Adaptação do homônimo livro, que conta a história de uma mulher que resolve abrir uma livraria em uma vila inglesa, nos idos de 1959. Porém, ela torna-se alvo da hostilidade da retrógrada população local, que olha com desconfiança tudo o que demonstra ser transgressor.
Lindíssimo
Vi esse filme faz um tempo. Curioso que não me surpreendeu, mas me marcou, estou certo que não foi pelo enredo, talvez pelo tema, e mais certamente pela fotografia. A cena dela na praia ficou gravada como uma foto na minha mente. Comentando para lembrar de rever e enxergar com outros olhos.
Uma homenagem à literatura com tudo o que uma boa leitura precisa. Lento e linear, o longa tem ótimas atuações de Clarkson e Nighy e um cenário aconchegante.
A Livraria. Direção Isabel Coixet. Filme lindo, emocionante. Imagine uma mulher viúva e sozinha no interior da Inglaterra nos anos 50, que sonha em ser uma empreendedora no ramo de livros numa cidade provenciana, onde a maioria não lia nada. Com muito esforços ela abre uma livraria linda, que causa alvoroço no lugarejo. Os moradores locais indiferentes e covardes fazem de tudo para acabar com a livraria. Esse filme é tão atual, em muitas cidades do interior, acontece não ter um determinado comércio por anos, basta abrir que alguém copia a ideia e abre a mesma coisa. O filme tem um bom desenvolvimento, a menina dá um show de interpretação, fotografia linda, ambientação perfeita. Sabe aquele filme que espectador sente vontade de entrar na história e mudar tudo, mas a menina fez, o que eu tive vontade de fazer no final do filme. Amei, quem ama livros, não tem como não gostar do filme. Nota 10.
O filme me causou frustração, pois nada é muito bem explicado, o tempo todo nos leva a ficarmos no campo da suposição sobre o que de fato ocorre com as pessoas e os fatos em si, é tudo muito vago, os diálogos nos induzem a várias ideias sobre o que de fato se está falando...
Se por um lado isso funciona vez ou outra, se usado de forma a ser a única forma de narrativa da estória, pode nos cansar ou frustrar.
Apesar do argumento ser bem plausível para a realidade - alguém que sabota o negócio de outro, uso de influência e poder etc. - achei que não foi bem desenvolvido, mais próximo da vida real, mesmo com atuações e atitudes mais contidas, de acordo com a época e local da estória.
Logo, se fosse diferente, minha avaliação seria bem alta.
Fiquei esperando alguma "volta por cima" da Florence,
cheguei a pensar e a torcer para que o Mr. Brundish deixasse seus bens para ela...
Nem comento sobre um ou outro personagem crápula...
Os que salvaram foram a Christine (uma graça) e o final proporcionado por ela !