A carta do Andrew no final me quebrou. Ele não disse muito mas disse tudo. Estar no armário já é horrível e viver nele ao ponto de não se ver mais fora é triste demais.
Eu nem tenho palavras pra descrever o quanto isso é um filmaço! O enredo pode parecer meio abobado, mas tudo nesse filme tem uma qualidade tão boa, acho que esse é o melhor filme que já vi trabalhar a fotografia e estética, é muito bem pensado e te desperta as emoçõs que a obra quer passar!
Comecei assistindo com a impressão de que a história seguiria por um caminho envolvendo crimes contra menores ou algo semelhante, mas rapidamente fica claro que a proposta é outra. A trama acompanha um grupo de policiais que atua à paisana em um shopping, monitorando e prendendo homens flagrados praticando atos sexuais em banheiros públicos.
O protagonista, Lucas, participa dessas operações rotineiramente até que acaba se encantando por um dos suspeitos. A partir desse encontro, o filme deixa o aspecto policial em segundo plano e passa a explorar a crise interna do personagem. Conforme os dois se envolvem, Lucas começa a questionar sua própria sexualidade, seus desejos e tudo aquilo que passou anos reprimindo. Além disso, ele enfrenta crises de ansiedade, tornando essa jornada ainda mais intensa e dolorosa.
O longa também apresenta um personagem mais velho um sacerdote católico, casado e com filhos que vive uma vida dupla, expondo a hipocrisia de quem prega determinados valores enquanto esconde seus próprios desejos. Essa é uma das discussões mais interessantes do filme, mostrando como repressão, culpa e religião podem caminhar lado a lado.
O que mais me chamou atenção foi justamente essa proposta de falar sobre descoberta, aceitação e identidade. Ao mesmo tempo, entendo algumas críticas que o filme recebeu. Em vários momentos, parece que ele fica dividido entre discutir o chamado "banheirão", o atentado ao pudor e a forma como essas operações policiais acontecem, ou aprofundar a jornada de autodescoberta do protagonista. Como tenta abraçar esses dois temas, a narrativa às vezes perde um pouco o foco.
Ainda assim, o saldo é bastante positivo. O desfecho, principalmente, funciona muito bem ao mostrar Lucas finalmente encarando quem ele realmente é, deixando de viver em conflito consigo mesmo. É um final que fecha bem a trajetória do personagem e dá um significado maior a tudo o que foi construído ao longo da história.
No fim, A Paisana é um filme interessante justamente por provocar reflexões sobre identidade, desejo, repressão e hipocrisia. Mesmo que sua narrativa oscile entre diferentes temas e nem sempre consiga equilibrá-los, é uma obra que vale a pena assistir pela sensibilidade com que aborda o processo de aceitar a própria sexualidade e enfrentar as consequências dessa descoberta.
Angustiante. Deu pra sentir a aflição do protagonista referente as suas questões sobre sua sexualidade. Achei isso bom um toque da direção.
A carta do Andrew no final me quebrou. Ele não disse muito mas disse tudo. Estar no armário já é horrível e viver nele ao ponto de não se ver mais fora é triste demais.
Eu nem tenho palavras pra descrever o quanto isso é um filmaço! O enredo pode parecer meio abobado, mas tudo nesse filme tem uma qualidade tão boa, acho que esse é o melhor filme que já vi trabalhar a fotografia e estética, é muito bem pensado e te desperta as emoçõs que a obra quer passar!
Terminei o filme prendendo a respiração. Muito muito bom!!
Melancólico e dramático. Simplesmente adorei quando tem a revelação no final
de que Andrew é um reverendo de igreja, foi uma ótima colocação.
Comecei assistindo com a impressão de que a história seguiria por um caminho envolvendo crimes contra menores ou algo semelhante, mas rapidamente fica claro que a proposta é outra. A trama acompanha um grupo de policiais que atua à paisana em um shopping, monitorando e prendendo homens flagrados praticando atos sexuais em banheiros públicos.
O protagonista, Lucas, participa dessas operações rotineiramente até que acaba se encantando por um dos suspeitos. A partir desse encontro, o filme deixa o aspecto policial em segundo plano e passa a explorar a crise interna do personagem. Conforme os dois se envolvem, Lucas começa a questionar sua própria sexualidade, seus desejos e tudo aquilo que passou anos reprimindo. Além disso, ele enfrenta crises de ansiedade, tornando essa jornada ainda mais intensa e dolorosa.
O longa também apresenta um personagem mais velho um sacerdote católico, casado e com filhos que vive uma vida dupla, expondo a hipocrisia de quem prega determinados valores enquanto esconde seus próprios desejos. Essa é uma das discussões mais interessantes do filme, mostrando como repressão, culpa e religião podem caminhar lado a lado.
O que mais me chamou atenção foi justamente essa proposta de falar sobre descoberta, aceitação e identidade. Ao mesmo tempo, entendo algumas críticas que o filme recebeu. Em vários momentos, parece que ele fica dividido entre discutir o chamado "banheirão", o atentado ao pudor e a forma como essas operações policiais acontecem, ou aprofundar a jornada de autodescoberta do protagonista. Como tenta abraçar esses dois temas, a narrativa às vezes perde um pouco o foco.
Ainda assim, o saldo é bastante positivo. O desfecho, principalmente, funciona muito bem ao mostrar Lucas finalmente encarando quem ele realmente é, deixando de viver em conflito consigo mesmo. É um final que fecha bem a trajetória do personagem e dá um significado maior a tudo o que foi construído ao longo da história.
No fim, A Paisana é um filme interessante justamente por provocar reflexões sobre identidade, desejo, repressão e hipocrisia. Mesmo que sua narrativa oscile entre diferentes temas e nem sempre consiga equilibrá-los, é uma obra que vale a pena assistir pela sensibilidade com que aborda o processo de aceitar a própria sexualidade e enfrentar as consequências dessa descoberta.