Contado a partir da perspectiva de duas crianças, Kasaba descreve as relações entre os membros de uma família turca em uma pequena cidade. A primeira parte mostra as dificuldades que a garota de 11 anos da família tem que enfrentar para se adaptar ao ambiente social da escola. Na segunda parte, junto com seu irmão mais novo, atravessa o campo para se encontrar com seus familiares, se deparando com os mistérios da natureza e da vida selvagem. Na terceira parte, quando encontram sua família, testemunham o mundo complexo e obscuro dos adultos. A quarta e última parte contém cenas tranqüilas que se desenrolam entre sonhos e a realidade.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
"A Pequena Cidade" (Kasaba), é um belíssimo filme turco de 1997 dirigido por Nuri Bilge Ceylan em sua estreia no cinema. O filme conta a história de uma família que vive em uma pequena cidade sombria na Turquia através dos olhos das crianças e como elas lidam com a crescente complexidade da vida à medida que se tornam adultos.
Teve aclamação universal e merecida. A fotografia em P&B é um primor de qualidade. Na internet, o filme se encontra disponível e completo no site Dailymotion, mas com áudio e som originais. No Youtube, só alguns trechos com legendas.
Vencedor de uma das premiações paralelas no Festival de Berlim. Sou um grande fã do diretor, portanto estava querendo ver esta filme faz um tempo, só consegui uma cópia recentemente. Achei bem abaixo das expectativas, muito verborrágico, gosto mais dos momentos em que o diretor trabalha o silêncio. Há cenas maravilhosas, e o filme é acima da média, mas a cena da fogueira toma um tempo muito grande da película e se torna cansativa, há bons momentos neste diálogo, mas outros que não acrescentam muita coisa. Indico só para quem quer conhecer o trabalho do diretor em seu início. A cena com a tartaruga fica na cabeça da gente. A fotografia é linda.
BLOG: FILMESTRANGEIROS
INSTAGRAM: @filmestrangeiros
zzzzzzz
De tão longe, e ainda assim, tão perto de mim
É um filme belíssimo! De caráter amplamente contemplativo com uma fotografia em p&b. O filme tem uma espécie de força poética que ressoa ora em tons melancólicos e tristes, ora numa alegria manifestada pela própria vida,pelo estar-se vivo. Partindo da mirada de duas crianças parece expressar o desejo de espanta-se, de admirar-se com a descoberta das coisas e do mundo na medida em que compreende as estações do ano e mostra sentimentos e perspectivas distintas contemplando assim a própria vida em tudo que ela tem de maravilhoso e de ruim, na inteireza de suas tensões e na felicidade clandestina do viver. Vale muito a pena ver esse filme!