Evelyn (Anne Baxter), uma mulher emocionalmente vulnerável e instável, passa a morar na casa de seu médico, Dan Proctor (Scott McKay). Lá ela conhece e se apaixona pelo irmão dele, Douglas (Ralph Bellamy), que está casado e feliz com Ann (Ruth Warrick). Evelyn, então, tenta romper o casamento feliz e conquistar o amor de Douglas – com trágicos resultados.
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A grande atuação da Anne Baxter é o que A Hipócrita tem de melhor. O plot é muito bom, mas a execução nem tanto. Faktou direção e roteiro melhores. Aqui no letterboxd diz que o filme tem 2 horas mas onde eu vi ele tinha quase que 1h40. Não sei se vi um versão diferente ou a duração aqui está errada. De qualquer forma o filme se beneficiaria de uma duração um pouco maior. Mesmo não sendo muito longo é um pouco chato. Mas tem uns bons momentos e a fotografia é muito boa, principalmente no final. E falando em finalele é muito abrupto. Não é um filme ruim, mas tinha potencial pra ser bem melhor.
Com uma grande performance de Anne Baxter no elenco, "A Hipócrita", de 1944, é mais uma pérola do cinema noir injustamente esnobada pela crítica exigente por conta do seu roteiro original. Dirigido por John Brahm, a trama entrega bons momentos de suspense e diálogos concisos. Esse thriller estadunidense funciona como intrigante drama de cunho psicológico e criminal.
Disponível e legendado no Youtube em preto e branco. É também conhecido pelo título alternativo: "A Mulher Sem Alma".
Drama de mistério noir em preto e branco da Hunt Stromberg Productions e United Artists indicado ao Oscar de melhor trilha sonora. O filme foi baseado na peça teatral homônima, de Hagar Wilde (1905-1971) e Dale Eunson (1904-2002), por sua vez adaptada de uma estória de Katherine Albert (1902-1970). 4 diretores passaram pelo filme.
O diretor Lewis Milestone (1895-1980) começou o filme, mas após extensos ensaios e preparação, ele adoeceu e foi substituído por John Brahm (1893-1982), que refez algumas das primeiras cenas. André De Toth (1913-2002) e John Cromwell (1886-1979) também auxiliaram na direção, mas não foram creditados.
A bela Anne Baxter (1923-1985), anos antes de A malvada (50), é ótima como outra femme fatale manipuladora, conivente e instável que não consegue superar suas obsessões. Os dois primeiros atos são um pouco lentos, mas as coisas realmente aumentam para o final, quando a residência fica mais claustrofóbica e dominada pelas sombras. Há uma técnica de enquadramento maravilhosa, enfatizando o controle de Evelyn Heath sobre a casa.
A mulher é doida, o médico é corno, o pintor é sonso, a modelo é dada, a esposa é tonta, a menina é histérica e a tia é moça velha. E o final é mais corrido que Usain Bolt.
Visto em 21/03/23
Posso estar errada, mas esse filme deve ter inspirado diretamente A Malvada, com Bette Davis. Enfim, um roteiro mal aproveitado. A personagem principal realmente conseguiu me irritar, mas a loucura dela como argumento não me convenceu.
E completamente fora da realidade o cara ser casado e passar o dia trancado com sua modelo. Quem não desconfiaria?