocanhou o prêmio batendo o favorito daquela noite, Woody Allen por “Annie Hall” que acabou vencendo direção (algo comum na Academia, em indicações duplas de atuação e direção, eles sempre vencem a segunda). E a atriz que faz a filha de Marsha, também indicada no auge de sua infância aos dez anos, é uma graça de simpatia. No mais, um filme interessante carregado por uma força (subestimada) feminina chamada Marsha Manson.
No mais: ela sempre dá adeus ou sempre dão adeus para ela? Ela se joga nos relacionamentos, espera muito dos homens que se relaciona e acaba jogada para escanteio, dando adeus ao romance, as expectativas, ao concreto, ao sonho em comum. Dão adeus para ela que se reconstitui em novos romances até a próxima despedida. Mas ela, agora, se compreende como única protagonista de sua própria jornada. O adeus já não é um pesar, é um até logo na certeza da volta e do concreto.
"A Garota do Adeus", cult-movie setentista é um clássico e um dos melhores filmes do gênero comédia romântica da história do cinema. Produção brilhante e elaborada com simplicidade que ainda cativa os cinéfilos saudosistas.
Richard Dreyfuss ganhou o Oscar de Melhor Ator por sua performance como Elliot Garfield, e repetiu o resultado também no Globo de Ouro, onde Marsha Mason também foi premiada e o longa venceu na categoria de Melhor Filme. A canção-título, “The Goodbye Girl” foi escrita e produzida por David Gates e um verdadeiro sucesso na época de seu lançamento.
"A Garota do Adeus", baseado no excelente roteiro de Neil Simon, é um filme maravilhoso, marcante e inesquecível.
Filme sem muita ambição,traz situações divertidas e momentos leves envolvendo os principais personagens e suas rotinas.