Jeff Gerber (Godfrey Cambridge) é um branco racista de classe média que leva a vida como um vendedor de seguros. Depois do trabalho, ele pega o ônibus para casa para passar um tempo com sua esposa, Althea (Estelle Parsons), e seus dois filhos. Um dia Jeff acorda e descobre que ele inexplicadamente sofreu uma metamorfose e virou um homem negro. Ele tenta, sem sucesso, cobrir sua pele com pó e retornar à sua palidez, e procura um médico esperando descobrir a causa para sua notável transformação. Nesse meio-tempo, ele precisa continuar sua rotina diária, que se torna uma dolorosa lição sobre a natureza repugnante do racismo. Encontrando prejuízo em quase todo lugar que vai, Jeff acaba sendo seduzido por um curioso colega de trabalho branco e é comprado por seus vizinhos céticos, que temem que sua presença irá depreciar o valor de suas casas. Todo o tempo, ele anseia por um retorno ao seu estado normal, para o dia, quando ele foi tratado como um ser humano. Van Peebles, trabalhando a partir de um roteiro altamente carregado por Herman Roucher, se aproxima do seu tema importante usando uma nova abordagem - comédia - e surge com uma provocante realização do marco cinematográfico.
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Impressionante e muito bem dirigido, com interpretações contundentes, uso comunicativo da trilha musical militante e demonstração eficaz da pujança reivindicativa e provocativa do realizador, um dos grandes mestres da 'blaxploitation', em sua verve mais política. Gosto particularmente de como o drama individual é convertido em uma adesão á luta coletiva, metonimizada em um treinamento de arte marcial, no desfecho. a interpretação de Estelle Parsons é mui conscienciosa acerca do que foi exigido de sua personagem. Filme muito forte e, em inúmeros aspectos, à frente do seu tempo: hoje, seria "cancelado". Muito oportuno que o protagonista seja difícil de empatizar, pois isso grandifica a sua compreensão da situação atual, quando se reconhece enquanto negro, e problematiza variegados aspectos da segregação. Inteligentíssimo e incômodo naquilo que apresenta de não concessivo, confirmando a sua efetividade discursiva. Melvin Van Peebles é genial! (WPC>)
Me surpreendeu positivamente
Melhor que o tapa na cara da sociedade racista, só o tapa na cara do pessoal progressistinha da boca pra fora.
Alguem tem alguma dica de como faço para conseguir assistir este filme?
Watermelon Man (1970) de Melvin Van Peebles me fez entender o que li em 2015 no livro A Metamorfose (1915) de Franz Kafka. Naquela época, nos meus 17 anos, eu era contra ler os prefácios de livros, pois queria ter a minha percepção sobre a escrita sem opiniões de terceiros. E assim, eu li toda a obra e depois li o prefácio. Eu me lembro que a obra contava a história de um homem chamado Gregor Samsa (o nome pesquisei na internet mesmo porque haja memória kkk) que depois de uma noite de sono acordou de repente e tinha se transformado em um inseto, uma barata. E então, a trama do livro descrevia os embates com a família, amigos, trabalho, etc. E me lembro fortemente que todos, sem distinção entre família e pessoas estranhas que viam ele, todos tiveram REPULSA por ele. Ele tinha se transformado em uma barata. E, humanos: matam baratas. Humanos: sentem nojo de baratas.
Quando terminei a obra, não tinha entendido o significado de tal. Assim, recorri ao prefácio daquela edição, pesquisei na internet e tudo remeteu a uma espécie de "conflito de classes" entre as pessoas que estavam acostumadas com ele. No caso, na mesma classe social. E depois ele se encontra em outra classe social (?). Não me lembro exatamente, mas me lembro que tinha a palavra burguesia envolvida. Pesquisei um pouquinho agora e disse sobre trabalho, falta de dinheiro...
Hoje, em 2020, eu vi o filme Watermelon Man de 1970 que o nome segundo a tradução do Google tradutor, significa Homem Melancia, porém a tradução do nome do filme é "A Noite Em Que O Sol Brilhou". Cômico! Antes de falar sobre o filme, seria interessante apontar uma questão em relação ao nome, sem contar todas as outras referências sobre o contexto estadunidense nessa época. Se formos pesquisar estereótipos racistas no Estados Unidos, veremos que a melancia era um deles. Segundo um artigo chamado: Reconhecendo estereótipos racistas na mídia norte-americana, de Suzane Jardim que li, dizia que a melancia era ligada às pessoas negras porque a melancia é um fruto que não existia na América antes da escravidão, é um fruto de origem Afrikana, mais preciso, do que agora chamam de África do Sul. Continuando sobre o filme, esse filme conta a história de um homem chamado Jeff Gerber que é um branco racista, entre outras coisas odiáveis. Em uma noite, depois de um sono, na madrugada, ele acorda e tinha se transformado em uma pessoa negra.
Mesmo com o lapso temporal que está posto em 1912 a 1970 e contextos totalmente diferentes: eu agora, entendo de fato A Metamorfose de Kafka e entendo muito sobre Watermelon Man de Melvin Van Peebles.
Detalhe: Acredito, que como o filme Get Out (Corra) de 2017 seja para atentar pessoas negras, esse filme Watermelon Man (1970) seja para atentar pessoas brancas!
Agradecimentos à rede de (com)unidade que me proporcionou assistir o filme:
Gracias, Blackflix.