Um dia, a dona de casa aproveita que seu esposo está fora de casa devido à uma viagem a trabalho, e vai até a garagem procurar baterias. Porém, em meio à diversas caixas antigas, Darcy acaba descobrindo um segredo que pode abalar todos os 20 anos de um bom casamento.
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Eu nao consegui acompanhar muitos dos lançamentos litetários do King nos últimos anos. As coisas mais antigas eu manjo (coisa boa mesmo, excelente) as mais recentes não li. Então não sei se é uma boa adaptação ou não, por isso só falo do filme em si. Um filme OK, bem feito, com bons atores e atuação consistente. Como filme, bem honesto.
A GOOD MARRIAGE
Direção: Peter Askin
Ano: 2014
Assistido em: 29/03/2026
A parte difícil de ser fã do Stephen King é que ele é um autor muito prolífico. Tem uma obra muito vasta, de seis décadas, basicamente, então é muito difícil você já ter tido contato com tudo — exige muito tempo, muita dedicação. Eu já conhecia esse longa há muito tempo, mas, ele não estava na minha lista de prioridades. Na semana passada, porém, eu estava ouvindo um podcast sobre a filha do Dennis Rader, um dos maiores e mais terríveis serial killers da história americana, o BTK, e vi que ela tinha sido muito crítica a esse filme, porque era vagamente inspirado na história do pai dela. Então ele imediatamente acabou subindo todos os degraus de prioridade.
Darcy Anderson leva uma vida tranquila ao lado do marido, Bob, com quem é casada há mais de vinte anos, acreditando conhecer plenamente o homem com quem construiu sua família. Tudo muda quando ela encontra, por acaso, um objeto escondido na garagem que revela um segredo perturbador sobre Bob. A descoberta abala sua percepção do casamento e a coloca diante de um dilema moral angustiante, no qual precisa decidir até onde está disposta a ir para proteger seus filhos e lidar com a verdade.
Honestamente, eu não vi muitas similaridades desta história com a história do Rader. Um único ponto em comum é muito superficial: o fato de ambos serem maridos e pais de família exemplares, que não chamavam atenção. Mas, até aí, existem muitos outros personagens da ficção que também possuem essas características, entre eles o Trinity Killer de Dexter (2006-2013), para citar um único exemplo. Fora isso, os desdobramentos do filme, que vêm originalmente do conto, são muito distintos. E outro detalhe principal é que o grande protagonista dessa história é a Darcy, e não Bob, o assassino em questão.
O elenco é muito bom, principalmente o casal protagonista, que sustenta a história e consegue transmitir bem a emoção de seus personagens. Mas eu senti que a direção é falha. Esse é aquele tipo de história em que a tensão tinha que estar nos seus picos máximos, onde o espectador precisava ficar com as mãos suando, esperando os desdobramentos da história, seja pensando em como a Darcy iria agir ou se o Bob faria alguma coisa contra ela e o restante da sua família. Mas não: é tudo muito morno, tudo muito suavizado. Infelizmente, isso é uma falha de direção, porque o roteiro oferece todos os elementos necessários para isso. Outro ponto que também não colabora é a trilha sonora fraca, que não ajuda na imersão total no gênero, e a fotografia, que também poderia ajudar a contar a história, mas é muito protocolar, muito básica.
A Good Marriage não é acima da média, não é um clássico do suspense daqueles que vão entrar para a história e nem é uma dramatização fiel de uma história de serial killer. Não é nada disso. É um filme comum, simples. Eu nunca cheguei a ler o livro Escuridão Total Sem Estrelas, de onde vem o conto que o próprio King adaptou, mas acredito que a história, no papel, seja mais interessante do que o que vemos em tela. Mas isso não quer dizer que eu vou tacar pedra na produção, como eu vi muitas pessoas fazendo. Eu entendi a proposta: o foco aqui não era o serial killer, não eram as matanças, era o estudo do que a Darcy faria e, por tabela, nos levar a questionar o que nós mesmos faríamos ao nos vermos em uma situação semelhante à dela, ao percebermos que quem vive ao nosso lado não é nada do que imaginamos. E eu acho que, nesse sentido, a produção conseguiu dar uma resposta bem satisfatória.
É baseado em um conto que faz parte do livro ‘Escuridão Total Sem Estrelas’ ( são 4 contos e já foram adaptados 3: este, big driver e 1922). Eu não gostei, achei mal adaptado, dos 3 só se salva 1922 e olhe lá.
A história tinha potencal,mas não cumpre nada.
Gostei