Aos 13 anos de idade, Martha Caldwell testemunhou a morte de seus pais, queimados vivos em um acidente terrível. Sobrevivente da tragédia, ela ficou em estado de choque e nunca mais falou uma única palavra. Agora adulta, Martha muda-se para a casa de seu tio Ralph, na zona rural da Espanha. A visita de sua irmã mais nova, que é uma cantora famosa, dá início a uma onda de assassinatos naquela mesma região, e que a polícia suspeita terem relação com satanismo.
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Ao contrário da maioria dos filmes atuais que são previsíveis, esse conseguiu me deixar atônita com a revelação final, assim como a mocinha, acabei ficando sem emitir uma palavra.
E se o touro
tivesse dado uma cutelada no toureiro,
Uma abertura perturbadora, durante os créditos são mostradas cenas reais explícitas de uma tourada, o que achei de mau gosto mesmo porque não vi ligação com o resto da narrativa, mas eram outros tempos em que não havia consciência com proteção dos animais.
O enredo é bem desenvolvido, há uma esplêndida e assustadora sequência na estação de trens em que descobrimos sobre o trauma de Martha (Carrol Baker) em relação ao acidente que matou seus pais e provocou sua mudez. A atriz tem uma ótima atuação, na qual transmite sua angústia e pavor sem emitir uma palavra e
gera empatia com seu personagem, conseguindo cativar com sua aparente vulnerabilidade até a revelação, realmente inesperada, de que era ela a assassina. Desconfiei do médico, do tio, do padre, até da menina mas nem por um momento imaginei que Martha, sempre apavorada e acuada, fosse a culpada.
So Valeu pelo Final!
Considero "A Lâmina de Aço" mais um thriller de suspense que propriamente um giallo. O filme não apela para para sensualidade das personagens femininas e a sexualidade dos personagens. O roteiro é ótimo por não deixar evidente quem está assassinando as mulheres, mesmo que, o roteiro deixe algumas pistas. As locações do vilarejo espanhol é belíssimo e cenário perfeito para o mistério e assassinatos. Todo elenco se sai bem em seus papéis. E Carroll Baker tem um papel difícil, pois, precisou mostrar alguns cacoetes dramáticos para convencer no papel de uma mulher que perde a fala devido a um trauma de infância. A direção de Umberto Lenzi é elegantíssima, desde o trabalho de fotografia, cenários da casa, flashes rápidos e close no rosto dos atores contribuem para contar a estória cujo enganou-me deveras. Fiquei surpreendido com o final.
Mais um Lenzi pra minha "coleção" (que inclui os clássicos Un Posto Ideale per Uccidere, Sette Orchidee Macchiate di Rosso e Gatti Rossi in un Labirinto di Vetro). Giallo com a bela Caroll Baker (Il Fiore dai Petali D'acciaio), a sensual Evelyn Stewart (La Coda Dello Scorpione / Una Farfalla Con Le Ali Insanguinate), Eduardo Fajardo (Lisa e il diavolo / L'assassino è Costretto ad Uccidere Ancora) e George Rigaud (Perché Quelle Strane Gocce di Sangue sul Corpo di Jennifer? / Una Lucertola con la Pelle di Donna). Abertura escrotíssima (festival de imbecilidade "humana"). A muda. A prima. A casa. Os livros de terror. Citam o Brasil. Os assassinatos. A investigação. Os suspeitos. A neblina. Atmosfera sombria. O satanismo (um diferencial). O cara com olhos estranhos. Várias reviravoltas no final e uma revelação surpreendente. Gostei.
Achei foda a cena final, com um "plot twist triplo mortal capado". Chegou o cara de preto e achei que ele era o assassino. Aí logo em seguida a mulher tenta atirar nele e nenhuma bala atinge, o que me fez pensar que ele era um fantasma. Os outros chegam lá (inclusive o tio que tinha "morrido") e achei que eram fantasmas também. Até que eles explicam tudo e a assassina é a mulher.