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Cosmo Vitelli (Ben Gazzara) é o dono de uma boate de striptease em Los Angeles. Sem dinheiro para pagar uma alta dívida contraída no jogo de pôquer, Cosmo é obrigado pela máfia a matar um bookmaker chinês para quitá-la. Para cumprir sua tarefa Cosmo decide se infiltrar no submundo do crime e do jogo.
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Os filmes do Cassavetes não me cativam. Eu dificilmente crio empatia pelos personagens, que parecem fora de posição olhando para todo o absurdo que ocorre - o que pode até ser interessante, mas que aqui não me seduz. Também não me envolvo com as histórias que se desenvolvem de modo atrapalhado. Ele sempre parece não chegar onde quer com os personagens e as situações.
Sobre personagens e situações atrapalhadas que chegam a algum lugar, vejo que a segunda temporada de Atlanta é muito mais interessante.
- divida de jogo é treta demais, o cara se afundou no jogo do tigrinho dos anos 70 e quase não escapa com vida
- cassavetes é muito bom na construção dos personagens e em te fazer mergulhar no ambiente em que ele vive
- passa um pouco do ponto, acaba ficando monótono, mas entendo a intenção
- tava na cara que era uma cilada, sorte do cosmo que ele é foda
Quem entra em dívida de jogo só arruma encrenca pior que droga
O difícil é você sair dessa sessão sem odiar pelo menos mais da metade dos personagens.Cassavetes muito mais rígido que o normal.Um dos ótimos dramas de sua carreira que infelizmente é pouco conhecido.
Só depois que vi o filme que fui descobrir ter sido dirigido por John Cassavetes do qual só conhecia uma obra (Faces) que não havia me agradado muito. Essa produção, infelizmente, não me fez entender ainda o status do diretor entre críticos e cinéfilos. As imagens são mostradas em enquadramentos estranhos e o roteiro é repleto de diálogos mal escritos. Os shows de strip-tease mostrados no filme são cafonas e ridículos com um ator em cena cantando e declamando textos intermináveis e pouca mulher tirando a roupa. Qual espectador desse tipo de espetáculo iria pagar para ver isso? A atuação de Ben Gazzara é um caso a parte. Ele começa bem encarnando o lado bon vivant do seu personagem, só que a tensão em torno do mesmo aumenta gradativamente e a sua expressão sempre com um sorriso irônico no rosto permanece a mesma em qualquer situação. O final é confuso e inconclusivo e obviamente frustrante. Em resumo, é um filme regular que tem seus momentos interessantes, mas que se perde na pretensão óbvia do diretor em fazer um filme de arte onde o estilo sobrepõe a própria história.