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Data de lançamento
21 Dez. 2006Duração
China, última dinastia Tang, século X. Flores douradas enchem o palácio imperial na noite do festival Chong Tang. O imperador Ping retorna inesperadamente com seu 2º filho, o príncipe Jai, com o pretexto de celebrar o feriado com a família. Porém o frio relacionamento existente entre ele e a imperatriz Phoenix desmente a justificativa. Durante muitos anos a imperatriz e o príncipe Wan, seu enteado, mantiveram uma ligação ilícita. Wan sente-se aprisionado e sonha em fugir do palácio com Chan, a filha do médico imperial e seu amor secreto. Enquanto isso Jai cresce preocupado com a saúde de sua mãe e, principalmente, com sua obsessão por crisântemos amarelos. Quando o imperador sente-se ameaçado, ele transfere o médico imperial e sua família para uma área remota do reino. Porém durante a viagem eles são atacados por assassinos, o que faz com que Chan e sua mãe retornem ao palácio.
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O pior filme do Yimou que já assisti até o momento... O que não significa que é ruim, inclusive ele é muito bom, porém, não chega ao mesmo nível dos demais longas do diretor.
Atuações fenomenais, Gong Li linda e talentosíssima como sempre.
Entretanto, o roteiro parece um pouco perdido, com muitas coisas mal explicadas. Parece que tinha muita coisa para pouco tempo de filme. Essa confusão e mescla de muitas coisas diferentes ocorrendo juntas é o que detona o filme, infelizmente.
- que visual maravilhoso! as cores do palácio, as roupas dos personagens, a fotografia, tudo de encher os olhos
- a história te prende completamente, cheio de traições e reviravoltas, podia ser ainda mais longo. aconteceu muita coisa
- as coreografias de luta são boas, pena que o cgi do começo dos anos 2000 ficou tão datado
Que obra-prima, meus caros!
Começa como um drama sobre a realeza e termina num verdadeiro banho de sangue. Fotografia belíssima, roteiro envolvente, atuações ótimas, cenas de ação dinâmicas e um desfecho fora da curva que encerra com chave de ouro.
"O dia raia. A corte preside. Paz a todos. É a hora do tigre." Vai pra grupo...
Baseada numa peça teatral de Yu Cao, "A Maldição da Flor Dourada", vem contar uma história palaciana, de ambição, traição e morte. Dirigido por Zhang Yimou, se passando mais uma vez na tumultuada dinastia Tang, o filme conta a história da imperatriz Phoenix (Gong Li), que descobre que está sendo envenenada por seu marido o imperador Ping, vivido por Chow Yun-fat.
Sofrendo em silencio, a imperatriz tenta uma forma de impedir os efeitos do veneno, mas é impedida por obrigações impostas pelo rei. Tudo piora depois do retorno do rei, com o 2ª príncipe, que acaba descobrindo a trama, e tenta junto com a mãe, uma misteriosa saída no dia do festival do festival dos crisântemos. Mas o tempo é curto, as horas passam, o veneno age, e os animais que marcam as horas do dia, correm rápidos demais.
A narrativa intrigante e misteriosa, se mescla as figurinos luxuosos e com os cenários opulentos de cores fortes e vibrantes, ricamente dourados do palácio, que criam uma atmosfera de grandeza e beleza falsa. O efeito do veneno faz que o filme tenha uma contagem regressiva oculta na história, que faz que uma urgência tome conta das ações.
A relação entre o imperador e a imperatriz é marcada por desconfiança e ressentimentos, que são alimentadas por um passado obscuro e pela presença de um amor meio proibido, entre a imperatriz e o enteado, que por sua vez, nutre um amor inabalável, por uma serva de sua mãe, onde os dois sonham em fugir, ficar juntos e ajudar a povoar de filhos o leste e sul da Ásia.
As performances do elenco são incríveis, Gong Li tem uma atuação grandiosa, na qual dói ver ela sofrendo com o veneno que parecia que ser fatal, mas que deixaria ela louca. Dá muita raiva em ver o personagem de Chow Yun-fat, com aquele sorriso contido, na trama esperando só que o inevitável aconteça. A tensão entre os dois é explosiva, e contribui para que a narrativa fique mais tensa e perigosa.
O desfecho final é épico e trágico! Mais uma vez, Zhang Yimou entrega cenas magnificas de ação, cheia de emoção e drama. Visualmente as cenas encantam com a produção que parece mais um sonho real. O exército dourado lutando contra o de preto, parecia um vídeo game, e foi... Eu não sei porque o Zhang, ou algum produtor, teve a ideia infeliz de substituir os figurantes da luta final, por um exército feito em CGI de Playstation! Ficou um horror! Parecia uma ala de escola de samba separada por outra. Doíam os olhos, vendo os dourados lutando contra os prateados. Cê é loco! Artificial e cafona demais.
Embora isso seja bizarro, pra um filme impecável até então, isso não tira, nem um pouco o brilho da obra. Tanto que o filme termina de forma amarga e melancólica. Com significados profundos sobre um governo que tem poder e controle absolutos, sobre que estão abaixo deles.
"A Maldição da Flor Dourada" é um grande filme que merece ser muito mais conhecido. A história é incrível, a trama é tensa, misteriosa e dramática, os personagens parecem vir de livros de fantasias, a Gong Li (linda de morrer) arrasa e a produção é impecável. O CG esquece. Filmão!
O que não falta é traição e sede de poder atrás das muralhas da Cidade Proibida. As cores prata e dourada em Curse of the Golden Flower são vibrantes, trazendo uma vivacidade única ao filme. A melancolia está presente, como em quase todos os filmes do diretor. Visualmente, o filme é deslumbrante, com figurinos riquíssimos em detalhes. Zhang Yimou é mestre em utilizar cores para transmitir emoções e significados, mas a narrativa acaba sofrendo de uma certa monotonia nas intrigas palacianas. A rebelião demora muito para acontecer, e quase não há cenas épicas com o famoso balé de espadas que consagrou o cineasta em Hero e House of Flying Daggers.