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Data de lançamento
25 Junho 1976Duração
Quando Kathy Thorn (Lee Remick) dá a luz a um bebê que nãos sobrevive, seu marido Robert (Gregory Peck) decide protegê-la da devastadora verdade e substitui seu filho por um órfão, desconhecendo as origens satânicas da criança. O horror se inicia no quinto aniversário de Damien quando sua babá comete um dramático suicídio. Logo a seguir, um padre que tentava avisar o pai de Damien é morto em um estranho acidente. À medida que o número de mortos aumenta, Robert percebe que seu filho é o Anticristo e decide que precisa matar o menino para impedir que a terrível profecia se cumpra
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Filme: A Profecia
País: Inglaterra
Ano: 1976
Diretor: Richard Donner // Visto no dia 19/08/2023
Filme muito bom. Gostei de todos os elementos em tela: terror, suspense, todo mistério que envolve esse tipo de tema. Um filme britânico de 1976, muito criativo, muito bem conduzido e dirigido.
Adoro esse tipo de terror que envolve uma ameaça tensa para os personagens e para o mundo caso se concretize. Aqui a história é simples, mas é muito boa, prende atenção do começo ao fim: Fala de Damien, o prometido de Lúcifer para dominar o mundo. Ele é o anticristo, tanto falado entre os cristãos, o filme apresenta os sinais de que realmente ele é a ferramenta do 'capiroto':
o olhar, o espanto dos animais em sua presença, as inúmeras tentativas de matar a mãe, e além da governanta que na verdade é sua protetora para que o plano se concretize.
principalmente do fotógrafo.
anticristo é do mundo da política, pois pensar que é real
Nota: 9,0
Está escrito no Livro de Revelações. No 6º mês, no 6º dia e na 6ª hora da manhã, nascerá o filho do Anticristo, dando início ao confronto entre as forças do bem e do mal, antecipando a chegada do fim dos tempos.
Foi com essa introdução bíblica que Richard Donner dirigiu um dos filmes mais assustadores de todos os tempos: A Profecia.
Em Roma, no dia 6 de junho, às 6 horas da manhã, o embaixador americano Robert Tohrn (Gregory Peck) fica sabendo que seu bebê morreu após a gestação. Para não deixar sua esposa desolada, ele acaba adotando um bebê, que recebe o nome de Damien.
Parecia ser um conto de fadas para essa família. Porém, à medida que a criança cresce, várias mortes acontecem com o passar do tempo.
Robert finge que seria uma coincidência, mas o mesmo não acontece com sua esposa. Daí, um padre chega para alertá-lo sobre o perigo que ocorre em seu redor.
Outro que também fica preocupado é o fotógrafo, que descobre alguns sinais coincidentes. Logo a seguir, tudo se encaixa sob uma única pessoa: o garoto Damien.
Durante as filmagens, ocorreram uma série de acidentes, na época em que o título original era The Antichrist to the Birthmark. O hotel onde o diretor estava hospedado sofreu um atentado com bombas do IRA. O avião do roteirista sofreu um acidente. O ator Gregory Peck cancelou na última hora o seu voo para Israel cujo avião sofreu um acidente e todos os que estavam dentro dele faleceram. Os principais atores sofreram um acidente automobilístico quando se dirigiam para rodar uma das cenas do filme.
Mesmo com toda essa trágica coincidência, o filme foi indicado ao Oscar, com as categorias de Atriz Coadjuvante (Billie Whitelaw) e Canção Original (Ave Satani). Jerry Goldsmith venceu com sua Trilha Sonora fantasmagórica. Também foi indicado ao Globo de Ouro com Ator Coadjuvante (Harvey Stephens). O Grammy também indicou o filme, na categoria de Trilha Sonora.
A Profecia teve continuações com A Profecia 2 (1978) e A Profecia 3 - O Conflito Final (1981). Teve um filme pra TV, A Profecia 4 - O Despertar. Teve uma refilmagem, em 2006. Foi exibida nos anos 80 pela TV Record.
O longa-metragem teve estreia em 6 de junho de 1976, na Inglaterra.
Revi esse clássico numa sessão comentada, ele segue sendo um dos meus filmes preferidos desse subgênero religioso do terror. Os anos 70 trouxeram uma leva de clássicos desse subtipo que estão entre os meus preferidos da vida.
O clima de tensão que a trilha sonora propõe desde o primeiro minuto do filme é das coisas mais sensacionais deste filme, juntando com a sua fotografia e a direção de arte, com locações que fazem a tensão ser presente a todo momento.
Richard Donner arrasou na direção, servindo cenas de mortes que entraram pra história.
O elenco muito bom, com Gregory Peck servindo charme ao terror e o capetinha Harvey Stephens, com seu sorrisinho maquiavélico inesquecível.
Um clássico do terror arrepiante que apresenta efeitos especiais incríveis, tensão constante e uma trilha sonora eletrizante de Jerry Goldsmith, vencedor do Oscar por seu trabalho. A direção de Donner é impecável e as atuações são de primeira qualidade.
Revendo hoje, chego à conclusão de que a refilmagem foi, de fato, justificável. Por envolver efeitos visuais, o original acabou envelhecendo em alguns momentos, o que interfere um pouco na imersão. As atuações também oscilam — especialmente a da criança, que em certos trechos não sustenta a carga dramática.
O remake, por sua vez, se mostra mais consistente: é mais polido, tecnicamente refinado e emocionalmente mais equilibrado.
Mas é importante reconhecer, todo o mérito nasce do original. O remake só existe porque alguém criou, antes, a essência. No fim das contas, ele não deixa de ser uma versão lapidada de uma obra que já era, por si só, marcante.