Os últimos dias do ditador soviético Josef Stalin e o caos do regime após a sua morte em 1953, depois de 30 anos governando a União Soviética com mão de ferro.
Ditadores são excrescências, sejam de direita ou esquerda, e Stálin é um exemplo. Lendo sobre o governo dele, soube que a maioria da população russa desconhecia as prisões e fuzilamentos ilegais comandadas por ele - as informações eram censuradas, como acontece nas ditaduras, e se surpreendeu com a revelação de que 780 mil pessoas foram executadas e 3,8 encarceradas durante seus 33 anos de governança. Nikita Krushov, o próximo líder, em seu discurso no 20º Congresso do Partido Comunista, em 1956, falou sobre o grande terror e as notícias se espalharam. Até então ele era considerado um estadista. O filme A Morte de Stalin encena as reações do círculo intimo de Stálin e a luta nos bastidores pelo poder. É uma sátira política complexa e cínica. O roteiro debocha dos camaradas, procura o patético na seriedade. Vale a pena assistir pelos atores, pelo tema interessante e pela ousadia do diretor.
"I've had nightmares that made more sense than this."
Gostei demais do humor paranoico e afiado do filme. Fui meio receosa com o fato de ser uma produção britânica tratando de um período traumático do regime soviético, mas achei que o diretor conseguiu construir a atmosfera de que isso poderia acontecer em qualquer nicho de poder - no passado ou hoje em dia -, ainda que muitos dos absurdos do roteiro sejam baseados em fatos reais.
Steve Buscemi reizinho do carisma, eu transferiria todos os meus bens pra você a qualquer momento <3 Jeffrey Tambor também tá sensacional.
Corria o risco de ser ideologicamente enviesado tendo em vista ser uma obra franco-britânica, mas conseguiram fazer uma ótima sátira política com uma fidelidade aos acontecimentos reais admirável. O jogo de poder pós-morte de Stalin é a verdadeira materialização do ditado "cobra comendo cobra". Engraçado de um jeito ácido, tenso e impactante nos momentos certos, tem um elenco que é todo muito bem encaixado, mas Buscemi como Kruschev simplesmente dominou tudo.
Em "A Morte de Stalin", estamos diante de algo raro atualmente: uma inteligente e historicamente precisa sátira política. Neste caso, a trama gira em torno dos acontecimentos após a morte do longevo ditador soviético e, em uma mistura de drama com humor ácido, ironiza as disputas de poder dentro do partido comunista e as constantes intrigas entre os seus membros, em um contexto onde o que é verdadeiro ou falso muda a todo instante, amigos e inimigos se confundem e ninguém confia em ninguém.
No entanto, por trás de todos os absurdos e situações cômicas, esta obra trata diversos acontecimentos com precisão histórica admirável, como, por exemplo, as perversões sexuais de Laventiy Beria, que costumava entregar flores para as mulheres estupradas por ele, algo que é sutilmente mostrado no filme. Aliás, este é um aspecto interessante desta película, pois os fatos descritos são tão surreais que, por vezes, até parece que foram inventados por algum roteirista, mas quem puder realizar uma breve pesquisa e conferir as memória do Nikita Khrushchev irá verificar que muito do que é retratado realmente aconteceu. Essa incomum precisão, inclusive, é o que torna este filme tão aterrorizante quanto hilário.
Além disso, vale destacar o elenco perfeitamente escolhido, em especial Jeffrey Tambor e Steve Buscemi, que estão excelentes em seus respectivos papéis e elevam essa bem elaborada comédia a um outro nível.
Para quem gosta de história e de um bom e velho humor negro, recomendado.
Depois q vc pesquisa sobre até se assusta do quanto o filme é fidedigno aos acontecimentos reais assim como a caracterização dos personagens
Ditadores são excrescências, sejam de direita ou esquerda, e Stálin é um exemplo. Lendo sobre o governo dele, soube que a maioria da população russa desconhecia as prisões e fuzilamentos ilegais comandadas por ele - as informações eram censuradas, como acontece nas ditaduras, e se surpreendeu com a revelação de que 780 mil pessoas foram executadas e 3,8 encarceradas durante seus 33 anos de governança. Nikita Krushov, o próximo líder, em seu discurso no 20º Congresso do Partido Comunista, em 1956, falou sobre o grande terror e as notícias se espalharam. Até então ele era considerado um estadista. O filme A Morte de Stalin encena as reações do círculo intimo de Stálin e a luta nos bastidores pelo poder. É uma sátira política complexa e cínica. O roteiro debocha dos camaradas, procura o patético na seriedade. Vale a pena assistir pelos atores, pelo tema interessante e pela ousadia do diretor.
"I've had nightmares that made more sense than this."
Gostei demais do humor paranoico e afiado do filme. Fui meio receosa com o fato de ser uma produção britânica tratando de um período traumático do regime soviético, mas achei que o diretor conseguiu construir a atmosfera de que isso poderia acontecer em qualquer nicho de poder - no passado ou hoje em dia -, ainda que muitos dos absurdos do roteiro sejam baseados em fatos reais.
Steve Buscemi reizinho do carisma, eu transferiria todos os meus bens pra você a qualquer momento <3 Jeffrey Tambor também tá sensacional.
Corria o risco de ser ideologicamente enviesado tendo em vista ser uma obra franco-britânica, mas conseguiram fazer uma ótima sátira política com uma fidelidade aos acontecimentos reais admirável. O jogo de poder pós-morte de Stalin é a verdadeira materialização do ditado "cobra comendo cobra". Engraçado de um jeito ácido, tenso e impactante nos momentos certos, tem um elenco que é todo muito bem encaixado, mas Buscemi como Kruschev simplesmente dominou tudo.
Em "A Morte de Stalin", estamos diante de algo raro atualmente: uma inteligente e historicamente precisa sátira política. Neste caso, a trama gira em torno dos acontecimentos após a morte do longevo ditador soviético e, em uma mistura de drama com humor ácido, ironiza as disputas de poder dentro do partido comunista e as constantes intrigas entre os seus membros, em um contexto onde o que é verdadeiro ou falso muda a todo instante, amigos e inimigos se confundem e ninguém confia em ninguém.
No entanto, por trás de todos os absurdos e situações cômicas, esta obra trata diversos acontecimentos com precisão histórica admirável, como, por exemplo, as perversões sexuais de Laventiy Beria, que costumava entregar flores para as mulheres estupradas por ele, algo que é sutilmente mostrado no filme. Aliás, este é um aspecto interessante desta película, pois os fatos descritos são tão surreais que, por vezes, até parece que foram inventados por algum roteirista, mas quem puder realizar uma breve pesquisa e conferir as memória do Nikita Khrushchev irá verificar que muito do que é retratado realmente aconteceu. Essa incomum precisão, inclusive, é o que torna este filme tão aterrorizante quanto hilário.
Além disso, vale destacar o elenco perfeitamente escolhido, em especial Jeffrey Tambor e Steve Buscemi, que estão excelentes em seus respectivos papéis e elevam essa bem elaborada comédia a um outro nível.
Para quem gosta de história e de um bom e velho humor negro, recomendado.