Uma socialite de espírito aventureiro tem dificuldades em se relacionar com o sobrinho conservador, de quem se torna guardiã legal após a morte de seu irmão. A crescente admiração e afeto um pelo outro os ajudam a enfrentar a Grande Depressão dos anos 30.
Achei legal principalmente a parte que lembra O Grande Gatsby das festas e roupas elegantes
"Karl Marx é um dos irmãos Marx?" Jan Handzlik
Desde que vi o anúncio deste filme, tive imediata curiosidade em conferi-lo, por causa de suas cores exuberantes e da personalidade marcante da protagonista real. Rosalind Russell faz jus às nossas expectativas, numa interpretação célere, apaixonante, encantadora a cada instante... Porém, convenhamos, é muito fácil ser "excêntrica" (e socialmente aceitável, por conta disso) quando se tem muito dinheiro. De modo que as contradições classistas do filme nem sempre se sustentam. Quando o Crack de 1929 é tematizado pelo roteiro, e a protagonista tenta trabalhar, ganha ainda mais a nossa simpatia, não obstante as situações empregatícias pouco verossímeis (risos). É um filme com muitas concessões - intradiegéticas, sobretudo - ao oportunismo, mas que finaliza muito bem: a seqüência de deslegitimação matrimonial aburguesada (e desintelectualizada), próxima ao desfecho, é ótima, inclusive por infringir de maneira acachapante uma regra básica do Código Hays: exibe uma mulher ostensivamente grávida. Eu e minha mãe sorrimos, de modo que a longa duração não chega a ser um problema. Em revisões, intuo que os problemas iniciais deixarão de incomodar tanto: o diretor é mui exitoso na translação de recursos teatrais para a montagem do filme (os escurecimentos graduais de tela, corresponde às saídas de cena, por exemplo). Fofinho, o auê de bilheteria é completamente justificado! (WPC>)
A forma como o filme foi dirigida não me agrada muito, também não li o livro, mas o que aparenta é que quiseram seguir a risca e isso provocou uma odisseia de cenas empilhadas. Mas sou amante de boas histórias e desconsiderando os aspectos técnicos, sobra uma boa história. Nota 7,0
A Mulher do Século foi-me recomendado por uma amiga e mesmo não sendo um tipo de filme que eu costumo ver, dei uma chance e não me arrependi. É um ótimo filme que sabe ser hilariante em seus momentos espontâneos de comédia, mas que também conta com momentos dramáticos muito tocantes. Mame Dennis é uma personagem extremamente extrovertida e extravagante que em determinados momentos até passa dos limites do bom senso, mas que nitidamente vive em um mundo de falsas aparências (algo que a incomoda profundamente) e ela resolve ser ela mesma em 100% do tempo. Por mais que ela tenha uma forma diferente de encarar a vida, fica claro que ela tem um coração de ouro e tenta ajudar a todos que ela estima. A ligação dela com o sobrinho é muito bonita. O filme tem uma estrutura bem interessante. São pequenos capítulos que se interligam uns aos outros e sinceramente eu afirmo que gostei, já que proporcionou uma narrativa bem dinâmica à obra. E não é só a Mame que é uma personagem cheia de peculiaridades. Todos os seus amigos são personagens bem incomuns e engraçados. O humor aqui é pautado no contraste entre uma suposta normalidade e a excentricidade de certos personagens. Olha, eu adorei. Foi uma grata surpresa.