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Em uma vila feudal do século 15, uma mulher é acusada de bruxaria e condenada à morte. Sua linda filha mais velha, sabe que a verdadeira razão para a execução está no desejo sexual que o Senhor daquelas terras tem por sua mãe. Depois de confrontar o senhor sobre o assunto, ela também é morta. A filha mais jovem é poupada e levada pelos assassinos de sua mãe. Depois que ela atinge a maioridade, uma praga, horrível e mortal varre o país. Então, durante uma violenta tempestade, uma figura misteriosamente reaparece trazendo junto a vingança.
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Suspense gótico com caprichada recriação de época, tanto da direção de arte quanto dos figurinos. A direção de Margheriti tem bons enquadramentos e movimentos de câmera. O filme só falha por alguns exageros na trilha sonora e pela inexpressiva atriz Halina Zalewska.
Vários pontos da narrativa parecem ter inspirado o western O Estranho sem Nome (1973), de Clint Eastwood.
O início e o final são bem interessantes, mas no decorrer é um filme enfadonho, com um ritmo mortalmente lento e um enredo monótono que entrega clichês pela carga barulhenta: um castelo assustador completo com passagens secretas, descendentes vingativos de uma mulher executada injustamente por bruxaria, uma praga que devasta a população e um aristocrata assassino com planos para uma donzela bonita, mas relutante. Embora esses ingredientes de terror experimentados e testados possam ser muito divertidos, aqui tudo se mostra enfadonho e decepcionante.
Ótimo filme! Um dos meus favoritos, boas atuações, gostei da trilha sonora. Me surpreendeu bastante, vale a pena conferir.
O título original "Os longos cabelos da morte" descrevem muito melhor a obra, mas parece que os distribuidores brasileiros tinham fixação em colocar "demônio" e "satã" em quase todos os filmes góticos italianos.
Este é uma bem elaborada vingança além túmulo que conta com um belo trio de protagonistas em que a musa Barbara Steele desempenha seu costumeiro papel de mulher fatal.
Já começa com um cena apoteótica, na qual uma mulher supostamente inocente é queimada numa fogueira acusada de bruxaria
sua filha mais velha Helen (Steele) é assassinada e sua filha mais nova Lisabeth cresce e é obrigada a casar com aquele que foi o responsável pela morte da mãe de ambas, o Barão Kurt, que matou seu irmão Franz e acusou a mãe delas do assassinato e sua consequente condenação à fogueira. E Franz é o pai de Lisabeth, isso mesmo, Kurt casa sem saber com a sobrinha!
Helen, no momento sobrenatural da história, volta dos mortos, seduz Kurt e trama sua vingança e Lisabeth que a princípio não queria saber do marido, começa a sentir ciúmes e reclama que ele não lhe dá mais atenção. Vamos combinar que George Ardissom é bonito demais e abala as estruturas da pobre Lisabeth, tanto que no ótimo final, a moça reluta em tocar fogo na pira e matar seu marido, completando a vingança tão bem arquitetada pelo fantasma de sua meia irmã.
Romance, suspense, sobrenatural, ótima ambientação gótica num castelo cheio de passagens secretas, escadas, luz de velas...
Um terror gótico ambientado no século 15 em que a caça a bruxas era bastante comum. A história nada mais é que uma vingança, daquele tipo de vingança que deixa o personagem perturbado. A fotografia em preto e branco dialoga bem com a atmosfera assustadora do filme, praticamente dentro de um castelo claustrofóbico. Trilha sonora macabra, o ponto mais assustador da obra. E Barbara Steele, musa gótica, arrasando em cena e botando o terror. A cena final é bem diabólica.