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Data de lançamento
16 Maio 2026Duração
Uma turma de alunos do ensino médio viaja para Pompéia para conhecer as ruínas e os corpos petrificados pelo Vesúvio. A viagem se torna um momento único em que a energia da juventude se choca com um mundo congelado no tempo. Os desejos dos jovens começam a vir à tona com uma intensidade inesperada, levando-os a uma ruptura irreversível.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
La Gradiva é como um vulcão prestes a entrar em erupção a qualquer momento. Para um primeiro projeto de direção está bom demais, destaque para o elenco que passa bastante realismo mesmo não tendo nenhum ator profissional fazendo parte do filme. O principal defeito do filme pra mim é a forma apressada do encerramento, destoando do resto da obra que é bem lenta, quase em estilo documental. Uma boa estreia na direção, apesar da diretora querer inserir muitas tramas ao mesmo tempo e nem tudo se sustenta (como a tentativa de gerar um clima de romance entre aluno e professora que parece apenas uma ideia perdida dentro da história).
Pompeia é uma cidade literalmente congelada por uma catástrofe. A vida dos jovens está em um momento de mudanças profundas, na espera de aprovação de universidades. Onde desejo, raiva, ciúme, vergonha e solidão vão se acumulando entre os estudantes até se tornarem quase tão imprevisíveis quanto uma erupção. Assim como o Vesúvio que representa uma espécie de pressão que não se vê até o momento em que explode.
Em Pompeia, o desastre transforma pessoas vivas em vestígios do passado; os adolescentes, ao contrário, estão tentando descobrir como não ficar presos no passado enquanto buscam por uma transição entre a infância e a vida adulta. Fase de descobertas, onde os mitos passam a ser questionados e toda a nossa identidade passa a ser reconstruída.
A viagem a Pompeia é quase uma investigação arqueológica sobre o próprio Toni. Ele começa procurando os restos de uma história de amor e encontra os restos de uma história de horror, desmoronando seu nacionalismo e sua identidade para sempre.
"Para todos que não são daqui"
Bom filme. Gostoso de acompanhar o cotidiano, as pessoas apenas vivendo.
"Toni estava errado. Nem tudo é sujo."
Quando um passado idealizado pode ser tocado, visto, visitado e acaba se revelando tão obscuro, poluído e incompleto quanto sua juventude em plena erupção de dores, solidões, experiências e descobertas. Lindo trabalho.